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Bolsonaro, o pior do mundo, é destaque na Semana Vermelha

A imprensa é implacável; em editorial o “Washington Post” (EUA) dá a Bolsonaro a vexatória classificação de pior chefe de Estado no planeta. E as notícias da semana confirmam: ele, que não aceita o confinamento para combater o coronavírus, fomenta a desarmonia, bate de frente com os demais poderes da República, atrasa o pagamento do socorro aos necessitados, insiste em medidas ultra-liberais – na contramão do que os demais governantes fazem – e, acima de tudo, no coração da crise, demite o comandante da luta anti-crise no Brasil e o substitui por outro ministro da Saúde mais afinado com sua idéia de que o vírus está indo embora! A repercussão popular é inevitável, e sua aprovação nas pesquisas de opinião despenca – 72% das pessoas aprovam as medidas de isolamento contra o coronavírus.

Ilustração: The Economist

Em plena crise, Bolsonaro demite Mandetta – Bolsonaro demite Mandetta que será substituído por Nelson Teich – O ministro Mandetta é o primeiro no mundo a ser demitido por decidir por uma política de isolamento social contra a pandemia de coronavírus. Bolsonaro o demitiu na quinta-feira (16). Ele será substituido pelo médico e empresário Nelson Teich.

Bolsonaro paga auxílio a conta-gotas e prejudica quem mais precisa – Governo cria tantas exigências, após 15 dias da aprovação no Congresso Nacional, que só podem ser vistas como má vontade ou modo de adiar ao máximo a liberação do dinheiro da ajuda emergencial de 600 reais aos mais pobres.

É insânia não ver as 1223 mortes ocorridas e dizer sem base que o vírus está indo embora do Brasil – Na contramão, Bolsonaro diz que vírus está indo embora – Bolsonaro voltou a minimizar o coronavírus e enfatizar os efeitos econômicos da quarentena. No domingo (12) ele disse que o vírus parece estar indo embora do país, sem apontar qualquer dado oficial. Apesar disso o Brasil registrou 99 mortes de sábado (11) a domingo, totalizando 1.223 óbitos e há pelo menos 22.169 casos confirmados. A afirmação de Bolsonaro contraria um artigo científico de pesquisadores brasileiros que prevê um pico da doença entre abril e maio, e que a crise vai ao menos até meados de setembro.

Desarmonia – Maia diz que governo Bolsonaro quer criar conflito político federativo – O presidente da Câmara diz que a contra-proposta do pelo governo para ajudar estados e municípios é de 22 bilhões de reais ao invés dos 77 bi anunciados; Maia disse, na terça-feira (14), que é uma forma de criar um conflito político federativo. Maia defendeu as regras aprovadas na Câmara, que têm o apoio dos governadores.

O temor de Bolsonaro e o fantasma da conspiração – Em defesa de Maia, deputados reforçam críticas a Bolsonaro: “incapaz” – Bolsonaro garantiu ter um dossiê com supostas provas, acusando Rodrigo Maia (DEM-RJ) e parlamentares de conspirar contra seu governo. O presidente acusou Rodrigo Maia de encaminhar o Brasil para o caos com a forma como vem conduzindo as votações de projetos emergenciais para conter a pandemia do coronavírus. Foi o mais duro ataque de Bolsonaro a Rodrigo Maia.

O pior do mundo – “Bolsonaro é o pior líder global”, diz Editorial do Washington Post -O jornal estadunidense critica o presidente do Brasil por sua irresponsabilidade diante da pandemia do coronavírus. Ele está na companhia dos governantes da Bielorrússia, Turquemenistão, Nicarágua. Ele tentou minar as medidas tomadas pelos governadores para conter o surto.

Derrota de Bolsonaro – Senado pode rejeitar a “carteira da vergonha” – Senado sepulta “carteira verde-e-amarela” e impõe derrota a Bolsonaro – A nefasta MP 905/2019 – a “MP do Contrato Verde e Amarelo” – foi retirada de pauta pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre na sexta-feira (17). Se não for votada até segunda-feira (20), a validade e iniciativa de Bolsonaro perde a validade e caduca. A MP corta direitos dos trabalhadores em plena crise econômica e em meio ao avanço do novo coronavírus. Além de cortar direitos. a “carteira da vergonha”’ gera desemprego,acusam as centrais sindicais. Para Adilson Araújo, presidente da CTB, a MP 905 traz de volta, “com força de lei o trabalho análogo à escravidão”.

Bolsonaro em queda livre – Pesquisa indica nova queda na aprovação de Bolsonaro – Pesquisa divulgada na quarta-feira (15) mostra que a aprovação do capitão-presidente é cada vez menor – ele é avaliado como ruim ou péssimo por 43% dos entrevistados; seu desempenho pessoal é rejeitado por 58,2%. E, contra ele, 72,2% concordam com as medidas de isolamento social contra o coronavírus.

Taxar as grandes fortunas, contra o coronavírus – Centrais sindicais lançam abaixo-assinado para taxar grandes fortunas – Iniciativa da CUT, Força Sindical, CTB, UGT, CSB, NCST, CGTB, CSP-Conlutas, Intersindical, Intersindical Instrumento de Luta da Classe Trabalhadora e Pública Central do Servidor, em luta contra a pandemia e salvar vidas, lançam uma campanha pela taxação das chamadas “grandes fortunas”.

STF aprova vale tudo contra trabalhadores – STF dispensa aval de sindicatos a acordos trabalhistas – Acordos individuais entre patrões e empregados para reduzir a jornada de trabalho e salários, sem participação dos sindicatos, previstos na MP 936, do governo – que não foram aceitos pelo relator no STF (o ministro Ricardo Lewandowski) – são aprovados pelo plenário do STF na sexta-feira (17), e passam a ter validade imediata. A MP está em vigor, mais ainda vai passar por votação no Congresso Nacional.

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