Brasil

8 de agosto de 2013 - 11h16

Aldo Rebelo fala das lições deixadas pela Copa das Confederações


Elza Fiúza/ABr
   
Segundo o ministro, a principal lição da Copa das Confederações é a necessidade do cumprimento do cronograma das obras dos estádios. Aldo falou das peculiaridades entre o mundial na África do Sul, em 2010, e o evento esportivo organizado pelo Brasil. “Há muitas diferenças entre o Brasil e a África do Sul, no PIB, na população, na tradição do futebol, no protagonismo do país no futebol. Assim, são experiências distintas".

Ele tratou ainda da das obras de modernização aeroportuária no país. Segundo o ministro, o Brasil terá, em 2014, o dobro da capacidade em relação à demanda projetada. "Teremos 280 milhões de capacidade em 2014 e um pouco mais da metade desse número como demanda projetada".

Confira os principais trechos das respostas do ministro.

Lições da Copa das Confederações

“Eu creio que a principal lição é a necessidade do cumprimento do cronograma, do calendário. A obra dos estádios, quando atrasa, compromete os eventos que antecedem o torneio. Isso implica problemas de eficiência, segurança e os estádios respondem com problemas, na acessibilidade, no reconhecimento dos locais, na segurança, na mobilidade. Assim, temos de cuidar para melhorar a entrega dos estádios, dos seis restantes. Assim, quem sabe o nosso desempenho em 2014, como organização, seja até melhor. E já tivemos um bom desempenho na Copa das Confederações, em 2013.”

Legado e resultados da Copa das Confederações

“O que pudermos antecipar nas operações vamos colher em eficiência. Um dos casos é o da segurança, por mais paradoxal que isso possa parecer num instante de muitas manifestações pelo país. E falo aqui não apenas segurança pública, mas das delegações, dos torcedores, das autoridades. Por que achamos que foi positivo nesse episódio? Porque tivemos a Copa das Confederações submetida a um grande momento de manifestações nas vias de acesso aos estádios, nos aeroportos, na rede hoteleira. E, mesmo assim, não houve delegação presa ou bloqueada em vias de acesso. Todas conseguiram sair de hotéis e aeroportos e chegar e sair dos estádios. Mesmo onde houve atraso e prejuízo na mobilidade, os torcedores conseguiram sair e chegar. Além disso, atraímos quase mil empresários de todo o mundo para negócios. Houve geração de emprego e de renda durante o período. Outra lição são os prazos das obras. Têm de ser cumpridos. Por isso, faremos um esforço para que isso aconteça, para termos na Copa todos os ganhos, de imagem do país e de nossa capacidade de organização.”

Mobilidade Urbana em Recife

“É preciso esclarecer nossos ouvintes que Recife, das 12 sedes, é a única que tem o estádio numa cidade vizinha. A Arena Pernambuco não está em Recife, mas em São Lourenço da Mata. Lá já foi inaugurada a duplicação de uma rodovia que dá acesso ao estádio. Há uma construção de obra do metrô para que tenhamos o acesso do grande público. Não apenas para a Copa, mas para os jogos dos clubes de Pernambuco. Nós estamos construindo a obra de acesso, de mobilidade. Fizemos a Copa das Confederações. Na saída do estádio houve uma certa aglomeração nos ônibus necessários para chegar ao metrô. Mas até a Copa de 2014 teremos a situação resolvida.”

Problemas com estádios na África do Sul e temor de repetição no Brasil

“Há muitas diferenças entre o Brasil e a África do Sul, no PIB, na população, na tradição do futebol, no protagonismo do país no futebol. Assim, são experiências distintas. Em Natal, além do belo estádio, um dos mais belos do mundo, parte da arquibancada será removida e destinado ao uso comercial. Poderão jogar o ABC, o América, Baraúnas, Alecrim, mas o espaço de comércio será valorizado, com lojas, academias, bancos. Não haverá dificuldade em fazer com que a arena, além de sediar jogos, acolha grandes espetáculos. A cidade precisa de um espaço como esse, de boa acessibilidade.”

Manifestações e retorno dos investimentos na Copa no Rio Grande do Sul

“Eu vi as estatísticas sobre essas manifestacões e as preocupações com a Copa ocupam de 2% a 3% dos interesses dos pesquisados. A maior preocupação é com saúde, educação, segurança entre outros itens. Em Porto Alegre temos o Beira-Rio, reformado, um estádio privado. Parte dos recursos vem de um empréstimo do BNDES mediante todas as garantias de qualquer tomador privado. As obras de mobilidade seriam realizadas independentemente da Copa do Mundo. Foram trazidas para a Matriz de Responsabilidades com o objetivo de antecipá-las para entregá-las com antecedência à população. Se fosse em Porto Alegre ou em Florianópolis seria do mesmo jeito. E, se não forem entregues até 2014 saem da matriz, mas serão executadas pelos governos locais da mesma forma.”

Rio e desafios com megaeventos

“O Brasil já sediou grandes eventos. Fizemos a Eco 92 com mais de 100 chefes de Estado. Recentemente, a Rio + 20 reuniu outros chefes de Estado e tivemos agora a visita do papa. Os peregrinos e o papa, apesar dos problemas, ficaram satisfeitos. Até porque um evento como esse não se resume ao conforto dos hotéis ou da mobilidade. Tem muito a ver, também, com a qualidade da acolhida espiritual que as pessoas recebem. Acho que o Brasil vai fazer uma grande Olimpíada em 2016. Estamos preparando a Vila, o espaço onde as competições serão realizadas e vamos fazer todo o esforço para realizar os Jogos Olímpicos à altura das expectativas do Brasil e do mundo.”

Aeroportos

“As obras de modernização aeroportuária vão deixar o Brasil com o dobro da capacidade em relação à demanda projetada para 2014. Teremos 280 milhões de capacidade em 2014 e um pouco mais da metade desse número como demanda projetada. Assim, o Brasil trabalha na modernização dos aeroportos pensando muito além da demanda. O esforço é em modernizar serviços, reduzir o tempo que leva para sair do aeroporto, chegar no avião e decolar. E todas as obras serão entregues para a Copa do Mundo.”



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