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  9ª Conferência | Notícias

10º Congresso do PcdoB
 
Apresentação
Resoluções
Sobre a situação internacional
Sobre a situação nacional
Sobre o partido
Informe político
Intervenções especiais
Traços da situação internacional
 José Reinaldo Carvalho
A atuação do Partido junto ao proletariado 
João Batista Lemos
Informe especial sobre a desnacionalização
Haroldo Lima
Nova etapa da construção partidária
Jô Moraes
Forjar a corrente socialista através da participação do PCdoB nos governos municipais e estaduais
Luciano Siqueira
Juventude e militância política socialista
Ricardo Abreu - Alemão
Avaliação do trabalho parlamentar do PCdoB
Inácio Arruda
Amazônia: uma região estratégica
Eron Bezerra
A política de finanças
Ronald Freitas
Perspectivas da propaganda comunista
Pedro De Oliveira
Acerca da questão nacional na perspectiva do socialismo
Aldo Rebelo
A questão de gênero e o PCdoB
Liège Rocha
Sobre o trabalho ideológico do Partido
Walter Sorrentino
"Um partido vitorioso"
João Amazonas
O PCdoB está preparado para os novos desafios
Renato Rabelo
Mensagens estrangeiras
Saudações das delegações internacionais
Partido Comunista de Cuba
Partido Comunista da China
Partido Comunista do Vietnã
Partido do Trabalho da Coréia
Partido Frelimo (Moçambique)
Partido Comunista da Argentina
Partido Comunista do Chile
Partido Comunista Colombiano
Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - Exército do Povo, Farc-EP
Partido dos Trabalhadores do Equador
Partido Comunista Paraguaio
Partido Comunista da Venezuela
Partido Comunista dos Estados Unidos
Partido Comunista do Canadá (Marxista-Leninista)
Partido Comunista da Dinamarca (ML)
Partido Comunista da Eslováquia
Coordenação dos Militantes Comunistas - Iniciativa Comunista (França)
Comunistas do Sul da França
Partido Comunista da Grécia
Partido Comunista Português
União Democrática Popular (Portugal)
Partido Comunista da Índia (Marxista)
Partido Comunista de Israel
Partido Comunista Libanês
Movimento dos Comitês Revolucionários da Líbia
Embaixada da República Árabe da Síria
Partido do Trabalho (EMEP) – Turquia
Organização para libertação da Palestina (OLP)
Mensagens recebidas
Foro de São Paulo
Partido Comunista da Bolívia
Partido Comunista do Uruguai
Partido do Trabalho da Bélgica
Partido Comunista da Catalunha
Partido Progressista dos Trabalhadores do Chipre
Novo Partido Comunista da Inglaterra
Novo Partido Comunista da Iugoslávia
Partido Comunista Marxista-Leninista da Suécia
Partido Socialista Democrático da Austrália
Partido Comunista da Índia
Partido Popular Revolucionário do Laos
Partido Comunista da Síria
Partido Comunista Sírio
Números do congresso
Galeria de imagens
Arquivo

 Intervenções Especiais do 10º Congresso
O PCdoB está preparado para novos desafios
Renato Rabelo
Chegamos ao final do 10o Congresso alcançando pleno êxito – ele vai se constituindo no ponto de virada na história de nosso Partido. Este Congresso tem duas marcas bastante acentuadas: revela um período de crescimento, expansão e florescimento do Partido e demonstra o maior nível de unidade política já alcançado por nós.
Foram eleitos 852 delegados para a plenária final, e 821 compareceram (uma ausência de apenas 3,6%). Vieram delegações do Acre, do Amazonas, do Pará, do Maranhão, do Rio Grande do Sul, de todas as partes do Brasil, enfrentando grandes distâncias. Em nossa plenária 95 delegados fizeram uso da palavra, além de 20 representantes de delegações estrangeiras e mais 15 dirigentes que proferiram intervenções especiais.
As intervenções na plenária foram inflamadas, alegres, emocionadas, vibrantes: as marcas do PCdoB. Fomos honrados com a presença de 32 partidos e organizações revolucionárias de vários continentes, além de personalidades da vida política nacional e do Rio de Janeiro. Foi o Congresso que alcançou maior repercussão nos meios de comunicação, levando nossos posicionamentos para o Brasil inteiro.
No decorrer do Congresso foram realizadas centenas de reuniões de organizações de base, publicadas quatro Tribunas de Debates e apresentadas mais de 500 emendas às teses do Comitê Central, em boa parte aceitas e incorporadas às resoluções. O Partido realizou uma grande façanha de construção política coletiva. A nominata integral apresentada para a composição do novo Comitê Central teve aprovação de mais de 92% dos delegados. Foi o voto de confiança na formação do coletivo dirigente, que foi ampliado de 56 para 67 membros. Foram eleitos 17 novos quadros de diversos lugares, dando maior representação e atualidade e elevando o nível de renovação do principal órgão dirigente de nosso Partido.

