Lula recebe apoio do Solidariedade e reafirma compromisso com geração de empregos

“Não tem democracia forte no mundo que não tenha sindicato forte. É importante que o sindicato seja um freio na ganância empresarial. E o sindicato não quer que o empresário tenha prejuízo. Porque se os empresários tiverem prejuízo, a fábrica quebra”, discursou o ex-presidente

(Foto: Ricardo Stuckert)

Em evento nesta terça-feira (3), em São Paulo, Lula recebeu apoio a sua pré-candidatura à Presidência da República do Solidariedade. Na ocasião, reafirmou seu compromisso com o movimento sindical. “Não tem democracia forte no mundo que não tenha sindicato forte. É importante que o sindicato seja um freio na ganância empresarial. E o sindicato não quer que o empresário tenha prejuízo. Porque se os empresários tiverem prejuízo, a fábrica quebra”, discursou.

No evento, Lula voltou a dizer que a geração de emprego deve ser uma obsessão. “Nós precisamos garantir o emprego, o emprego tem que ser uma obsessão. Vamos ter que fazer das tripas coração para que a gente possa garantir a essa juventude a oportunidade de estudar, a oportunidade de trabalhar, a oportunidade e a certeza de que não será violentada pela agressividade da periferia do país”.

Lula também destacou a importância de o governo criar política de estímulo ao empreendedorismo, com recursos do BNDES, para facilitar a vida de quem quer criar seu próprio negócio, e criticou a qualidade do emprego atual com trabalhadores, como os de aplicativo, que não têm nenhum direito e seguem rotina quase como escravos.

“A gente não pode aceitar a ideia de que trabalhador de bicicleta que entrega ifood é empreendedor. Não. Ele está sendo transformado num escravo porque ele trabalha, carrega comida nas costas, sem ter dinheiro para comer; não tem descanso semanal remunerado, não tem férias, se a moto cai e quebra, não tem seguro para pagar; se a mulher fica grávida, não tem plano de saúde para o parto. Então, que empreendedor é esse? Nós precisamos garantir que essas pessoas que trabalham tenham o respeito de trabalhador, que a lei proteja essa gente e que não sejam tratados como os escravos eram tratados há 350 anos”, discursou.

Unidade

A presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), destacou o papel do Solidariedade na formação da frente ampla em torno da pré-candidatura de Lula. “Meu companheiro Paulinho tem sido uma grande força na construção dessa frente e desse movimento que é a favor do Brasil e do povo brasileiro”, disse a dirigente, referindo-se ao presidente da sigla, o deputado federal Paulinho da Força (SP).

O pré-candidato a vice na chapa de Lula, Geraldo Alckmin (PSB-SP), disse que o apoio está mostrando a importância da unidade para a reconstrução do Brasil. “Essa unidade é muito importante para o presente e o futuro mais próximo que vamos presenciar. Não podemos deixar o país resgatado pelo ódio e pela intolerância”, disse.

“O Bolsonaro destruiu o Brasil. Nós precisamos juntar forças pra gente fazer um novo Brasil. Por isso, Lula, a nossa confiança que você vai reconstruir o Brasil […]. A direita no mundo se organizou melhor aqui. Nós vamos enfrentar uma guerra não da direita do Brasil, vamos enfrentar uma guerra com a direita do mundo. Por isso, o Solidariedade aqui hoje declara apoio a você”, disse Paulinho da Força.

Estavam presentes no evento os deputados Marcelo Ramos (PSD-AM), vice-presidente da Câmara, Orlando Silva (PCdoB-SP) e Marília Arraes (SD-PE). Além deles, também compareceram os senadores Randolfe Rodrigues (REDE-AP) e Omar Aziz (PSD-AM).

Com informações do lula.com.br

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