Nova pagina 1

 Fale conosco | Filie-se | História do PCdoB |

  9ª Conferência | Notícias

PCdoB - Partido Comunista do Brasil
Ir para a página inicial do Vermelho
A esquerda bem informada

  Brasil

Brasil, quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

26 de maio de 2006

tribuna de DEBATE

Reeleger Lula
para fortalecer a luta de resistência



Por Carlos Alberto (Carlinhos)
Metalúrgico, Secretário de Formação do Comitê Municipal de Niterói
Membro do Comitê Estadual do Rio de Janeiro


Parcela da esquerda brasileira encontra-se hoje dividida por uma visão estreita da realidade, seja por uma analise oportunista e hegemonista, presente em nosso próprio campo, que desprovida de qualquer tipo de perspectiva revolucionária, procura adocicar a exploração capitalista, com políticas sociais compensatórias desligadas de um projeto de luta e mobilização nacional.

Por seu turno, os esquerdistas, porque desprezam as massas e a luta por objetivos concretos, isola-se da classe, desligam-se do fundamental do trabalho prático e vivem a bradar urras ao socialismo, à espera da chegada da sociedade sem classes.

A essas correntes lhes faltam à percepção, de que a luta social e a luta política são importantes porque atua sobre a consciência espontânea do proletariado, o que nos permite moldar, uma consciência socialista, o organizando como classe no interior do Partido.

Neste sentido, a luta revolucionária, pela superação do capitalismo, precisa de um período de acumulação de forças, que acontece baseado num longo aprendizado político. Ao contrário das correntes esquerdistas que pregam a revolução a qualquer momento, o doutrinarismo de esquerda demonstra que, não basta o discurso e a propaganda. É necessária a experiência própria percorrida pelo povo.

A critica a esses dois pólos é importante, para a definição de uma correta tática política para o momento atual do desenvolvimento da luta de classes.

Vivemos um contexto complexo, e contraditório, que se espelha no fato de estarmos perante uma fase de recuo do movimento operário e popular em escala mundial.

É evidente que há alguns (e bons) progressos na luta popular: e no processo revolucionário na América Latina e Europa, contudo, estas lutas não significam que estejamos vivenciando uma fase de ofensiva dos trabalhadores, a essência dessas várias lutas ainda tem-se pautado pela resistência ao neoliberalismo.

Em primeiro lugar, pela natureza dos seus objetivos políticos e formas de luta.

Em segundo, pela avaliação da sua dimensão, não desprezível, mas ainda muito insuficiente para colocar o capital na defensiva.

Contudo, a resistência dos explorados e oprimidos pelo capital não é um fenômeno a ser menosprezado. Bem pelo contrário. Sem toda uma fase de resistência é praticamente inviável a possibilidade de a classe trabalhadora (e seus aliados, o campesinato e as camadas médias, principalmente as massas proletárias) levar o cabo uma estratégia de avanço numa situação revolucionária.

Nesse contexto é que se insere a disputa eleitoral que se avizinha. A reeleição de lula representa a possibilidade de enfrentarmos a luta de resistência, fortalece-la, e dentro de uma estratégia de acumulação de forças, lutarmos pela independência nacional, não numa perspectiva simplesmente nacionalista, mas sim patriótica. Ou seja, o crescente vazio de soberania nos Estados periféricos (ao contrário do que sucede no centro do sistema capitalista) não é mais do que a tentativa das grandes potências e grupos capitalistas controlarem mais eficazmente a exploração em escala mundial.

Também é a partir do espaço nacional que as lutas revolucionárias se organizam e, podem articular-se no plano internacional possibilitando a transição para a ofensiva dos trabalhadores essa e a essência da luta de resistência e seu papel de condição sine qua non para a maturação política e ideológica da classe trabalhadora e seus aliados pela revolução socialista.

