9 de maio de 2014 - 14h39

Urariano Mota: Machado de Assis facilitado para leitura


Reprodução
   
“Patrícia acha que pode substituir um adjetivo por seu sinônimo. Mas o sinônimo em literatura é perigoso ou um desastre”, falou Urariano.

Para Mota, simplificar Machado é o mesmo que esconder dos jovens o melhor do escritor, porque não se acredita que os jovens sejam tão inteligentes quanto o simplificador. “Imaginem, é exatamente o contrário. Note-se que o problema não é só de forma, de linguagem, dos dribles, firulas e recursos de linguagem, é da visão de mundo informada nessa prosa. A sua ‘persona’ mais usual, como narrador, é a de um homem cético, cruel, fino e zombeteiro. Como se lembrasse, aqui e ali, ‘meninos, eu conheço, eu sei aonde vai dar essa estrada’”, disse.

“Isso é impossível de simplificar”, completou. “A menos que seja uma traição do original, vendida com propaganda enganosa”.

Ouça a coluna de Urariano Mota na Rádio Vermelho:

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