Projeto mais nítido

O Congresso expressou avanços na compreensão mais profunda da nossa política e num domínio maior das particularidades e diversidades de nosso país. Construímos um projeto mais nítido, estabelecendo objetivos e procurando compreender a natureza da crise que atravessa o capitalismo brasileiro e os rumos para sua solução. O programa de reconstrução nacional é o eixo correto da nossa proposta para a atualidade. Essa compreensão vai ganhando maior alcance: a reconstrução de nosso país é o grande desafio que nos é colocado. Para empreendê-lo é fundamental unificar amplas forças políticas e sociais.
Nosso projeto político une o Partido em todas as frentes de atuação. É defendido no parlamento, no movimento sindical, estudantil, na luta pela moradia, contra as discriminações de cor e de gênero. As lutas variam de forma, segundo as circunstâncias políticas. Neste momento, as batalhas eleitorais ganham dimensão especial. Mas não podemos desligá-las do entendimento de que a força política motriz das transformações sociais é o proletariado, em aliança com os demais trabalhadores e o povo brasileiro. Nesta fase da luta política devemos abrir caminho para batalhas mais importantes, dando passos significativos no embate pela derrota das elites dominantes.
O quadro sucessório presidencial ainda não está definido. As elites governistas buscam um candidato único para impedir a derrota do modelo neoliberal. Na oposição, várias candidaturas se apresentam, mas nem todas chegarão ao final da disputa. A manutenção de quatro pré-candidaturas pode tornar-se insustentável. Por isso o esforço pela unificação das oposições, desenvolvido pelo PCdoB, tem um papel decisivo nas articulações políticas atuais. A batalha eleitoral de 2002 pode se tornar fundamental, pois a derrota da política neoliberal no Brasil terá grande repercussão em toda a América Latina.

Amazonas é insubstituível

Fizemos um balanço bastante positivo da atuação do Comitê Central cessante, que estabelece condições para novos avanços com a direção aqui eleita. São significativas as renovações no Secretariado, na Comissão Política e no Comitê Central, as maiores renovações desde a reconquista da legalidade, nos anos 80 do século passado. O camarada João Amazonas, sabiamente e de forma experimentada, vinha provocando a transição da presidência do Partido que agora efetuamos. Não é uma transição abrupta ou uma ruptura, mas um processo de desenvolvimento que tem envolvido o coletivo dirigente. João Amazonas continuará presente na transição e na nova direção, que levará em conta o trabalho coletivo e colegiado. Por isso estamos aumentando o número de vice-presidentes e indicamos Amazonas para presidente de honra de nosso Partido. Trata-se de uma garantia para cumprirmos melhor nossa tarefa.
Temos a convicção de que João Amazonas é insubstituível. Ele é o nosso grande ideólogo. Trata-se de um dirigente destacado, presente em um longo período histórico, que atravessou momentos decisivos da luta socialista. João Amazonas participou de um processo de discussão fundamental no Movimento Comunista Internacional e jogou um papel chave durante o apogeu e declínio nas experiências socialistas do século XX e no processo de redemocratização de nosso país. Teve papel saliente na reconstrução do Partido em 1943, na Constituinte de 1945, no enfrentamento ao revisionismo no final dos anos 50, na reorganização do Partido Comunista do Brasil em 1962, nas lutas contra a ditadura militar a partir de 1964, na luta guerrilheira do Araguaia, na redemocratização em 1985, na Constituinte de 1988 e nas campanhas democráticas e populares para a presidência a partir da Frente Brasil Popular em 1989. João Amazonas é o maior dirigente comunista brasileiro, por sua trajetória e pelo papel que desempenhou em nossa história. Ele formou o pensamento político do Partido.
Pessoalmente, serei um lutador esforçado e abnegado – é o meu compromisso. Contarei com o trabalho coletivo e a direção colegiada para levar adiante essa nossa missão. Contudo sei que a responsabilidade principal é do presidente. Tentarei dar desenvolvimento ao pensamento político do nosso Partido na nova situação e reunir as inteligências e os meios necessários para enfrentar novos desafios que se nos apresentam. Manteremos a linha revolucionária e flexível que nos possibilitará conquistas ainda maiores.

Campo da revolução

Quero agradecer o empenho da direção e dos militantes do Partido que contribuíram para o êxito deste 10º Congresso. E o trabalho abnegado de mais de 200 militantes e quadros do Partido que atuaram na infra-estrutura desta plenária final.
Temos grandes tarefas políticas e organizativas pela frente. E a compreensão de que o Partido está mais bem preparado para os novos desafios. Nosso Partido é insubstituível na luta política em curso. Somos o partido da transformação revolucionária. Contrapomos-nos aos que embelezam o capitalismo e buscam a conciliação de classes. Nosso lugar é no campo da revolução: é o que nos diferencia das demais organizações.

Viva o Partido Comunista do Brasil!

Sobe

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