23 de junho de 2014 - 15h03

Instituto Justiça Fiscal apresenta trabalho a André Machado


A entidade busca retirar de uma esfera restrita as discussões sobre o sistema fiscal brasileiro. Uma das anomalias apontadas por Dão Real é a excessiva concentração da arrecadação em impostos sobre o consumo. “Isto termina por penalizar os pobres que gastam todo o seu dinheiro no consumo, enquanto os mais ricos podem acumular capitais”, avalia o criador do IJF.

O instituto defende a progressividade dos tributos como forma de reduzir as desigualdades no país. Ao conhecer o trabalho do IJF, André Machado afirmou que “fica claro que nossa necessidade é muito mais de justiça fiscal do que de uma diminuição da carga tributária”. O jornalista aponta a concentração de 15% da renda do país nas mãos de apenas 1% da população como um dos fatores que leva à necessidade de uma discussão imediata para a criação do Imposto sobre Grandes Fortunas, previsto pela Constituição Federal.

Alguns dados apresentados pelo Instituto Justiça Fiscal

• Quase metade da arrecadação brasileira vem de bens e serviços (consumo)

• Quase metade da arrecadação brasileira é gasta para o pagamento de juros e amortização da dívida pública

• No Brasil apenas 15% da arrecadação é administrada localmente. Em países como a Suécia chega a 70%.


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