Neste contexto, a missão das forças revolucionárias, progressistas e democráticas, é a luta no quotidiano, persistentemente, tenazmente, com base nas mais diversas questões concretas pela conscientização política e social das populações e sua disponibilidade para a luta, pela sua mobilização, e pela efetiva participação popular, pela defesa dos seus legítimos e justos interesses, de um Brasil, e um Mundo melhor e pela Paz.

Luta, na qual, sem dúvida, têm um papel decisivo a existência e a orientação política revolucionária do partido. Pois alem da divisão no campo da esquerda devemos continuar a enfrentar a disputa no interior do governo e dentro do nosso próprio campo pelos rumos do 2º mandato presidencial Só assim se poderá ir ganhando espaço para que se acumulem as condições sociais e políticas para a mudança. A acumulação da força política e social é condição prévia para atingir uma situação conjuntural que já não possibilite que os de cima exerçam e mantenham o seu domínio na sociedade

Isso implica em uma atividade política diária junto das massas e seus problemas. Consequentemente, a ação de qualquer militante comunista passa necessariamente pela intervenção persistente e duradoura no seu local de trabalho, estudo e residência.

Portanto, o militante comunista deve atuar nas organizações de massas (sindicatos, comissões de trabalhadores, entidades estudantis, movimento associativo, etc.) a fim de fortalecer a ligação do Partido com, às populações mais diretamente afetadas pelo capitalismo. Todavia, deve-se ter em atenção dois pontos para mim, importantíssimos:

A) a atividade dos comunistas nunca se deve diluir ou confundir com a sua participação unitária nas organizações de massas. Se o afastamento dos comunistas dos movimentos sociais resulta no isolamento dos partidos comunistas, reduzir a atividade comunista à luta unitária (ou mesmo institucional) não contribui em nada para a afirmação do nosso projeto socialista;

B) os camaradas devem procurar formar-se política e ideologicamente, estudando e discutindo o marxismo-leninismo.

É por de mais evidente que a atividade militante é um excelente educador político de qualquer comunista, diremos que é a principal escola de aprendizagem política é a luta de classes. Contudo, "sem teoria revolucionária, não há movimento revolucionário", o que implica a necessidade da reflexão teórica marxista. Sem o estudo do marxismo-leninismo o aperfeiçoamento da atuação prática dos comunistas torna-se pobre e, a prazo, degenera toda uma organização partidária.

Em simultâneo, o estudo do marxismo deve ter sempre em conta a sua aplicação à conjuntura histórica em que se vive. Portanto, o marxismo não se distingue das correntes teóricas burguesas só porque interpreta corretamente a realidade social (o que é verdade, mas este é um ponto de vista parcial e insuficiente). O marxismo, enquanto perspectiva científica de classe, e de questionamento social é, sobretudo, uma filosofia da práxis, ligada à vida e fundida com a luta operária e popular, com o objetivo de transformar e revolucionar a sociedade.

Por tudo isto, é fundamental a militância comunista. Esta militância tão desprezada pelos nossos inimigos de classe, muitas vezes classificada quase como que um fanatismo religioso, é componente essencial para avançarmos em nosso projeto estratégico de transição para o Socialismo.

  

Hit Counter

Untitled Document

Voltar

Comente este artigo
Imprimir
Enviar

Clique aqui para falar com a equipe do Portal Fale conosco Inicial  | Filie-se ao PCdoB | Quem é e o que quer | História do Partido | Programa Socialista
Estatuto do PCdoB
| Documentos Históricos | Parlamentares do PCdoB | Jornal A Classe Operária
O que é ser comunista
| Identidade Visual | Direção NacionalSecretarias | Dúvidas mais Frequentes
Página inicial Voltar para a página incial do PCdoB

Imprimir

Adicionar aos favoritos

Enviar a alguem

Melhor visualizado com Internet Explorer em resolução 1024 x 768

Partido Comunista do Brasil - Rua Rego Freitas, 192 - República - CEP: 01220-010 - Tel.: (11) 3054-1800 - Fax: 3054-1848