| Partido
Comunista de Cuba
Com sincera e profunda satisfação, em nome do
Partido Comunista de Cuba, saudamos a realização do
10o Congresso do Partido Comunista do Brasil, histórico
acontecimento de importante distinção para o
desenvolvimento dessa força política, cujos êxitos
são resultado da dedicação e da entrega dos seus
militantes e dirigentes à causa do socialismo e do
bem-estar do povo.
O vosso congresso se realiza em meio à mais complexa e
delicada situação internacional, diante do evidente
fracasso de uma concepção econômica e política
imposta ao mundo: o neoliberalismo, agravada após os
atentados terroristas de 11 de setembro passado e a
guerra desencadeada pelos Estados Unidos e seus aliados
contra o Afeganistão.
Nenhum dos atuais problemas do mundo pode ser resolvido
por meio de uma guerra e nem pelo desconhecimento ou a
violação da soberania e independência dos povos. A
comunidade internacional deve criar uma consciência
mundial contra o terrorismo e as ações belicistas.
O ato terrorista e a guerra apenas aceleraram – e
tornaram muito mais grave – a crise econômica e
financeira mundial que já existia, precipitando-a de
maneira inoportuna e abrupta. A humanidade, agora, tem
de enfrentar três problemas extremamente graves, que se
fortalecem entre si: o terrorismo, a guerra e a crise
econômica.
Nada justifica as ações terroristas; por esse motivo,
o nosso governo condenou, desde o início, o brutal
atentado que custou a vida de milhares de filhos do povo
norte-americano. A nossa resposta foi firme: “Cuba
está contra o terrorismo e a guerra” e, com mais
razão ainda, quando esta é desencadeada insensata e
injustamente contra todo um povo, com o suposto objetivo
de encontrar e punir os autores das ações terroristas.
Objetivo esse que provocou a morte de milhares de
vítimas inocentes e o êxodo de outras centenas de
milhares.
A mais grave crise econômica e social por que passam
nossos países em conseqüência do irreversível
fracasso do neoliberalismo, se agravou dramaticamente
com essa guerra. Não haverá solução, por essa via,
para os problemas de grande evidência, como a pobreza,
a fome e as doenças que matam por ano dezenas de
milhões de pessoas no mundo; o analfabetismo, a
ignorância, o racismo, a prostituição de milhões de
crianças; o tráfico e o consumo de drogas; a falta de
água potável; a escassez de moradias, de hospitais, de
escolas e de comunicação.
As políticas neoliberais implementaram o processo de
privatização e estrangeirização do que antes
constituiu o patrimônio público da região, trazendo
consigo a dependência ao capital financeiro
internacional, o crescimento do desemprego e da
violência, a falência de importantes empresas
nacionais, a recessão e a constante queda nos índices
de crescimento de produção e de serviços, bem como o
agravamento da situação social.
Nesse sombrio panorama, uma nova ameaça paira sobre os
países do continente, com a iniciativa norte-americana
de implantar o Acordo de Livre Comércio das Américas
(Alca) – instrumento que, por seus objetivos,
estratégias e condições, conduz, inevitavelmente, à
anexação da América Latina aos Estados Unidos.
À América Latina é adequado seguir desempenhando,
então, em condições cada vez mais difíceis e
insuportáveis, o doloroso papel de fornecer matéria
prima e mão-de-obra barata. Será uma triste ilusão
imaginar que com a Alca serão criados muitos postos de
trabalho e os nossos países se desenvolverão. O TLC,
seu antecedente, é um seu exponente; este representou,
para o México, uma deterioração da sua base
econômica nacional e um evidente atraso social.
Os nossos povos, suas forças progressistas e
organizações do movimento popular, estamos convocados
a impedir que possa ser consumada a anexação que a
Alca representa. Diante de tais tentativas
anexacionistas, criemos, entre as massas, a consciência
do que significa esse jogo ao qual nos querem jungir e
exijamos a realização de um plebiscito popular para
que os nossos povos tenham oportunidade de expressar o
seu rechaço a essa armação intervencionista.
Em 4 de novembro passado fomos assolados pelo furacão
Michele – o mais devastador dos últimos cem anos.
Houve muitos danos, mas o nosso povo, resoluto,
incorporou-se ao colossal trabalho de reconstrução ao
mesmo tempo em que o Estado pôs à disposição os
recursos necessários para proteger e apoiar as
famílias afetadas.
Por mais de quarenta anos o nosso país vem enfrentando
o cruel e desumano bloqueio, imposto pelo governo dos
Estados Unidos com firmeza e decisão. Inclusive, como
resultado da crise do socialismo no Leste europeu e o
desaparecimento da União Soviética – quando para
muitos de nossos adversários a revolução cubana não
poderia sobreviver – o povo cubano preferiu resistir e
continuar se desenvolvendo para defender a pátria, a
revolução e as conquistas do socialismo.
Hoje, podemos informar-lhes que nos últimos cinco anos
a nossa economia cresceu num ritmo anual de 4,7% e o
país apresenta os mais altos índices nas áreas de
saúde, educação, esportes e previdência social, ao
mesmo tempo, estamos mergulhados no desenvolvimento de
uma profunda batalha de idéias que tem por objetivo
elevar a cultura geral do povo, obter maiores níveis de
retidão e justiça social.
O nosso povo está mais unido e forte, como nunca esteve
antes. Muito melhor preparado em todos os sentidos para
enfrentar os grandes desafios com que se depara com a
atual situação internacional. Contamos com um povo
cada dia mais culto, mais consciente e mais
revolucionário. E, como proclamou o Coronel Fidel,
alguns sonhos terão de esperar, mas estes se
cumprirão.
