Sem categoria

América do Sul tem os 3 maiores produtores de cocaína do mundo

A Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (JIFE) divulgou seu Relatório Anual, no qual constata que o tráfico, o crime organizado relacionado à drogas e a violência continuam a ser flagelos para diversos países da América do Sul. Na região, e

Considerada um cultivo milenar na região, a coca é ponto incisivo no estudo. Segundo dados das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC), em 2006, a Colômbia era responsável por 50% da plantação mundial de coca, enquanto o Peru produziu e 33% e a Bolívia 17% da Bolívia. No Equador e na Venezuela, já se percebe um aumento do cultivo, mesmo que em pequena escala.



No Peru e na Bolívia houve um aumento no número de hectares plantados – 12,69 mil hectares peruanos e 5,07 mil hectares bolivianos -, enquanto na Colômbia houve uma redução, mas o aprimoramento das técnicas de cultivo, de variedades da planta e processamento da coca nos laboratórios clandestinos fez com que essa diminuição não fosse tão significativa.



No relatório, a JIFE pediu que o governo boliviano e peruano que “adotem medidas para proibir a venda, uso e exportação da folha da coca que não estejam alinhadas aos tratados internacionais, pois a JIFE se preocupa com o aumento de impactos negativos do cultivo da coca e produção de cocaína na região”.



De acordo com o relatório da JIFE, “toda a região está afetada pelo cultivo ilícito em larga escala da coca, da papoula e da cannabis (maconha), bem como a produção e tráfico de drogas”. No ano passado, foram feitas apreensões de cocaína na América do Sul, que correspondem a 40% de toda a produção mundial da droga.



O consumo de cocaína pelos sul-americanos está aumentando. A maconha ainda é a droga mais usada na região, mas a busca por tratamento de dependência química é maior entre os usuários de cocaína, 50%, enquanto 26% são buscados por usuários de maconha. Na América Central, apesar de a região integrar a rota de tráfico internacional, o consumo de cocaína é, segundo o relatório, baixo.



Navios, iates e aviões particulares são os meios de transporte utilizados na rota de tráfico de cocaína América do Sul – África – Europa. O caminho mais utilizado é a droga que sai da Colômbia e, pelo Brasil, vai para Cabo Verde e Guiné Bissau, de onde seguem principalmente à Espanha e Portugal. Segundo as autoridades de Guiné Bissau, em relatório da UNODC, 60% da cocaína que chega ao país vem do Brasil, e os outros 40% vêem direto da Colômbia.



O relatório mostrou também o resultado de um recente estudo comparativo sobre o consumo de drogas entre os estudantes. Ainda assim, a estimativa de uso de maconha na América do Sul é 2,3% inferior à média mundial. O Brasil é o único dos países sul-americanos em que a droga ilícita mais usada não é a maconha, e sim os solventes e inalantes. Na Argentina, foi constatado o nível mais elevado de consumo anual de cocaína entre os estudantes, 2,5%.



Fonte: Agência Adital