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Sinopse do Ativo Nacional de Formação e
Propaganda
O ativo nacional de formação e propaganda, realizado em São Paulo, nos
dias 20 e 21 de abril, demonstrou que o Partido prossegue seus esforços para
fortalecer o trabalho ideológico. Dele participaram 14 Estados: RS, SC, SP, RJ,
MG, ES, BA, AL, PB, RN, CE, PA, AM, AP. Ao todo 40 pessoas estiveram presentes.
Um coletivo composto por secretários estaduais (11 compareceram) e de
integrantes das comissões auxiliares dos Estados e de toda a comissão
nacional. Este fato evidencia que, progressivamente, vai se consolidando a
consciência da importância desse trabalho. Evidentemente, essa estruturação
manifesta-se em gradações diferenciadas conforme o estágio de construção de
cada Comitê Estadual. O ativo foi importante instrumento à troca de opiniões
e controle acerca das tarefas da formação e propaganda para concretizar os
três alvos fixados pelo IV PEP, além do que, elaborou importantes indicações
quanto à aplicação das resoluções referentes ao trabalho ideológico
fixadas pelo 10° Congresso.
Como realizar a atividade de formação e propaganda num ano marcado por uma
grande batalha política e eleitoral? O encontro sublinhou a correção da
orientação geral do IV PEP - de se realizar de forma articulada e a serviço
dos objetivos múltiplos do Partido nessa histórica contenda: eleger nossos
candidatos e crescer e fortalecer a estrutura partidária. Especificamente,
quanto à atividade singular de formação representada, hoje, pelo Ciforma e o
CBV, ficou evidente que, devido à campanha eleitoral, eles devem ser
implementados até junho. Com o destaque de que o CBV pode ser utilizado de
julho a setembro tanto para atividades de recrutamento ou até mesmo para
"recepcionar" os novos filiados.
A luta de idéias neste ano será travada, sobretudo, no embate programático
da sucessão presidencial. Mudança ou continuísmo, eis o confronto. Nesse
sentido, o setor de formação e propaganda e, de resto, o coletivo dirigente
tem a responsabilidade de melhor capacitar a militância à importante polêmica
já em andamento. Por outro lado, o êxito de nosso projeto eleitoral
específico, depende em grande medida da qualidade da plataforma de nossos
candidatos, da justeza de suas propostas. É um momento em que a luta força o
Partido a elaborar, a sistematizar o conhecimento da realidade em que atua.
Dessa maneira o ativo revelou a conexão da formação e propaganda com a
vertente principal da luta de classes em 2002. De imediato é necessário
difundir e estudar o documento "Idéias fundamentais à elaboração do
programa para um novo rumo para o Brasil" da comissão política do CC.
Debates, seminários devem ser realizados. No segundo momento, vem o trabalho a
ser feito com o próprio programa da frente que será elaborado até o final de
junho. Quanto à plataforma dos candidatos comunistas, abarcando a abordagem
nacional e estadual, sua elaboração deve ser concluída agora em junho, para
tão logo após data permitida pela legislação eleitoral possa ser amplamente
massificada.
Em relação à temática do proletariado presente no IV PEP, conforme ficou
indicado, cabe ao setor de formação e propaganda de cada estado enviar as
reflexões referentes ao Sempro, tendo como referência os artigos publicados na
revista Princípios. Até o final de junho a comissão nacional do Sempro
pretende sistematizar uma conclusão possível de sua primeira fase - o conceito
de proletariado.
Decorrente das diretrizes do 10° Congresso, o ativo também examinou a
necessária ação conjugada do trabalho de Formação e Propaganda com a
Comunicação. Foram apresentadas propostas para materializar a interface da
formação com instrumentos importantes como o portal "Vermelho" e o
jornal A Classe Operária. Em relação aos instrumentos próprios da formação
e propaganda foram assinaladas relevantes questões: estruturar o Instituto
Maurício Grabois em número maior de Estados; fortalecer a Editora Anita
Garibaldi; e, em conjunto com a Comunicação, ampliar a circulação da revista
Princípios e persistir na melhoria de sua qualidade e tê-la com um dos
principais instrumentos à luta de idéias e de aproximação com a
intelectualidade progressista. Em relação à criação da Escola nacional de
formação, o ativo abriu o debate acerca de que tipo de escola o Partido
necessita hoje. Cabe a Comissão nacional de formação dar prosseguimento a
essa reflexão.
Foi apresentado, ainda, um informe sobre a redação da história do Partido
Comunista do Brasil e reafirmada a necessidade de os Estados enviarem
documentos, fotos, informações sobre a história dos comunistas em cada
região. Ainda sobre o trabalho de formação, cabe assinalar três questões. O
ativo frisou a necessária interação das secretarias estaduais dessa atividade
com os responsáveis por essa mesma tarefa na UJS, dado que há uma relativa
compartimentação. Foi examinado ainda as atividades do Centro de Estudos
Sindicais (CES). Conclui-se que as atividades de formação dos CES devem ser
consideradas como parte do sistema nacional de formação. Finalmente, a
comissão formada para fazer a incorporação das resoluções do 10° Congresso
no Ciforma já concluiu o seu trabalho e o resultado já está disponível ao
Partido.
Adalberto Monteiro
Secretário Nacional de Formação e Propaganda
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