Recebam, em nome do nosso heróico povo, dos nossos
abnegados militantes e do Comitê Central do nosso
Partido Comunista, o mais profundo agradecimento pelo
constante apoio e solidariedade à pátria de Martí e
Che Guevara.
Nunca nos esqueceremos de que o Partido Comunista do
Brasil está – e sempre estará – junto do nosso
povo em sua luta para destruir o infame bloqueio e
avançar em suas conquistas sociais!
Viva a amizade entre os povos do Brasil e de Cuba!
Viva a solidariedade dos povos da América Latina e do
Caribe!
Até a vitória sempre!
Partido
Comunista da China
Com o motivo da inauguração do 10o Congresso do
Partido Comunista do Brasil, apresentamos as calorosas
congratulações e saudações ao Comitê Central do
Partido Comunista do Brasil e, por seu intermédio, a
todos os militantes de seu Partido.
O Partido Comunista da China deseja desenvolver as
relações amistosas com o Partido Comunista do Brasil e
impulsionar o desenvolvimento contínuo das relações
de amizade e cooperação já existentes entre os dois
países e os dois povos, sobre a base dos princípios de
independência e autodeterminação, igualdade completa,
respeito mútuo e não intervenção nos respectivos
assuntos internos.
Formulamos votos pelo pleno êxito do 10o Congresso!
Partido
Comunista do Vietnã
Em razão do 10o Congresso do Partido Comunista do
Brasil (PCdoB), gostaríamos de fazer chegar ao
Congresso e ao seu Partido, nossas calorosas
felicitações.
Aproveitando esta oportunidade, desejamos agradecer
sinceramente o seu Partido e o povo brasileiro por sua
constante solidariedade e apoio à causa de libertação
nacional, bem como ao atual projeto de construção e
defesa da pátria do povo vietnamita.
Fazemos votos de que a solidariedade e a amizade entre o
Partido Comunista do Vietnã e o Partido Comunista do
Brasil, e entre os seus povos, se consolidem e se
desenvolvam a cada dia mais!
Bons êxitos ao 10o Congresso do Partido Comunista do
Brasil!
Partido
do Trabalho da Coréia
Em nome do Comitê Central do Partido do Trabalho da
Coréia, permita-nos felicitar calorosamente o 10o
Congresso do Partido Comunista do Brasil e, através do
presente evento, enviar saudações amistosas e
revolucionárias a todos os militantes do vosso Partido.
O Partido Comunista do Brasil, como vanguarda da classe
operária, vem conduzindo uma constante luta pela
soberania do país e pela defesa dos direitos
democráticos das massas trabalhadoras do povo,
sustentando alto a bandeira da soberania nacional e do
socialismo; e, nesse caminho, obteve muitos êxitos.
O 10o Congresso do seu Partido, convocado numa
situação complexa e tão inconstante, será um
importante e distinto motivo para fortalecer e
desenvolver ainda mais o seu Partido, com raízes nas
massas e para cumprir a missão e o papel como vanguarda
da classe operária.
O nosso Partido considera, de todo coração, como se
fossem nossos, os êxitos obtidos pelo Partido Comunista
do Brasil em suas atividades partidárias e se
solidariza combativamente com a justa causa do PCdoB,
que tende a fortalecer o Partido e a defender a
soberania nacional e o desenvolvimento democrático do
país.
Convencidos de que através do presente congresso o
vosso Partido se fortalecerá organizativa e
ideologicamente e se desenvolverá ainda mais como
partido revolucionário de massas, com o apoio da grande
maioria do povo, fazemos votos sinceros de novos êxitos
em vossos futuros trabalhos.
Hoje, o nosso Partido e o povo, apoiando a primordial
direção do grande dirigente, o camarada Kim Jong Il
estão conduzindo uma enérgica luta para fazer brilhar
o primeiro ano do século XXI como o ano de uma nova
mudança, de grande prosperidade e para acolher, com
zelo político os brilhantes êxitos trabalhistas, o
90º aniversário do querido general e grande líder; o
aniversário da fundação do Exército Popular da
Coréia, bem como para conseguir alcançar, o quanto
antes, a causa da reunificação da pátria.
Permitam-nos aproveitar esta oportunidade para
expressar, de todo coração, o nosso agradecimento ao
Partido Comunista do Brasil pelo ativo apoio, e
respaldo, à luta do nosso partido e povo pela
construção socialista e pela reunificação da
pátria, sob direção de nosso grande líder e querido
presidente.
O Partido do Trabalho da Coréia e o Partido Comunista
do Brasil estabeleceram há muito tempo boas relações
de amizade com base no princípio revolucionário e na
obrigação moral da classe, e vêm se apoiando e
ajudando mutuamente.
Estamos convencidos de que as nossas boas relações
entre os nossos dois partidos se fortalecerão e se
desenvolverão ainda mais na luta comum pela
independência em relação ao imperialismo e pelo
socialismo.
Partido
Frelimo (Moçambique)
Foi com grande honra que acolhemos o convite para
participarmos deste importante evento – o 10o
Congresso do Partido Comunista do Brasil.
Permitam-nos endereçar a todos os vossos militantes e
simpatizantes as mais calorosas e fraternais saudações
do Partido Frelimo. Estamos confiantes no sucesso dos
trabalhos do 10o Congresso por conhecermos o seu empenho
constante e conseqüente para a resolução dos
problemas que afetam a sociedade brasileira.
O Partido Frelimo tem seguido com particular interesse
os desenvolvimentos políticos de seu país. Os nossos
dois partidos e povos têm os mesmos ideais de luta e
uma longa tradição de solidariedade e amizade que
queremos ver permanentemente consolidadas e reforçadas.
