9 de maio de 2012 - 14h10

UJS pressiona pela convocação de Civita para CPI


Hashtag #CivitanaCPI esteve entre as palavras mais postadas no twitter, os chamados trend topics. UJS quer denunciar o banditismo que se instalou nos meios de comunicação


Acervo UJS
   
Ato público em frente a editora Abril e mobilização nas redes sociais. Com o objetivo de denunciar a relação recém-divulgada entre a revista Veja e o contraventor Carlinhos Cachoeira, a União da Juventude Socialista (UJS) reuniu nesta terça-feira, dia 8 de maio, cerca de 40 jovens em manifestação pacífica em frente ao prédio em que funciona a redação da revista.

Acompanhados pela polícia, convocada pelo veículo, os jovens levaram cartazes com a hashtag #CivitanaCPI , que chegou a ser uma das mais comentadas no dia de ontem no twitter.
“A relação entre Veja e o Carlinhos Cachoeira extrapola as regras do código de ética jornalística. É uma questão de código penal porque revela complacência do veículo com o contraventor, entre outros crimes. Roberto Civita que responde em última instância pela Veja também deve ser convocado pela CPI”, declarou Ismael Cardoso, diretor de comunicação da UJS.

Ele comparou o caso com o magnata da mídia, Rupert Murdoch, convocado para depor no Comitê Parlamentar, na Inglaterra, por escândalos em um tablóide de propriedade de seu grupo. “O Brasil precisa seguir esse exemplo”, comparou Ismael.

Veja no noticiário policial

No final de semana, a revista VEJA de Roberto Civita entrou para as páginas policiais. No domingo em horário nobre a TV Record dedicou 15 minutos de seu programa “Domingo Espetacular” para denunciar a relação de Veja com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira. Com exceção da TV Record há um silêncio absoluto na “grande imprensa” sobre esse assunto, o que fortalece a necessidade de debate sobre um novo marco regulatório para as comunicações.

Os documentos a que o Domingo Espetacular teve acesso com exclusividade trazem provas de que as informações trocadas entre Cachoeira e o diretor da Veja resultaram ao menos em cinco capas da revista de maior circulação do País

As gravações registram ainda que a influência da revista esbarra em outras esferas do poder, como na pressão para demissão da cúpula do Ministério dos Transportes, que havia se desentendido com um dos aliados do contraventor, a construtora Delta. Por meio do que Cachoeira passava para ser publicado na Veja, vários funcionários do ministério foram afastados.

Ismael ressalta que "o ato não tem por finalidade a cassação de nenhum veículo de informação, mas, que estes veículos devam ser tratados como suspeitos e convocados para depor na CPI do caso Carlinhos Cachoeira, precisamos denunciar a sociedade o banditismo que se instalou nos meios de comunicação"

Para Altamiro Borges, presidente do instituto Barão de Itararé "a revista instalou um verdadeiro vale tudo, se utilizando de práticas criminosas - desde escutas ilegais à complacência com o crime organizado. Precisamos denunciar”.

Da Redação, com informações do site www.ujs.org.br

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