| O10º Congresso do
Partido Comunista do Brasil, realizado de 9 a 12 de
dezembro de 2001 no Rio de Janeiro, foi o maior da
história do Partido – que em alguns dias completa
oito décadas. Sua plenária final reuniu 821 delegados,
representando mais de 200 mil filiados e 35 mil
comunistas de todo o país, além dos convidados, e 32
delegações estrangeiras.
Concluiu assim um intenso processo de mais de seis
meses de debates em que as propostas de teses
apresentadas pelo Comitê Central foram debatidas em
todas as instâncias partidárias – desde as
assembléias de base – e em todos os estados, do
Amazonas ao Rio Grande do Sul – indicando que o
Partido está presente em mais de mil municípios,
equivalentes a 75% da população brasileira. No
decorrer do processo do Congresso foram realizadas
milhares de reuniões, publicadas quatro edições da
Tribuna de Debates e apresentadas mais de 500 emendas
às teses.
No centro dos debates da plenária final, em que mais
de cem militantes usaram a palavra, esteve a
preocupação com as diversas questões que envolvem a
construção de um novo rumo para o Brasil. Nas
intervenções dos representantes das delegações
estrangeiras foi defendida a luta pela paz, contra a
guerra imperialista.
Ao abrir o 10o Congresso do PCdoB, João Amazonas –
seu então presidente e atual presidente de honra –
afirmou que o Partido vive um momento de grande
florescimento e ocupa papel de destaque no cenário
político nacional, dedicando-se à luta pela derrota do
neoliberalismo e em defesa do Brasil, da democracia, dos
direitos dos trabalhadores e do socialismo. Amazonas
também lembrou os militantes comunistas assassinados
pelas forças reacionárias durante os 79 anos de luta
do Partido, dentre os quais citou Carlos Danielli, Pedro
Pomar, Ângelo Arroyo, Maurício Grabois, Luis
Guilhardini, Lincoln Oest, Lincoln Bicalho Roque, João
Batista Drummond e os combatentes do Araguaia.
Este livro apresenta as resoluções e os principais
documentos aprovados.
Os editores
|