Por isso, encorajamos o prosseguimento destes esforços
por constituírem a base segura do desenvolvimento
harmonioso dos nossos povos.
A agenda do nosso Partido neste novo milênio continua
sendo a de promover e consolidar a paz e a estabilidade,
fortalecer a democracia e as suas instituições,
mobilizar os militantes, o eleitorado e a sociedade em
geral para uma participação cada vez mais ativa no
desenvolvimento sustentável do país, onde a
erradicação da pobreza absoluta constitui prioridade.
Queremos nesta oportunidade saudar vivamente o esforço
de solidariedade concedido ao nosso país por toda a
comunidade brasileira e internacional em face do apelo
de emergência para a ajuda humanitária na seqüência
das inundações que assolaram nosso país nos
princípios de 2001 e fazemos votos para que este
continue até a normalização da vida das populações
afetadas e a reabilitação da infra-estrutura
danificada.
O Mundo que nos rodeia está em constante mutação,
sobretudo neste momento em que não podemos ignorar que
os acontecimentos de 11 de setembro passado nos Estados
Unidos irão exigir que concertemos posições face à
mudança da correlação de forças que se apresenta
desfavorável aos países em desenvolvimento.
Os ataques dos Estados unidos foram oportunamente
condenados pela Frelimo por aquilo que significam em
termos de morte de pessoas inocentes e pela dor e luto
semeados. Condenamos quaisquer atos de terrorismo e
reafirmamos nosso compromisso com as resoluções das
Nações Unidas e outros organismos internacionais.
A amizade, solidariedade e cooperação entre o Partido
Frelimo e o Partido Comunista do Brasil, bem como com as
demais forças políticas, organizações e
personalidades do mundo inteiro, devem ser conduzidas
para a solução dos problemas através de ações de
solidariedade e cooperação regional e internacional
para que possamos encontrar soluções para os vários
constrangimentos que afetam a humanidade cujos reflexos
se fazem sentir em cada um dos nossos países.
Reiteramos a vontade de ver seu Congresso decorrer com
sucesso e que alcance os anseios preconizados pelos
desafios que se colocam.
Viva a amizade entre nossos partidos e povos! Por um
futuro melhor, a luta continua!
Viva o 10o Congresso do Partido Comunista do Brasil!
Partido
Comunista da Argentina
Transmitimos uma emocionada e combativa saudação da
direção de nosso partido a este extraordinário
Congresso, marco de uma exitosa etapa de balanços,
debates, lutas e avanços da aplicação da linha
partidária do Partido Comunista do Brasil para o bem
dos trabalhadores, do povo e do processo de profundas e
revolucionárias mudanças nesse “país continente”
irmão.
Agradecemos profundamente a vocês, camaradas
brasileiros, pela oportunidade de nosso partido poder
ocupar esta grande tribuna para dirigir esta saudação
e, sobretudo, por podermos participar destas históricas
deliberações que seguramente serão um marco
fundamental no curso das ações pela imposição –
num processo – de um rumo socialista, anticapitalista
a esse querido país.
O Partido Comunista da Argentina presta solidariedade a
todos os povos e suas lutas, que têm em comum a
necessidade de enfrentar a globalização neoliberal
imposta pela hegemonia capitalista e suas gravíssimas
conseqüências; em primeiro lugar, a fome, a
marginalização, a exclusão social, as doenças
evitáveis, a humilhação das identidades nacionais, a
entrega de patrimônios e reservas estratégicas, e o
ataque criminoso ao ecossistema universal.
Dirigimos nossa emocionada saudação à classe
operária, ao povo e ao governo revolucionário de Cuba.
Ao povo da Colômbia e seus combates, tanto da chamada
“sociedade civil” com os trabalhadores à frente
quanto das Farc-EP. Ao povo da Venezuela e seu governo
bolivariano. E também o nosso solidário abraço ao
povo palestino com relação ao genocídio perpetrado
pelo governo de Israel, com o apoio do imperialismo
norte-americano. É hora de avançar com mais rapidez na
construção da contra-ofensiva dos povos, que seja
capaz de frear a prepotência dos capitais financeiros
altamente concentrados e de construir os pilares do
humanismo do século XXI: o compromisso solidário e a
alternativa socialista. Adquire inusitada atualidade a
sábia advertência de Rosa de Luxemburgo: socialismo ou
barbárie.
Gostaríamos de informar-lhes, queridos companheiros,
que transmitirei a nosso partido a extraordinária
acumulação de forças obtida pelo PCdoB; sua
capacidade de consolidar sua ação social, sua
referência política, sua participação em toda a
multifacetada dinâmica da sociedade, e sua
flexibilidade na aplicação de uma política de
alianças justa, tendo sempre como norte a luta pela “mudança
do rumo” – escolhido para o país pelos governos
subservientes ao capitalismo neoliberal – e por
colocar à frente de qualquer coisa a libertação
nacional e social.
A valorosa prática desenvolvida pelas massas, pela
esquerda e pelo Partido e o aporte teórico, que
significa a linha aprovada por este Congresso, colocam a
sua ordem central – “mudança de rumo para o Brasil”
– como uma tarefa atual histórica e concreta.
Desejamos êxitos nesse trabalho revolucionário e ao
mesmo tempo julgamos as conclusões deste congresso como
um aporte teórico prático ao movimento comunista e
revolucionário de toda a América Latina.
