Brasil

7 de fevereiro de 2013 - 9h19

Dirceu: "Não podemos permitir que nossa palavra seja cerceada"


Eu comecei alertando que o PT tem que estar preparado para a luta política porque está evidente que a direita está radicalizando o embate. Não podemos deixar que a nossa palavra seja cerceada pelo monopólio da mídia. E o julgamento da AP 470, chamado pela imprensa de julgamento do mensalão, foi uma clara tentativa de inviabilizar o nosso governo.

É por isso que a defesa do governo Dilma e do legado do ex-presidente Lula anda junto a nossas outras lutas, como a que envolve a reforma política e a que envolve a restauração da verdade em relação à AP 470.

No evento, eu e outros companheiros também destacamos diversas conquistas do governo Lula.

Abaixo eu coloco algumas de minhas declarações durante o ato:

“Não há como separar neste momento o apoio e a sustentação do governo da presidente Dilma com a realização do nosso quinto congresso ou da nossa luta pela reforma política tributária ou para que a Justiça seja feita no que diz respeito a Ação Penal 470. É preciso levar a palavra ao povo brasileiro. Não podemos permitir que nossa palavra seja cerceada por aqueles que detêm o monopólio de comunicação, muito menos por aquele que usurpam o direito de falar em nosso do povo e da nação brasileira.”

“Temos que travar a luta em várias frentes, teremos duros anos pela frente. Está evidente que a direita, a oposição começa a radicalizar a luta política. É evidente que o julgamento da AP 470 no ano eleitoral, a marcação do julgamento na véspera do primeiro e do segundo turno, o caráter que tomou esse julgamento, não tinha o objetivo de fazer Justiça. Foi retomar a luta de 2005 para retirar o presidente Lula do poder. Isso ficou explícito quando alguns ministros do Supremo que formaram a maioria pronunciaram seus votos.”

“O julgamento às vésperas do segundo turno não tinha o objetivo de fazer justiça e sim uma tentativa de inviabilizar o nosso governo. Não se trata de uma ou outra liderança do PT. Não se trata da denúncia do chamado mensalão. Se trata da tentativa de colocar no banco dos réus o PT e o governo Lula.”

“Ir ao encontro do povo brasileiro, falar e dialogar com o povo brasileiro sobre a AP 470 e sobre o legado do presidente Lula e nosso governo, esse momento é a tarefa mais importante que temos. Por isso o presidente Lula vai iniciar dia 20 em comemoração dos 33 anos de fundação do PT e dos dez anos de governo do PT uma série de seminários para defender, divulgar e propagar o legado do presidente Lula.”

"Temos o desafio político, que é vencer as eleições de 2014, além de governar e dar governabilidade ao governo da presidenta Dilma. Mas isso diz respeito a nós, ao PT e aos partidos que compõem a coalizão que governa o Brasil. Esse desafio depende do que nós estamos fazendo hoje aqui, que é conversar, dialogar, defender nossas políticas. Nossos adversários fazem isso dia e noite para desconstituir nossa política, quando não para sabotar. Criando crises artificiais que podem vir a prejudicar o já difícil crescimento econômico."

"Aí vem a questão que não é só a disputa política. Fazem como por exemplo com a questão da energia, da Petrobras, da Ação Penal, das alianças políticas que fazemos. Fazem com cinismo e hipocrisia. Enquanto nos criticam porque estamos aliados com o PMDB, propõe ao PMDB de Minas que se alie ao governo Anastasia, e propõe ao PMDB de São Paulo aliança ao governo Alckmin. “

“Querem construir um Brasil que não é real, o Brasil da corrupção, da desigualdade, que vai entrar em crise. Isso é feito por intermédio de aparelhos culturais e ideológicos. Não são só os jornais, mas o teatro, o cinema, os livros; é a educação e a cultura.”

“Dizem que nunca houve corrupção como agora, mas eu digo que nunca se combateu a corrupção como agora. Falam que não há democracia, mas nunca houve tanta democracia como agora."

"Esses que gritam todos os dias 'pega ladrão' são os que não querem financiamento público e o voto em lista. São os que se alimentam do caixa dois e do poder econômico, os que não querem as mudanças, os que acabaram com a fidelidade. Criaram um mercado de compra e venda de partido, não é só de voto, não”
 
Também estiveram presentes no ato o embaixador da Venezuela no Brasil, Maximilien Sánchez Arveláiz, os deputados federais do PT Paulo Ferreira (RS), Pedro Eugênio (PE) e Zeca Dirceu (PR), o ex-secretário-geral do Itamaraty Samuel Pinheiro Guimarães, o jornalista Raimundo Pereira e o presidente da Câmara Legislativa, Wasny de Roure (PT), entre outros.


* José Dirceu é advogado, blogueiro, ex-ministro da Casa Civil e membro do Diretório Nacional do PT


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