A esquerda bem informada
A esquerda bem informada

América Latina

Aluisio Arruda: América Latina, vítima dos golpes 

Dos cinco continentes, a África e a América Latina são as maiores vítimas dos golpes. Na África, quase sempre é sob o comando de franceses, ingleses, japoneses. Na América Latina, é quase sempre pelos americanos, ou seja, ricos massacrando pobres. Aqui, o país mais violentado, com cerca de 193 golpes desde 1825, é a Bolívia. Mas a Venezuela já sofreu 12, o Brasil dez, a Argentina seis.

Por Aluisio Arruda*

Como Ofelia Fernández virou a deputada mais jovem da América Latina

Ela é jovem, descolada, feminista, defensora da legalização do aborto e militante de um movimento popular. Ofelia Fernández não lembra o padrão de pessoas que costumam ocupar cargos eletivos e espaços de decisão na política institucional. Mas, a partir de 10 de dezembro, ela assume como deputada de Buenos Aires, capital da Argentina. Eleita em outubro, a garota de 19 anos votou para presidente pela primeira vez no mesmo pleito em que foi eleita a legisladora mais jovem da América Latina.

Brasil se submete de novo aos EUA e dá apoio formal a golpe na Bolívia

Em mais um gesto de submissão ao governo Donald Trump (EUA), Ernesto Araújo, chanceler do governo Jair Bolsonaro, declarou nesta terça-feira (12) que o Brasil apoia o golpe de Estado em curso na Bolívia e reconhece a senadora Jeanine Añez como “presidente interina”. De forma dissimulada, Araújo declarou ser importante “o compromisso de convocar eleições” após a derrubada à margem da lei do presidente legítimo, Evo Morales, reeleito em 20 de outubro passado.

Bolívia: uma nação amaldiçoada pelas próprias riquezas naturais?

Este artigo do professor Eugênio Resende de Carvalho*, publicado na edição de junho de 2006 da revista Princípios, explica bem as causas do golpe atual na Bolívia. Evo Morales acabara de tomar posse como presidente, o primeiro de origem indígena. A riqueza de detalhes do autor permite uma visão histórica da quantidade de golpes naquele país, todos com as características do atual. 

Yuri Silva: Golpe na Bolívia é racista, religioso e ultraconservador

O golpe de Estado a que foi submetido o povo boliviano, por meio da pressão das Forças Armadas para que o presidente Evo Morales e seu alto escalão renunciasse ao governo, expõe o avanço acelerado das milícias religiosas conservadores na América Latina e o racismo delas contra os povos originários indígenas e os negros latinos.

Por Yuri Silva*

Entidades repudiam golpe contra Evo Morales e a soberania boliviana

Entidades nacionais e mundiais denunciam o golpe de Estado na Bolívia contra o governo Evo Morales. Liderado pelas Forças Armadas bolivianas, a manobra levou à renúncia não só de Evo, que foi reeleito presidente no mês passado – mas também de seu vice, Álvaro Linera, e dos presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados. No Brasil, entidades estudantis e sindicais repudiaram o golpe. O Conselho Mundial da Paz (CMP), presidido pela brasileira Socorro Gomes, também se manifestou.

Cebrapaz: “Povo boliviano dará a resposta necessária ao golpe”

O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) divulgou, neste domingo (10), nota de sua direção nacional em solidariedade ao povo boliviano e em repúdio ao golpe “perpetrado pela direita terrorista em conluio com o imperialismo estadunidense”. Leia, abaixo. 

Chile: Piñera é investigado por crimes contra humanidade em protestos 

Um tribunal em Santiago acatou uma denúncia contra o presidente do Chile, Sebastián Piñera, e outras autoridades do país, por responsabilidade em supostos crimes contra a humanidade cometidos durante a crise social que o Chile vive há quase três semanas e que matou 20 pessoas. A ação foi encaminhada por 16 advogados de organizações de direitos humanos, segundo informação divulgada na noite de quarta-feira (06/11) pela imprensa local.

Argentina: Governo Macri mente em relatório e esconde herança maldita

Um pequeno relatório intitulado Oito Pontos sobre a Economia perturbou a transição de governo na Argentina. O texto de sete páginas – que não tem assinatura ou papel timbrado, mas foi distribuído pelas equipes de comunicação da presidência – afirma que a situação econômica que Mauricio Macri legará ao seu sucessor, o peronista Alberto Fernández, deixará o país sul-americano “pronto para crescer” em 2019. Do México, onde está em viagem, Fernández pediu ao macrismo que “pare com a mentira”.

Declaração de Havana: “Impulsionar a unidade anti-imperialista” 

A Declaração Final do Encontro Anti-Imperialista, de Solidariedade, pela Democracia e Contra o Neoliberalismo, realizado em Havana, de 01 a 03 de novembro, faz uma defesa enfática da unidade, desde o começo (“a unidade é vital e constitui um dever”) ao fim do texto que termina com a consigna: “A unidade anti-imperialista é a tática e a estratégia da vitória”. Leia, abaixo, a íntegra do documento.

Chile: 85,8% apoiam protestos; 83,9% querem nova Constituição 

“Não voltaremos à normalidade porque a normalidade era o problema.” A frase, estampada em cartazes nas manifestações que tomam as ruas do Chile há três semanas, está refletida nos resultados de uma pesquisa recém-publicada pela Universidade do Chile. Segundo o levantamento, 85,8% da população apoia os protestos e 83,9% concordam com que sejam feitas mudanças na atual Constituição , herdada da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

Encontro anti-imperialista em Cuba: “Abrem-se tempos de esperança” 

O Encontro Anti-imperialista de Solidariedade, pela Democracia e Contra o Neoliberalismo, realizado de 1º a 3º de novembro, em Havana, Cuba, foi “a coisa certa a fazer na hora certa”, nas palavras de Walter Sorrentino, vice-presidente nacional e Secretário de Política e Relações Internacionais do PCdoB. O documento final aprovado concluí que “abrem-se tempos de esperança. A unidade é vital e constitui um dever; a mobilização, um imperativo; a organização popular, uma tarefa iminente”.

1 15 16 17 18 19 1.190