Camaradas, não é nenhuma novidade que a Argentina
passa por um processo de crise profunda. Não
gostaríamos de fazer as atenções do congresso se
voltarem para um diagnóstico dessa situação,
conhecida de todos por intermédio dos meios de
comunicação. No entanto, gostaríamos de enfatizar que
a crise do nosso país não é apenas econômica, mas
sim fundamentalmente política. E quando a crise de
representatividade dos partidos do sistema se torna
aguda, quando corre perigo a chamada governabilidade, ou
melhor, quando as forças dominantes já não podem
garantir a continuidade do modelo através dos
mecanismos clássicos de democracia restrita, fica ainda
mais evidente a crise de alternativa política. Em
outras palavras, está fazendo falta a organização de
um bloco político social que englobe e represente o
sujeito social povo, com o centro na classe operária,
capaz de enfrentar as classes dominantes, propondo um
programa de profundas modificações e convertendo-se
numa verdadeira alternativa de governo e de poder.
As lutas contra o modelo e o sistema capitalistas estão
entrando numa nova rodada de alta combatividade. Novos
setores se incorporam às ações e mobilizações,
incluindo grossos contingentes dos setores médios, cujo
crescente papel cabe destacar. Crescem, também, nos
arredores do poder os “gatos pardos” – aqueles que
desejam alguma mudança para que nada seja modificado.
Para nós, e toda a esquerda, são responsáveis tanto
os radicais quanto os peronistas – Cavallo e todas as
propostas centro-esquesdistas, ideologicamente enredadas
na artificiosa “terceira via” (como Frepaso) que só
serviram para ajudar a direita, o grande capital e o
imperialismo. Prestam serviços ao Fundo Monetário
Internacional.
Nós, comunistas integrantes da Esquerda Unida, propomos
a urgente organização de um Centro Coordenador de
todas as lutas e de todas as forças dispostas a
enfrentar os reformistas e a erigir um governo a
serviço da maioria, da soberania e dignidade nacionais,
hoje entregues à voracidade do capitalismo estrangeiro.
Os problemas argentinos são de tal gravidade que não
podem ser resolvidos com remendos num sistema caduco. É
necessária uma cirurgia radical.
Abre-se um grande espaço para as esquerdas, que
cresceram notadamente nas últimas eleições. A sua
representação parlamentar e a sua referência nas
lutas operárias e em todo o povo foram incrementadas.
Contudo, ainda se encontram dispersas, mas devem
rapidamente encontrar os caminhos para concretizar sua
unidade. Do contrário não estarão à altura das
necessidades, das possibilidades e das solicitações de
todo o campo popular. Este é um enorme desafio. E nós,
os comunistas argentinos, estamos dispostos a
enfrentá-los, armados com nossa linha de
estabelecimento de poder popular, de unidade das
esquerdas, de pólo alternativo de poder, de
restabelecimento da idéia de socialismo como
estratégia fundamental, e, a partir desses princípios,
da mais ampla aliança com todo o espectro popular para
tirar nosso país da paralisia produtiva, da exclusão
social e do domínio cultural imperialista.
Êxitos, camaradas, para o bem da classe operária e do
vosso povo. Muito obrigado.
Partido
Comunista do Chile
Em nome do Comitê Central do Partido Comunista do
Chile, da Comissão Política e de todos os seus
militantes, saudamos fraternalmente o 10o Congresso
Nacional do Partido Comunista do Brasil, desejando-lhes
os maiores êxitos em seus trabalhos e conclusões.
Enviamos-lhes de modo especial a saudação da
Secretária-Geral do nosso Partido, a companheira Gladys
Marin Millie, que também expressa o seu desejo de um
frutífero congresso e um especial reconhecimento do
trabalho de nossas companheiras militantes do Partido
Comunista do Brasil.
Ao Partido Comunista do Brasil nos unem antigos laços
de amizade e solidariedade que têm sido intensificados
nos últimos anos com permanentes contatos e frutíferos
intercâmbios. Depois deste congresso, esses laços
continuarão se desenvolvendo em benefício dos nossos
povos e nas lutas por democracia participativa, contra o
imperialismo, pelos direitos humanos, com a perspectiva
do socialismo; objetivos esses, todos, que inspiram a
ambos os partidos.
A nossa presença em seu Congresso tem como objetivo
principal conhecer as experiências de luta com os mais
amplos setores que o Partido Comunista do Brasil
desenvolveu nos últimos anos e que, vistas daqui do
Chile, representam uma conseqüente fusão com as massas
desse país, o mais populoso da América Latina e do
Caribe. A rebeldia do povo brasileiro se manifesta a
cada dia com as conseqüências sociais e econômicas
provenientes do modelo neoliberal, da globalização
imperialista e dos nefastos projetos de uma guerra
expansionista e colonialista que o imperialismo ianque e
seus aliados, seus sócios do Grupo dos 8 e a OTAN,
colocam em prática.
A maioria dos países do nosso continente se submeteu
– sem condições – às exigências imperialistas e
apoiou a guerra dos Estados Unidos contra o
Afeganistão. Somente Cuba e a República bolivariana da
Venezuela levantaram sua voz para rechaçar essa guerra
de vingança contra o “terrorismo”, a qual, contudo,
sabemos levar implícita a plataforma hegemônica do “pensamento
único” e do “fim da história”, tramada nos
laboratórios belicistas do Pentágono e da
administração Bush.
Regozija-nos compartilharmos com o Partido Comunista do
Brasil responsabilidades no desenvolvimento do Fórum de
São Paulo, que se propõe à convergência dos
movimentos e partidos revolucionários, democráticos e
progressistas da América Latina e do Caribe.
Regozija-nos, igualmente, exprimirmos o interesse comum
em desenvolver, no campo social e político, novas
experiências, como o Fórum Social Mundial de Porto
Alegre. Em janeiro nos encontraremos novamente nessa
cidade, nas novas condições do contexto internacional,
marcado pela provocação imperialista que iniciou a
guerra expansionista e colonialista no Afeganistão,
tentando fazer com que a Assembléia Geral das Nações
Unidas e o seu Conselho de Segurança se tornem
inoperantes na busca de solução aos conflitos
internacionais – que faz parte da essência dos seus
objetivos fundamentais.
