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Conferências Estaduais
Ordinárias
Walter Sorrentino*
As Conferências Ordinárias Estaduais do
PCdoB estão na ordem do dia. Por deliberação da Comissão
Política Nacional, elas deverão constituir um movimento
nacional de vitalização e fortalecimento do PCdoB, sob
eixos, diretrizes e normas nacionalmente estabelecidas.
A 9a. Conferência Nacional elaborou a orientação
política do Partido e apontou conseqüências a extrair
para o seu fortalecimento, em extensão e profundidade. Suas
resoluções fundamentaram amplamente o caminho a seguir, e
coesionou todo o Partido. As Conferências Ordinárias têm
o papel de organizar a aplicação dessa política no
âmbito de cada Estado, o que pressupõe também
intensificar o esforço de assimilá-la em toda a extensão
das fileiras partidárias.
Os eixos centrais do esforço giram,
portanto, em torno de elevar o protagonismo do PCdoB na luta
política e social, em consonância com as orientações da
9a. Conferência. No seio disso, já estará em construção
a tática eleitoral de 2004, visto que a preparação dessa
batalha deverá ser um forte vetor impulsionador do papel do
Partido neste quadro político, permitindo realçar sua
identidade e visibilidade. No plano organizativo, o eixo é
o crescimento das fileiras militantes, de forma acelerada,
em consonância com o esforço de conferir-lhes maior
estruturação e sem prejuízo do indispensável esforço
por direcionar esse crescimento segundo as exigências do
papel e caráter do Partido. Por fim, o impulso de
renovação das direções partidárias, de modo a superar
as limitações que se acumularam da fase anterior.
Com base nesses eixos, a direção
nacional estabelecerá documentos de diretrizes, ao longo da
preparação da Conferência. Tratarão da ação política
e de massas do Partido, vincando as bandeiras, formas de
abordagem e meios para desenvolver a ação. Tratarão
também, no âmbito da ação partidária, da persistência
no esforço de estruturação partidária, no sentido de
enfrentar defasagens ideológicas e organizativas. A
direção nacional, ao mesmo tempo, procurará cumprir
judiciosamente as realizações previstas nas Resoluções
da 9a. Conferência, compreendendo assim seu papel indutor
para o estirão de crescimento partidário que julgamos
estar na ordem do dia.
Para isso, a direção nacional estabelece
desde já as normas nacionais para as Conferências
Estaduais, que deverão servir de referência também para a
elaboração das respectivas normas a serem editadas pelos
Comitês Estaduais. Nelas estão contidas as pautas centrais
das Conferências, os prazos e critérios para sua
realização.
Os Planos de Estruturação Partidária,
no âmbito de cada Estado e dos maiores comitês municipais,
segue sendo diretiva nacional central. Deverão corresponder
à renovação das linhas de acumulação de forças do
Partido e ao programa de trabalho das novas direções
eleitas para os próximos dois anos. Serão estabelecidos
eixos e diretrizes nacionalmente centralizados para sua
elaboração, com ampla descentralização no seu
desenvolvimento no âmbito de cada realidade estadual, com
acompanhamento da direção nacional. Ao término do
processo de Conferências, esses planos configurarão o
plano nacional, com objetivos, projetos e metas a serem
levados à apreciação do Comitê Central em novembro deste
ano.
Uma importante e inovadora iniciativa
será a realização do 1o Censo Nacional Partidário,
destinado a dar uma resposta efetiva a quantos somos, quem
somos e onde estamos presentes. Isso será centralizado
nacionalmente, e estará normativamente sob responsabilidade
dos Comitês Estaduais. Será trabalho complexo, implicando
grande senso de responsabilidade e profissionalismo.
Beneficiar-se-á do novo sistema de informática que está
sendo construído pela direção nacional, que será uma
ferramenta poderosa para maior eficácia de nossa ação
organizativa e beneficiará o conjunto da ação política
do Partido. Nesse Censo apuraremos as fileiras militantes, o
perfil do Comitês Partidários e o cadastro dos quadros
partidários de todas as esferas de atuação.
Está dada a largada desde já, quando
compete aos Comitês Estaduais elaborar os documentos-base
das respectivas Conferências. Neles deverão ser analisadas
a realidade política estadual e as perspectivas da ação
partidária, à luz do balanço do desempenho no último
período e das orientações emanadas da 9a. Conferência
Nacional. Deverão ser estabelecidas também as metas de
alcance do esforço de Conferência, estendendo a rede de
organizações de base e comitês partidários. É desse
processo que emanarão as coordenadas do 5o Plano de
Estruturação Partidária, a ser levado ao debate da
Conferência e também o balanço do trabalho de direção a
ser submetido ao coletivo, por ocasião da eleição das
novas direções.
Por essas aspirações, o movimento em
torno das Conferências Ordinárias está longe de ser um
esforço rotineiro, mas sim destinado a inaugurar um momento
marcante do avanço do Partido rumo a um novo ciclo de
acumulação estratégica de forças do PCdoB, completando o
movimento iniciado com a vitoriosa 9a Conferência Nacional.
É tempo de trabalho e impulso renovado para conferir ao
PCdoB o papel que deliberamos nessa histórica Conferência.

*Walter
Sorrentino, médico, é
Secretário Nacional de Organização do
Comitê Central do PCdoB
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