16 de abril de 2012 - 16h41

 Enfermeiro Gilberto Linhares tem registro cassado por unanimidade


 O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) cassou, por unanimidade, o registro profissional do enfermeiro Gilberto Linhares, ex-presidente da entidade, por má prática de gestão do dinheiro público. Linhares, acusado de assassinar Marcos e Edma Valadão, também responde pelo crime na Justiça comum. 


Ele e sua esposa, Hortência Linhares, são suspeitos de chefiar quadrilha organizada para desvio de dinheiro público, calculado em cerca de R$ 50 milhões. Para a deputada estadual Enfermeira Rejane (PCdoB/RJ), a cassação do exercício profissional de Linhares será um marco na história da Enfermagem brasileira.

No dia 20 de setembro de 1999, Gilberto Linhares Teixeira, o advogado do Cofen, Lauro Caldeira Constantino, seu irmão e funcionário da entidade, Wenceslau Caldeira e o agente do Desipe, Alfredo Coelho assassinaram Marcos e Edma Valadão, presidente da Associação Brasileira de Enfermagem, Seção Rio de Janeiro (ABEN/RJ) e presidenta do Sindicato dos Enfermeiros do Rio de Janeiro, respectivamente. Eles morreram porque estavam denunciando à Polícia Federal crimes que aconteciam dentro do Conselho: desvio de verbas, apropriação de bens e falsificação de documentos, entre outras irregularidades.

“Acredito que com esta medida uma página desse período triste foi virada na historia da Enfermagem brasileira. A atual gestão do Cofen deve ser parabenizada, pois contribuiu muito para que a Enfermagem pudesse avançar. Edma e Marcos não morreram em vão, assim como a primeira enfermeira a fazer a denúncia. A professora Maria Lucia Martins Tavares, ameaçada de morte tantas vezes, pode enfim ver seu dever cumprido” – avalia a deputada Rejane, que assumiu a direção do sindicato após os assassinatos.

Teixeira foi preso, em 2005, ao ser denunciado pelos crimes de peculato, formação de quadrilha, homicídio, fraude em licitações, lavagem de dinheiro, interceptação não autorizada de comunicação telefônica e falsidade ideológica, quando uma operação da Polícia Federal realizada em seis estados prendeu 17 pessoas e desmontou a quadrilha. Mas habeas corpus concedido pelo STF em 2011 suspendeu a prisão.

*enfermeirarejane.com.br
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