Nós, latino-americanos e caribenhos, temos razões de
sobra para enfrentar o imperialismo ianque e seus
aliados nesses objetivos colonialistas. Os nossos povos
lutam por manter a independência e a soberania dos seus
países e para criar condições para se
auto-organizarem e se integrarem, tendo como base os
princípios legados pelos patriotas revolucionários,
que, no século XIX lutaram contra o colonialismo que
impedia o desenvolvimento dos nossos países. A nossa
inspiração vem do pensamento e da ação de Simon
Bolívar e de todos os lutadores que nos deixaram uma
rica herança emancipadora.
Por isso, nas atuais condições, a nossa principal
bandeira de luta no contexto latino-americano e
caribenho, está voltada para impedir o imperialismo de
levar a cabo o seu projeto de implantação da Alca.
Portanto, apoiamos as conclusões e a plataforma de luta
do recente Seminário Internacional, realizado em
Havana.
Somos irredutíveis em rechaçar o Plano Colômbia, que
está destinado – como o Plano Cabañas para o extremo
sul e o Plano Puebla-Panamá para as Américas Central e
do Norte – a servir de suporte militar e estratégico
ao imperialismo ianque, para a dominação e anexação
dos nossos países, roubando-lhes a sua soberania. Em
primeiro lugar, o Plano Colômbia – em pleno
desenvolvimento – tenta impedir a paz na Colômbia e
frustrar, em sua luta por democracia, um povo que vem
sendo obrigado a usar todas as formas de luta como seu
legítimo direito para obter êxito em suas patrióticas
ações.
No Chile nós continuamos lutando para conseguir, depois
da ditadura, um regime verdadeiramente democrático que
se afirme na soberania popular e que dê um fim aos
malogros autoritários que a chamada “transição à
democracia” herdou de Pinochet. Os governos de
conciliação – por falta de vontade política, por
terem aderido à ideologia e à prática do
neoliberalismo – têm sido incapazes de modificar os
limites institucionais herdados da ditadura. Devido a
isso as forças reacionárias e fascistas continuam
agindo em pontos-chave do poder, como nos tribunais de
justiça, na polícia civil e continuam violando os
direitos humanos, como acontece com os mapuche em sua
luta para conquistar suas terras, no desemprego massivo
de trabalhadores, com total desconhecimento dos direitos
que alcançaram em lutas históricas. O nosso Partido
foi despojado de seus bens pela ditadura, os quais, até
o momento, não lhe foram restituídos; e nem recebeu a
justa indenização.
Essa situação faz com que ocorram fatos, como o da
semana passada em que fomos desalojados violentamente,
reprimidos e presos, numa operação provocativa por
parte da polícia. De todos esses embates, o nosso
partido sai mais unido e disposto a levantar a
alternativa de esquerda, buscando a unidade mais ampla
para criar uma aliança capaz de produzir a revolução
democrática, antiimperialista e em defesa dos direitos
humanos de que o Chile necessita.
Agradecemos ao Partido Comunista do Brasil e a todos os
partidos e movimentos que nos enviaram sua solidariedade
devido à investida contra o nosso Partido. Atualmente,
o Comitê Central do nosso Partido encontra-se em outra
sede provisória, a qual esperamos estar terminada no
menor tempo possível. Estamos processando judicialmente
os que cometeram tais delitos, que não aceitaremos que
voltem a se repetir.
Saudamos com todo nosso carinho e amizade e enviamos
nossos desejos de que o Partido Comunista do Brasil
continue em seu caminho de lutas junto com o querido
povo brasileiro.
Partido
Comunista Colombiano
Gostaríamos de expressar nossa saudação ao
camarada João Amazonas pela sua inegável
contribuição à luta dos povos da América Latina e do
mundo pela justiça, a dignidade e o socialismo e
cumprimentar com um forte abraço a todos os delegados
deste histórico 10o Congresso em nome do Partido
Comunista Colombiano, ratificando assim nosso
compromisso de irmandade na luta pela paz democrática,
a necessária nova ordem mundial, a solidariedade entre
os povos e o socialismo.
O começo do novo século apresenta uma conjuntura
complexa. Por um lado, o panorama internacional mostra
os sintomas de uma crise global bastante intensa, da
qual são amostras significativas o desemprego galopante
e a recessão no Japão, no Sul da Ásia, e hoje nos
próprios Estados Unidos, o que faz pensar em uma crise
de dimensões planetárias no marco da globalização
neoliberal.
Nesta ordem de idéias, observa-se, também, a crescente
agressividade do imperialismo contemporâneo, que tende
a impor sua hegemonia mediante uma aliança
internacional com o pretexto do combate ao terrorismo,
baseada na força, no desconhecimento da soberania e da
autodeterminação dos povos, e que almeja converter a
intervenção mais descarada em parte da paisagem,
utilizando desculpas como o combate ao narcotráfico, a
debilidade dos governos, os perigos para a democracia ou
a ausência de respeito pelos Direitos Humanos – ou
seja, fazer aparecer sua estratégia político e militar
de dominação como a prática de um “dever
humanitário”.
Por outro lado há fatos que chamam a atenção e
merecem uma reflexão serena dos comunistas do mundo, na
perspectiva de traçar os métodos de luta na atual
conjuntura para isolar os inimigos da Humanidade: em
primeiro lugar, que a crise global está acompanhada de
levantamentos sociais cada vez mais freqüentes em
várias partes do globo, com crescente participação de
um conjunto de setores unificados em torno da
necessidade de mudar o rumo econômico e procurar
alternativas perante a gravidade da situação. Em
segundo lugar, registrar, evidentemente, o acelerado
avanço dos movimentos de massa contra a globalização
neoliberal, cujo conteúdo anticapitalista e
antiimperialista se faz cada vez mais notório.
