A Otan vai transferir a responsabilidade pela segurança do Afeganistão às forças locais "até meados de 2013" e passará então a ter um papel de apoio, até a retirada das tropas internacionais do país no final de 2014. A notícia foi anunciada nesta segunda-feira pela aliança atlântica. Antes da declaração, os talibãs emitiram comunicado, afirmando que as potências internacionais buscam pretextos para permanecerem ocupando o país.
O presidente norte-americano, Barack Obama, disse que "não haverá retirada precipitada" das forças internacionais do Afeganistão, mesmo que a França antecipe sua saída da região. Ele participou, nesse domingo (20), da abertura da Cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em Chicago, nos Estados Unidos. A previsão é começar a retirada das tropas no fim de 2014, mas a França quer iniciar o processo antes.
A morte de quatro militares da Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF) este fim de semana elevou a 3.002 os mortos dos exércitos ocupantes dos EUA e da Otan desde sua invasão ao Afeganistão em outubro do 2001.
O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Anders Fogh Rasmussen, disse nesta sexta (11) que vai discutir com o presidente francês eleito, François Hollande, a respeito da retirada antecipada das tropas francesas do Afeganistão.
A aviação da Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF), a força de ocupação do Afegnistão dirigida pela Otan, prosseguiu seus ataques na província oriental de Paktika, depois da denúncia feita pelo presidente Hamid Karzai de que mais civis foram assassinados.
O presidente afegão, Hamid Karzai, pediu explicações nesta segunda (7) ao chefe da missão da Otan no país, John Allen, e ao embaixador dos Estados Unidos no Afeganistão, Ryan Crocker, por uma série de bombardeios que causaram desde sábado a morte de pelo menos dez civis. Ele denunciou a morte de mulheres e criianças nos ataques e afirmou que pretende paralisar a aplicação do acordo estratégico entre ambos os países.
Centenas de manifestantes bloquearam nesta terça-feira (1º/5) a estrada que liga Cabul a Kandahar, exigindo que as forças de segurança do país investiguem a morte de quatro crianças, da qual eles acusam os soldados da Força Internacional.
Recentemente, depois que os guerrilheiros lançaram ataques sincronizados sofisticados no Afeganistão – dúzias de combatentes metidos em coletes explosivos, foguetes lança-granadas e armamento leve, além dos carros-bombas –, o Pentágono correu a chamar a atenção de todos para o que não acontecera.
Por Nick Turse, no TomDispatch
Os dois candidatos para a presidência dos Estados Unidos parecem estar tentando falar um mais alto que o outro, no que diz respeito ao Irã, Síria e Israel/Palestina. Cada um alega que está fazendo mais para apoiar os mesmos objetivos. Não é estranho que não exista a mesma competição verbal sobre o Afeganistão?
Por Immanuel Wallerstein
O contingente militar dos EUA no Afeganistão permanecerá no país até 2024 após a retirada, em 2014, do grosso das forças da Aliança Atlântica, constata o jornal Financial Times, citando as respectivas cláusulas do acordo norte-americano-afegão, assinado esta semana.
Comandantes militares dos Estados Unidos e do Pentágono condenaram nesta quarta-feira (18) a conduta de vários de seus soldados, que foram fotografados em 2010 junto aos cadáveres de supostos terroristas suicidas afegãos.
Uma foto que mostra o horror da ocupação estadunidense no Afeganistão e a reação do fanatismo religioso. Que mostra o verdadeiro horror do que dia-a-dia dos países que estão sob o domínio das armas da OTAN e o mal que faz ao mundo viver sob as garras do imperialismo dos Estados Unidos.