SINPRO-MG repudia desrespeito com os professores do Promove

O SINPRO-MG repudia as demissões em massa de professores do Promove, ocorridas no dia 30/11, após negociações entre o colégio e a Associação Educativa do Brasil (Soebras), para a administração de quatro unidades do Colégio Promove em Belo Horizonte, além

Há três anos, os professores convivem com atraso de salários e descumprimento da legislação trabalhista. O Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (SINPRO-MG) realizou várias assembléias, assim como buscou a intermediação da Delegacia Regional do Trabalho e do Ministério Público e ajuizou ação de cumprimento para a regularização das pendências trabalhistas. Diante das irregularidades praticadas pelo Promove, os professores fizeram uma paralisação de um dia em setembro.


Em novembro, o Jornal Estado de Minas publicou matérias com a denúncia de que o Promove teria recorrido a um artifício ilícito ao abrir uma offshore em paraíso fiscal no Uruguai, desde 2003, com o objetivo de “blindar” o patrimônio da escola e escapar de dívidas tributárias e trabalhistas. O sindicato fez uma representação na Polícia Federal para investigar se há algum ilícito referente às denúncias veiculadas pela imprensa.


A Soebras apresentou um acordo, que previa o pagamento de parte do passivo trabalhista dos professores. Após várias tentativas de negociação, o SINPRO-MG decidiu por não assinar o acordo, considerado lesivo aos direitos dos professores. Essa decisão teve o aval da Delegacia Regional do Trabalho.


Neste momento, o SINPRO-MG aguarda as decisões da Justiça e ressalta que usará todos os recursos possíveis para defender os direitos da categoria. No dia 14 de dezembro, às 9 horas, os professores farão uma manifestação na porta da unidade Núcleo (Av. João Pinheiro, 164 – Centro).


Fonte: www.sinpromg.org.br