No que respeita à América Latina, queremos trazer
alguns comentários com relação à sua situação. Em
particular manifestar que é urgente criar as bases de
uma unidade de ação contra o modelo de integração
promovido por Washington. Na verdade a Alca requer uma
rejeição continental, posto que se trata de um modelo
de dominação que implica não só em maior
subordinação econômica aos Estados Unidos, à Banca e
grupos financeiros internacionais, senão que vêm
acompanhada de propostas políticas, “legais e
jurisdicionais” que lesam nossa soberania.
Acreditamos ser da maior importância continuar
denunciando e gerando ações cada vez de maior
envergadura contra o chamado Plano Colômbia, plano de
guerra que junto com a reativação do TIAR e a
criação do “Comando das Américas”, se destina à
intervenção coletiva contra nossos países.
Por trás da Alca e do Plano Colômbia se esconde o
perigo sobre nossos recursos naturais, em especial sobre
a Amazônia, patrimônio que compartilhamos com outros
povos como o brasileiro; por isso, seja esta a
oportunidade de convocar uma cruzada internacional de
defesa da soberania na Amazônia, da nossa
biodiversidade e recursos hídricos e genéticos na
região.
Acreditamos ainda que, sem menosprezar a capacidade de
rearticulação do imperialismo, há condições que
colocam obstáculos às suas pretensões. É que o
projeto de globalização neoliberal na América Latina,
assim como no resto do mundo, esgotou-se rapidamente,
demonstrando ser o responsável pela crescente
desigualdade social. Ao mesmo tempo, os interesses de
grupos econômicos e financeiros na área se chocam e
despertam novas resistências no campo popular, ao qual
se somam setores capitalistas despejados e outros
movimentos como os ecológicos e dos lutadores pela paz
no mundo. Registre-se também, como pontos positivos, os
avanços e esforços pela reconstrução de correntes
socialistas e comunistas na América Latina, ao tempo
que Cuba conseguiu superar a dolorosa prova do período
especial e o governo de Hugo Chávez na Venezuela
adianta uma experiência própria, com reformas
democráticas e uma política exterior independente.
Na Colômbia, a ingerência dos Estados Unidos afeta
negativamente o processo de diálogo e negociação
entre as Farc e o Estado, e nos distancia da solução
política negociada ao conflito social e armado. Com o
Plano Colômbia e face aos últimos acontecimentos, se
passa da ajuda militar com o pretexto do combate ao
narcotráfico, à possibilidade de intervenção militar
direta sob o pretexto de luta terrorista
contra-insurgente. Por isso, denunciamos que a paz na
Colômbia depende da reformulação do projeto de Estado
e de Nação proposto pela oligarquia na negociação. O
projeto atual da burguesia colombiana é contrário aos
interesses do nosso povo.
Assim, camaradas, neste 10o Congresso do Partido
Comunista do Brasil, reafirmamos nossos laços de
irmandade com os companheiros e companheiras do PCdoB e
nosso compromisso de unidade na luta na esfera nacional,
continental e mundial pela vida, a paz democrática e
pela justiça e dignidade para todos os povos.
Sucesso nas deliberações do vosso histórico
Congresso.
Viva o Partido Comunista do Brasil!
Viva a solidariedade entre os povos do Mundo!
Forças
Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do
Povo, Farc-EP
Recebam a saudação comunista e bolivariana das
Farc-Exército do Povo, em luta pela construção de uma
sociedade digna, sem violência, soberana, desenvolvida
e com justiça social, ou seja, uma sociedade
socialista.
Honra-nos estarmos presentes neste congresso que
acontece em momentos em que o mundo quer luzes para
reafirmar que a sua caminhada e o seu futuro não
dependam das decisões arbitrárias e prepotentes dos
governantes do império norte-americano, de fazer ou
não a guerra contra quem, como e quando eles disserem.
Não é a força nem o poder do mais forte a norma para
a convivência entre as nações e os povos. Mas sim, a
convivência pacífica, o respeito à autodeterminação
e à soberania, uma ordem econômica internacional que
permita a todos os povos o desfrute de seus direitos em
igualdade de condições. Cada ser humano, acima de
tudo, é um cidadão do mundo e não um consumidor
escravo das leis do mercado, da propaganda enganosa, da
oferta e da demanda, um consumidor que vale pelo que tem
pelo que consome.
Na década de 90, auge da hegemonia neoliberal, Francis
Fukuyama tentou, sem sucesso, nos convencer sobre o fim
da história, manifestando que o fim da União
Soviética havia consolidado pelos séculos dos
séculos, as sociedades organizadas com base na lógica
do mercado, dos lucros e do egoísmo. Tentou nos
convencer, também sem sucesso, que a rebeldia contra as
injustiças havia ficado confinada nos museus ou nos
livros de história.
E agora? Estará o império imaginando ser possível
promover o “fim da história” por meios militares,
por meio da guerra? Vemos, manhã, tarde e noite, o
principal promotor do terrorismo de Estado no mundo,
combatendo; mas combatendo o quê? É inacreditável que
a maior potência do mundo esteja destruindo um país
cuja infra-estrutura e condições materiais parecem
não ter ultrapassado ainda a idade de pedra. Depois do
Afeganistão será Filipinas, Indonésia, Iraque,
Colômbia?
