Os 29º Jogos Olímpicos, disputados em Pequim, mostraram o nascimento de uma nova potência esportiva: a China. Os jogos começaram na realidade quando o Comitê Olímpico Internacional escolheu Pequim como sede, em 13 de julho de 2001. Na época, os chineses mal tinham dado partida a seu projeto olímpico, criado em 2000 e que foi a base para a emergência do país como o grande campeão na rodada de 2008.
Seus atletas foram um rolo compressor sobre os EUA e ficaram com mais ouros
Nos jogos de Atenas em 2004 a China havia conquistado 32 medalhas de ouro, até então o máximo que atingiu, graças a seu projeto olímpico, que fez surgir os atletas mais promissores e os transformou em vencedores.
Nesta olimpíada, a China foi além, e passou um rolo compressor sobre seus adversários olímpicos: EUA e Rússia. Até a sexta-feira, dia 22, tinha 47 medalhas de ouro, contra 30 dos EUA e 17 da Rússia.
O jogo sujo dos grandes jornais
As tevês e grandes jornais e não poupam tempo ou tinta para tentar espinafrar a China. Um exemplo é a Folha de S.Paulo que, já na abertura dos jogos, encheu de política sua página de esportes.
O estádio Ninho de Pássaro, elogiado no mundo inteiro, foi descrito como “horroroso” e as reformas que os chineses fizeram na cidade foram apontadas como “totalitárias”. Disseram que o rodízio de carros adotado em Pequim foi “ditatorial”, e exageraram a poluição da cidade. Como se não bastasse, a dublagem da voz de uma criança e o uso de efeitos especiais na abertura dos Jogos, feitos a pedido do COI, viraram manchetes, esquecendo coisas semelhantes que ocorreram em outras olimpíadas.
A propaganda maciça contra a China repete a mesma fantasia da mídia na época dos jogos de Moscou, em 1980. As mentiras se repetem. Hoje dizem que a China mandou embora os “indesejáveis” de Pequim. A Veja, em 1980, falou que os soviéticos levaram “mendigos” de Moscou para o norte.
Enquanto a China faz os melhores jogos olímpicos da história, a máquina de propaganda dos governos capitalistas mantém fogo aberto contra a China. Tudo é motivo de manifestação anticomunista e antichinesa.
Dançando conforme a música
Para disfarçar a derrota histórica dos EUA para a China na Olimpíada, a mídia americana tenta esconder um elefante debaixo de um lenço e mostra a posição dos países pelo total de imagens. No dia 22, o Brasil era o 26º, com dois ouros, três pratas e sete bronzes. Usando o truque americano, o Brasil estaria na 17ª colocação, com doze medalhas.
É uma tentativa de amenizar a derrota que não respeita o critério de classificação do COI, que põe em primeiro lugar o país que tem mais medalhas de ouro. A mídia americana dança conforme a música e só assim os jornalões como The New York Times, Sports Illustrated (da rede CNN), Los Angeles Times e USA Today, conseguem colocar os EUA em primeiro lugar!