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PCdoB - Partido Comunista do Brasil
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Brasil
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Brasil, quinta-feira, 8 de janeiro de 2009 |
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27 de junho
de 2006
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tribuna de DEBATE |
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Concepção de Estado
no documento nacional
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João Lopes,
Brasília/DF
No item 10 do documento nacional, onde se faz uma análise sobre a situação
do Estado encontrado pelo atual governo, entendo que deveríamos também deixar
claro como estava o Estado. Portanto, minha contribuição é a seguinte
alteração: “Além disto, um Estado endividado e desprotegido”.
Quero lembrar que o Estado nacional foi desmontado no período 90/02, as
empresas nacionais foram entregues ao capital internacional, foi realizada a
reforma administrativa, o quadro de pessoal foi reduzido a 50% do que existia,
foram feitos dois programas de demissão voluntária, os trabalhadores nos
serviços públicos foram tratados como algo imprestável, sem valor, levando
milhares de trabalhadores a ter suas vidas desmontadas; basta ver o nível de
aposentadorias precoces, suicídios, dependências alcoólicas nos locais de
trabalhos. Os agiotas de plantão não saíam de dentro dos serviços públicos.
O atual governo não fez o que devia neste campo; a reconstrução dos serviços
públicos não buscou a reestatização de setores essências tais como siderurgia
e mineração, setores estratégicos para o Estado nacional. As agências
reguladoras praticamente se mantêm durante o atual governo fazendo e
desfazendo sem prestar conta ao governo sobre seus afazeres, basta ver o caso
da ANATEL. O governo tentou, mas não conseguiu o telefone social, pois
simplesmente desrespeitaram determinação do Ministério das Comunicações, do
ponto de vista destes instrumentos o estado nacional continua neoliberal pois
não se consegue que ele atenda a grande maioria da população. Mantém uma
política salarial muito ruim ao optar pela concessão de gratificações e não
implantar um plano de carreira.
As contratações realizadas são muito bem-vindas, mas as vagas são
insuficientes; muitas vezes a discriminação é mantida dentro das categorias;
as mesas de negociações não funcionam pois muitos dos acordos ali fechados são
desrespeitados pelo próprio Estado, como é o caso da cultura, onde os
aposentados ganharam o direito a paridade na gratificação. Hoje quem se
aposentou precocemente deixou de receber - uma afronta à própria lei aprovada
em dezembro de 2005. A opção é que empresa como a Vale do Rio Doce entre
outras, devam ser REESTATIZADAS, pois esta empresa tem que ser um patrimônio
nacional como a PETROBRAS.
O Estado nacional tem que ser reconstruído, virado para a maioria da
população. As carreiras típicas de estado devem ser abolidas; as gratificações
não devem ser diferenciadas, e sim incorporadas pelo maior valor. Só assim
passaremos as duras penas. Também precisamos ter um Estado com
responsabilidade social, não só um Estado arrecadador, fiscalizador e
repressor, mas sim um Estado que atenda a população, de respeito aos direitos
do cidadão. Assim diminuiria a assimetria de salários aviltantes, os quais o
Estado tem de, obrigatoriamente, complementar 80% dos salários reais para que
os mesmos não seja inferior ao salário mínimo.
Este quadro é de indignação neste setor. A pseudo-oposição de esquerda nada de
braçada calando fundo na alma dos lutadores sindicais, pois os mesmos perdem,
inclusive argumentos valiosos em relação ao novo governo. Neste campo, não
basta só contratar, mais sim reestruturar. Foram extintos mais se 50 mil
cargos com a famigerada lei da reforma administrativa, cargos estes que
inviabilizam o estado a contratar, fazendo dos serviços públicos a maravilha
das empresas de terceirização neste campo. O novo governo tem sim de buscar
uma nova forma para que o Estado esteja voltado sim para o desenvolvimento, e
atendimento do bem da população.
Entendo que nesta luta política para garantir espaços e fazer crescer o
partido, acho um erro lançarmos apenas um candidato a deputado federal. Nos
estados em que sairmos com chapas próprias, devemos ter sim, no mínimo, dois
candidatos e mesmo naqueles em que temos coligações, devemos estar atentos,
pois este espaço serve para que possamos projetar o partido em camadas sociais
importantes. Devemos também lembrar que o atual presidente da Câmara, Aldo
Rebelo, foi o único que teve coragem de mexer em benefícios dos deputados tais
como férias de 90 dias e recebimentos extra de salários nas convocações
extraordinárias, mostrando a diferença entre o PCdoB e os outros partidos, os
compromissos assumidos e cumpridos por nossos camaradas na função que o povo
lhes concebeu de legislar em favor da maioria do povo brasileiro.
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