O falso dilema imposto ao mundo pelo governo dos Estados
Unidos, entre o apoio ao império e ao terrorismo, é
imoral e mentiroso. Pressupõe o desprezo pelos direitos
dos povos à autodeterminação, à insubordinação
diante das condições de miséria e exploração.
Jamais foi, e nunca será, terrorismo a luta dos povos
pela sua independência, pela construção de sociedades
baseadas na justiça social, na dignidade e na
soberania.
Na Colômbia essa luta tem sido violentada oficialmente
de maneira brutal e sistemática pelos sucessivos
governos da classe dominante, contando sempre com o
apoio dos Estados Unidos. A violência oficial fechou as
possibilidades de fazer a luta política normal,
permitida pela Constituição para alcançar as
transformações de que precisa o país. Por isso,
levamos alto nossas bandeiras e nossas armas. Não
fazemos a guerra pela guerra. Mas pelas circunstâncias
temos sido obrigados a enfrentar armas com armas, mas
esse não deve ser o destino de nosso país. Daí
estarmos mais uma vez demonstrando ao mundo a nossa
convicção de que é possível encontrar caminhos, que
levem a construir um país melhor e para todos, através
do diálogo, da tolerância política e do entendimento
e os acordos, que abram as portas a uma nova realidade
política, econômica, social e cultural do país. Com
certeza muitos dos aqui presentes têm seguido com
atenção as conversações entre as Farc e o governo de
Bogotá.
Infelizmente, apesar das possibilidades reais de
terminar a guerra, o obstáculo fundamental está nos
principais dirigentes empresariais, políticos e
militares da classe dominante, que, incentivados pelos
Estados Unidos, negam-se a assumir uma discussão séria
sobre todos os pontos que levem à construção da Nova
Colômbia com justiça social. Nossa proposta é a paz
com justiça social. A deles, a guerra contra o povo
para defender seus interesses, através do Plano
Colômbia – um plano de guerra contra-insurgente, com
seu componente à iniciativa andina ou à coalizão
regional andina de nações contra o terrorismo. Os
desígnios do império são desastrosos. A nossa
vontade, a construção de um país com paz, com
justiça social, digno, soberano e feliz.
Como militantes revolucionários estamos convencidos de
que mais uma vez Simon Bolívar voltou a combater,
retornou na alma dos guerrilheiros, pois ele é a nossa
inspiração, que corre, em seu cavalo, pelos Andes,
pelas planícies, selvas, montanhas, cruza os rios e
enfrenta os perigos com audácia; sua voz se ergue pelo
vento; como fogo acende nos combatentes e no povo o amor
pela pátria, pela independência, pela soberania e pela
justiça social. Simon Bolívar retornou, pois como
afirma José Martí: “ele tem ainda o que fazer na
América”. Alertou-nos, claramente, sobre o perigo que
representam os Estados Unidos que, segundo ele, “parecem
destinados pela Providência para encher de miséria a
América em nome da liberdade”.
E, como ele é o precursor visionário da integração
latino-americana, todos nós, comunistas do continente,
devemos ter ouvido receptivo e vontade de levar à
prática as suas palavras, mais atuais do que nunca: “unamo-nos
e seremos invencíveis”.
Êxito, camaradas participantes do 10o Congresso do
PCdoB.
Partido
dos Trabalhadores do Equador
Em primeiro lugar, recebam uma fraternal saudação
dos comunistas equatorianos e os nossos mais profundos
desejos de que o 10o Congresso Nacional do Partido
Comunista do Brasil se desenrole bem e termine com a
obtenção do melhor dos êxitos, em benefício da causa
do proletariado brasileiro, latino-americano e mundial.
O Partido Comunista do Brasil, em seus 80 anos de
existência, aproximadamente, é dono de uma longa e
frutífera tradição revolucionária. Apoiando-se na
doutrina científica do proletariado, o
marxismo-leninismo, empreendeu sérios e renovados
esforços para aplicá-lo às condições concretas do
seu país e para organizar, unir e educar a classe
operária e o povo brasileiros para conduzi-los à luta
política pelo poder popular e o socialismo. Impulsionou
a grande e histórica aliança do proletariado com o
campesinato desse país, como coluna vertebral do
processo de mudança revolucionário. Estimulou a
formação de uma ampla frente de unidade com todas as
forças de esquerda e com todas as forças e
organizações sociais brasileiras, dirigida a combater
os governos como o de Fernando Henrique Cardoso,
fantoche dos Estados Unidos; e a enfrentar a dominação
neocolonial do imperialismo norte-americano e seu
genocida neoliberalismo. Fator relevante que serviu de
estímulo aos comunistas equatorianos e de outras
localidades.
Os valiosos encaminhamentos teóricos e práticos que o
Partido Comunista do Brasil – sob a direção de seu
Comitê Central, liderado pelo camarada João Amazonas,
deu ao movimento comunista internacional –,
permitiu-lhe ganhar respeito, admiração e
solidariedade dos comunistas e setores patriotas e
democráticos de todo o mundo.
Estamos convencidos de que está garantido o êxito do
10o Congresso – com base na responsável e séria
preparação desse evento; no amplo e democrático
debate produzido nos organismos de direção e de base
do Partido; na participação das próprias massas
operárias e dos trabalhadores em geral, das cidades e
dos campos, brasileiros, bem como de amigos e destacadas
personalidades da vida política desse país. E,
também, estamos seguros de que as resoluções do 10o
Congresso servirão para fortalecer a construção
leninista do Partido, a unidade e a luta das massas, o
avanço do processo revolucionário brasileiro e o
fortalecimento do movimento comunista internacional, no
marco da genocida globalização neoliberal.
