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Hoje, temos “um Estado democraticamente forte, que está presente para induzir, ajudar, promover o desenvolvimento do paísâ€
Patrus Ananias, ministro do Desenvolovimento Social, sobre as diferenças entre o governo Lula e a visão do PSDB

Campanha
A força do novo
A grande novidade na eleição municipal deste ano é a maior participação dos comunistas, que com correm oito capitais


A disputa de outubro terá, de um lado, aqueles que apóiam o governo Lula e as mudanças que estão acontecendo no Brasil, contra aqueles que querem voltar ao passado, às privatizações e ao fim dos programas sociais. Em quase todas as capitais e grandes cidades a luta terá candidatos dos partidos da base do governo (como PT, PCdoB, PSB, PDT, PRB e outros), contra a direita liderada pelo PSDB e pelo DEM. Os velhos partidos conservadores vão ter dificuldades. O DEM, por exemplo, poderá ter muito menos votos do que teve em 2004.

O confronto entre neoliberais e progressistas está no centro da eleição deste ano
A grande novidade são os candidatos do PCdoB, que vão concorrer em 189 cidades, entre elas oito capitais.

O embate entre neoliberais e progressistas é visível principalmente em São Paulo, onde a ex-prefeita Marta Suplicy (PT), com Aldo Rebelo (PCdoB) como vice, tem liderança folgada. Na cidade, a direita tem dois candidatos. O PSDB está dividido de alto a baixo e uma parte importante, ligada ao governador José Serra, apóia Kassab contra o tucano Alckmin.

No Rio de Janeiro a liderança de Marcelo Crivella (PRB), ligado à Igreja Universal, é disputada por Jandira Feghali (PCdoB) e pelo tucano disfarçado de peemedebista Eduardo Paes. Ele começou na política como afilhado do atual e rejeitado prefeito Cesar Maia, no PFL. Passou para o PSDB e, na CPI dos Correios, defendeu deposição do presidente Lula. De tanto mudar de partido ficou conhecido como candidato “troca trocaâ€

No fim de agosto, Jandira e Paes estavam tecnicamente empatados em segundo lugar. E há fortes sinais de que, disputando o segundo turno com Crivella, Jandira será a grande favorita.

Em Belo Horizonte a polarização veio embrulhada no acordo entre o PSDB e o PT. Márcio Lacerda, candidato dessa coalizão, apoiado pelo governador Aécio Neves (PSDB) e pelo prefeito Fernando Pimentel (PT), empacou no terceiro lugar, bem atrás da comunista Jô Moraes, que no fim de agosto estava em primeiro lugar nas pesquisas, tendo a soma dos percentuais de Lacerda e do segundo colocado Leonardo Quintão (PMDB).

A força do novo – e da juventude – está também em Porto Alegre, onde a comunista Manuela D’Ãvila está empatada tecnicamente no segundo lugar com a petista Maria do Rosário, contra a reeleição do prefeito José Fogaça, que as pesquisas mostram como campeão de rejeição. Fogaça, do PMDB, foi eleito em 2004 fazendo campanha contra o governo Lula. Com a eleição de Manuela, Porto Alegre poderá inaugurar uma nova fase na política da cidade e marcar pontos para o governo Lula.



Eleição municipal com importância nacional

Os partidos que vencerem nas capitais e grandes cidades vão largar na frente para a eleição de 2010

Todas as cidades brasileiras vão ter eleição, menos Brasília (lá só tem eleição para governador e deputados distritais). As capitais estaduais têm juntas quase 42 milhões de habitantes; se a conta incluir as 128 cidades acima de 150 mil moradores, chega a 73 milhões de brasileiros. Ou seja, são cidades onde moram 40% da população do país. Isso mostra a importância da disputa eleitoral. Além de indicar novos prefeitos e vereadores, ela vai ser um termômetro importante das tendências para 2010, quando o país vai eleger o sucessor de Lula, além dos governadores, senadores, e deputados federais e estaduais.

Este fato dá o caráter nacional desta eleição municipal. Os partidos e coligações que ganharem nas capitais e cidades grandes vão estar na pole position para disputar os governos de estado e, principalmente, a presidência da República.


Em agosto...

...o ministério do Desenvolvimento Social anunciou que mais de 60 mil pessoas atendidas pelo Bolsa Família devolveram o cartão do benefício. A maioria diz que melhorou de renda. A boa notícia é um choque de realidade em quem dizia que o programa acomodava os mais necessitados.
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