Prévias do PSDB em SP acabam em socos, pontapés e denúncias

A escolha do candidato do PSDB que disputará a Prefeitura de São Paulo em outubro deste ano não só acabou em socos, tapas e pontapés entre militantes, mas também com denúncias de abuso de poder econômico e crimes eleitorais durante a campanha.

Briga de tucanos, nas prévias do PSDB em São Paulo - Fotomontagem/Vermelho

Três pré-candidatos disputavam a vaga para representar o PSDB nas eleições municipais em São Paulo neste ano: o deputado federal Ricardo Tripoli, o vereador Andrea Matarazzo e o empresário João Dória.

Briga

A briga entre militantes ocorreu na tarde deste domingo (28) no diretório do PSDB no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo. A polícia teve que ser acionada para acalmar os ânimos. Houve tapas, socos, pontapés, mas ninguém ficou ferido gravemente.

Segundo informações do G1, militantes apoiadores de Ricardo Tripoli começaram a briga ao agredir pelo menos duas mulheres, entre elas uma mesária e uma apoiadora do candidato João Dória. Outros entraram na briga depois. Na confusão, a urna eletrônica foi quebrada.

Resultado da votação

Segundo o portal G1, a apuração, que deveria ter início às 17 horas deste domingo, na Câmara Municipal de São Paulo, começou com mais de três horas de atraso por conta de problemas nas urnas em três zonas. O resultado foi divulgado por volta da 1h30 desta segunda (29).

Dória teve 2.681 votos (43,13% do total), Matarazzo, 2.045 (32,89%), e Ricardo Tripoli, 1.387 (22,31%).

Denúncias de crimes eleitorais

Apesar de o resultado ter sido divulgado pelo diretório municipal do PSDB nesta madrugada, segundo a imprensa, ele ainda não foi homologado pelo diretório por dois motivos: devido a problemas em três urnas e um pedido de impugnação da pré-candidatura de Dória. O ex-senador José Aníbal e o ex-governador de São Paulo Alberto Goldman acusam o pré-candidato de cometer crimes eleitorais.

Mesmo depois de Goldman e Aníbal terem entrado com uma petição no PSDB municipal para cancelar a inscrição de João Doria na prévia do PSDB, o presidente do diretório municipal, Mario Covas Neto, o Zuzinha falou com a imprensa e disse que o pleito não será invalidado. “De jeito nenhum! Essa eleição estamos há meses tratando dela e não vai ser cancelada”, disse.

Apoiadores

Por falta de uma liderança política espontânea do PSDB em São Paulo, os candidatos a candidatos têm apoios de antigos nomes tucanos, como por exemplo, do governador Geraldo Alckmin que apoia João Dória. Já o senador José Serra e o ex-presidente FHC apoiam o nome de Matarazzo e Tripoli é apoiado por Bruno Covas e José Aníbal. 

Votos descartados

Zuzinha informou inclusive que todos os votos do Tatuapé serão descartados. O dirigente alegou que a medida, a seu ver, não prejudica a legitimidade da eleição interna do PSDB. “Prejudica os eleitores que votaram lá”, argumentou Zuzinha. O dirigente não soube dizer quantos eleitores tiveram os votos desconsiderados por causa do problema, nem relativizar o número de votos jogados fora ante o número total de filiados que votaram.

Uma reunião deve ocorrer no diretório ainda nesta segunda-feira (29) para definir como ficará o resultado. Entretanto, segundo informou o presidente do diretório do PSDB de São Paulo, a disputa irá para o segundo turno entre Dória e Matarazzo. O segundo turno das prévias do PSDB está marcado para ocorrer em 20 de março.