Nós, os comunistas equatorianos, – agrupados na
nascente proposta para construir o Partido dos
Trabalhadores do Equador (PTE) como vanguarda leninista
do proletariado equatoriano – somos continuadores do
longo e profundo companheirismo entre os comunistas
equatorianos e brasileiros, forjado pelo melhor
comunista equatoriano do século XX, o nosso
inesquecível camarada Rafael Echeverría Flores
(Pascual) e o grande dirigente comunista brasileiro, o
camarada João Amazonas. Por isso, nesta grande
oportunidade do 10o Congresso do Partido Comunista do
Brasil, queremos renovar nossa lealdade e nossa
inquebrantável vontade de manter alto a bandeira
vermelha do proletariado revolucionário internacional
do nosso país.
O Partido dos Trabalhadores do Equador considera-se um
dos destacamentos do exército mundial do proletariado.
Portanto, faz parte da corrente antineoliberal de todos
os povos e nações do mundo. Por isso, o nosso trabalho
diário está orientado a estimular a unidade, a
organização e a luta política do proletariado e de
todo o povo equatoriano pela transformação social,
pelo fim da velha e caduca sociedade capitalista; da
dominação neocolonial imposta pelo imperialismo
norte-americano a nossos povos e países; pela
construção da nova sociedade, a sociedade socialista,
no nosso país. Portanto, estimamos ainda que as
organizações comunistas aqui presentes possamos
sustentar um intercâmbio coletivo de experiências e
opiniões sobre os graves acontecimentos por que passa a
humanidade e o papel dos comunistas em nível mundial.
Renovamos nossos melhores votos pelo êxito do 10o
Congresso do Partido Comunista do Brasil para que este
histórico acontecimento marxista-leninista seja o palco
mais propício para fortalecer os laços de amizade
revolucionária entre os nossos dois partidos e para
impulsionar o fortalecimento da unidade e da luta do
movimento comunista internacional.
Viva o 10o Congresso do Partido Comunista do Brasil!
Viva a amizade entre os comunistas equatorianos e
brasileiros!
Viva o marxismo-leninismo!
Viva o internacionalismo proletário!
Partido
Comunista Paraguaio
Assistimos a esse excelso 10o Congresso do fraterno
Partido Comunista do Brasil, no momento em que a
situação internacional está empobrecida pela chamada
“guerra contra o terrorismo”, pois a bárbara
agressão ao Afeganistão e outras operações bélicas,
como o massacre do povo palestino, os ataques aéreos ao
Iraque e a implementação do Plano Colômbia, põem em
evidência, de maneira dramática, tratar-se de um
genocídio e de um atentado contra a própria
sobrevivência do homem sobre a Terra.
Há no mundo um processo contra-revolucionário, como
demonstram as teses do 10o Congresso do Partido
Comunista do Brasil. Uma contra-revolução que,
historicamente, está condenada a ser derrotada – como
também salientam as mesmas teses – pela luta dos
povos, incluído, certamente, o norte-americano.
É evidente, para os setores mais lúcidos da
humanidade, que a tarefa-chave para enfrentar a ofensiva
reacionária é ter como base uma conseqüente luta
política e ideológica para elevar o nível dos
combates reivindicatórios vitais – permanentes e
crescentes – no plano das ações conscientes de
caráter democrático, patriótico e progressista, com a
perspectiva do socialismo.
Diante da desumana política imperialista de guerra
contra os povos e de terrorismo de Estado, o movimento
pela paz está renascendo com força em toda parte e
está se desenvolvendo a solidariedade e a unidade entre
os povos, como resposta indispensável para deter a
ofensiva do imperialismo.
Hoje, na ordem do dia a prioridade é – diante dos
velhos e novos perigos que pairam sobre o nosso
continente – a defesa da Cuba socialista; do processo
revolucionário colombiano encabeçado pelas Forças
Armadas Revolucionárias da Colômbia, o Exército do
Povo; e da República bolivariana da Venezuela.
O movimento comunista, social e progressista
internacional vem se configurando organizativamente –
embora, no entanto, de modo insuficiente para deter os
incendiários de guerra – de variadas formas, como o
Fórum de São Paulo, cujo X encontro acaba de se
realizar em Havana; o Congresso Bolivariano, cuja IV
edição ocorreu no mês passado em Buenos Aires; e o II
Fórum Social Mundial, a realizar-se em Porto Alegre.
O movimento “Paz sem Fronteiras” foi uma
demonstração massiva, solidária, que transcorreu
recentemente em Foz do Iguaçu, com a presença de mais
de 30 mil pessoas (brasileiros, argentinos e
paraguaios), reunidas unitariamente para protestar
contra o terrorismo desencadeado sobre instâncias do
governo de Bush, que afetou particularmente aos árabes
radicados nos Estados Unidos.
Terminamos esta saudação fraternal ao 10o Congresso do
Partido Comunista do Brasil com as seguintes palavras
que resumem a orientação dos comunistas paraguaios:
“Busquem a solução aos problemas nacionais e
internacionais por meio do caminho de uma unidade ampla
e popular, fortalecendo a solidariedade entre os povos!”.
Partido
Comunista da Venezuela
Nós, comunistas venezuelanos, celebramos com os
senhores o 10o Congresso do Partido Comunista do Brasil,
um marco de grandes alegrias e imensas esperanças. É
sempre um momento de júbilo quando se reúnem os(as)
comunistas, que, em qualquer país que seja, lutam e
sempre levam a bandeira da solidariedade internacional e
da luta pelo socialismo, como única alternativa ao
fracassado capitalismo com seus diferentes disfarces.
Todos os encontros de comunistas nos fazem recordar que
não estamos sós, que a chama da revolução continua
acesa em todos os países e em todos os continentes.
A crise do capitalismo se esten |