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Comício do Partido em 1946
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Fundado em 1922, o
Partido Comunista do Brasil é o partido mais antigo do país. Viveu 60 anos
na clandestinidade. Em 1962, rechaçou o oportunismo de direita,
reorganizou-se, adotando a sigla PCdoB, e realçou sua marca revolucionária.
Muito perseguido pelo regime militar, dirigiu a Guerrilha do Araguaia em
72-75. Ao fim da ditadura, alcançou a legalidade. Vive hoje uma das suas
fases mais ricas. Clique aqui e conheça os 80 anos do PCdoB.
O PCdoB guia-se pela teoria científica de Marx, Engels, Lênin. Procura
aplicá-la criativamente à realidade do Brasil e desenvolvê-la sem cessar.
0 princípio básico da organização do PCdoB é o centralismo democrático: a
submissão da minoria à maioria, a unidade de ação e a direção coletiva.
O QUE
QUER O PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL
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Porto
Alegre 2002: bandeiras comunistas no Fórum Social Mundial
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O PCdoB quer um Brasil socialista, um país
verdadeiramente democrático e soberano. Atualmente a conquista deste
objetivo estratégico passa pela vitória da linha política aprovada na sua 9ª
Conferência Nacional: atuar pelo êxito do governo Lula na realização das
mudanças.
Desde a posse de Lula, novas forças
políticas e sociais estão à frente do governo da República brasileira. A
partir de então elas têm diante de si um difícil desafio: o de governar um
grande país que se encontra mergulhado numa grave crise econômica e
financeira – aprisionado nos fundamentos nefastos da política neoliberal. O
novo governo tem a tarefa de superar tais limites para que seja possível a
realização do projeto de mudanças: a implementação de um modelo de
desenvolvimento que privilegie o crescimento da economia, a afirmação da
soberania nacional, valorização do trabalho e distribuição de renda.
Tendo sido uma dos construtores da
histórica vitória, os comunistas decidiram apoiar e participar do governo
Lula e integram a sua base de sustentação política. Julgam que têm a
responsabilidade de contribuir para que o governo resgate os compromissos
que assumiu com a nação. Esta é a primeira vez que participam diretamente no
ministério do governo federal e exercem a liderança da bancada do governo na
Câmara dos Deputados.
Os comunistas acreditam que é por meio
deste governo que será possível realizar uma mudança democrática, soberana e
popular no país. Atualmente não existe alternativa mais avançada e viável
para se atingir, ainda que parcialmente, os objetivos maiores.
O fracasso do governo Lula seria também a
derrota política das forças progressistas e o caminho mais fácil para a
volta das correntes políticas neoliberais e conservadoras ao governo. Por
isso, o centro da tática política atual é atuar pelo êxito do governo Lula
na condução das mudanças. Este êxito será completo somente com a superação
da política neoliberal e a realização do projeto mudancista.
No entanto, entre o programa do governo e o
programa do Partido existem diferenças, e é natural que isso ocorra. Os
objetivos dos comunistas vão muito além dos objetivos colocados pelo atual
governo. Por isso, o Partido tem exercido sua independência, apresentando
críticas e sugestões ao governo, como foi o caso da reforma da Previdência e
tem sido o da política macroeconômica. O PCdoB defende também a autonomia do
movimento sindical, estudantil e popular nas lutas por seus interesses e
sublinha o papel destes movimentos para impulsionar as mudanças. Assim
contribuindo para a vitória do governo Lula.
Os comunistas brasileiros têm a consciência
que para haver mudança de rumo é preciso uma política ampla e o
fortalecimento, no interior do governo e na sociedade, de uma forte
convicção mudancista. É preciso agregar e mobilizar amplas forças políticas
e sociais que se opõem ao neoliberalismo, tendo por centro os trabalhadores.
Esta mobilização deve se dar no sentido de fortalecer o processo de mudanças
e da consecução do novo projeto.
O crescimento econômico, o aumento dos
postos de trabalho e a distribuição da renda passaram a ser um problema
político decisivo e, por isso, o PCdoB defende a deflagração de um amplo
movimento nacional por desenvolvimento, produção e emprego.
Neste processo é necessário o país
recuperar a sua autonomia na gestão de sua política econômica. Isto
possibilitará as alterações dos parâmetros da política econômica que
herdamos. A luta pela soberania nacional adquire um papel decisivo. Por isso
os comunistas apóiam decididamente a nova política externa brasileira. Uma
política de inserção ativa e soberana do Brasil no cenário internacional que
tem como destaque a defesa da integração da América do Sul, com o
fortalecimento do Mercosul, a formação de parcerias estratégicas com grandes
países (Índia, Rússia e África do Sul), ampliação de relações com os países
socialistas (China, Cuba, Vietnã e Coréia).
A defesa de um mundo multipolar, a
condenação da guerra contra o Iraque, a posição altiva do Brasil em face da
proposta norte-americana de implantação da Alca também colabora para a
construção da autoridade internacional do Brasil. Tudo isso se choca contra
os interesses hegemonistas do Império do norte, cuja estratégia central é a
colonização do planeta, particularmente da América Latina.
Um PCdoB grande e influente
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A realização deste projeto transformador
passa pelo crescimento numérico e da influência política e social do PCdoB
na sociedade brasileira. O fator impulsionador deste novo crescimento e
fortalecimento partidário é a luta incessante para tornar vitoriosa a
orientação política traçada na 9ª Conferência Nacional e, a partir desta, os
comunistas devem:
1º) Desenvolver um maior protagonismo na luta política e agir com maior
ousadia neste terreno, aplicando de maneira criativa a nova orientação nas
diferentes frentes de atuação e dando a ela uma dimensão de massa. Esta é
uma das condições para influir concretamente nos rumos do governo Lula e da
sociedade brasileira. É a forma de reforçar a fisionomia própria do Partido
neste quadro de disputa;
2º) Travar intensa luta de idéias em torno
de um novo projeto de desenvolvimento para o país. O debate entre o
continuísmo e a mudança ganha corpo na sociedade brasileira. A participação
do Partido nesta contenda de idéias o credenciará junto a importantes
parcelas da intelectuali-dade que buscam pensar estrategicamente o Brasil e
propugnam uma transformação progressista – contribuindo para que no desfecho
seja vitoriosa a corrente da mudança;
3º) Mergulhar nos movimentos sociais e
aumentar o seu protagonismo. Para isto é necessário construir agendas
próprias e renovadas para o movimento de massas, em ligação com a orientação
política;
4º) Aumentar e qualificar a participação
institucional em cargos e funções no Parlamento e em governos democráticos e
populares. Isso dá nova e maior dimensão à atuação política e constitui-se
num importante instrumento para a acumulação de forças. A participação
institucional dá uma projeção pública ao Partido e colabora para uma maior
aproximação com as massas populares;
5º) Fortalecer e estender as bases
eleitorais do Partido e buscar o crescimento da votação nas próximas
eleições, com o aumento significativo do número de eleitos. Para isto é
preciso construir projetos eleitorais ampliados, incluindo candidaturas
próprias aos executivos.
Como afirmamos, as potencialidades de o
Partido conhecer um novo ciclo de acumulação de forças estarão intimamente
vinculadas aos rumos do governo Lula e ao papel que o PCdoB desempenhar para
o seu êxito.
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O Partido do Brasil e do socialismo; Como
funciona o PCdoB; O que deve fazer um militante do PCdoB; O que o comunista
deve ler e estudar para conhecer o PCdoB.
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