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Pedro Alexandrino de Oliveira (Peri) |
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Frutuoso-- |
Pedro Alexandrino de Oliveira Filho Militante do PCdoB Filho de Pedro Alexandrino de Oliveira e de Diana Piló Oliveira, nasceu em Belo Horizonte, no dia 19 de março de 1947. Tinha três irmãs : Ângela,Eliana Maria e Diana Maria . Sempre foi um filho e um irmão muito amigo amoroso e alegre. Perto ou longe, participava intensamente da vida da família e tratava as irmãs com um carinho incomum. Fez o curso ginásial e primário no Colégio Monte Cálvario e o cietífico no Colégio Anchieta. Goostava muito de cantar e o fazia muito bem, pois era dono de uma belíssima voz. Adorava fazer serenatas com os seus amigos, inclusive para as próprias irmãs. Duas eram as músicas de sua prefêrencia, as que mais marcaram sua irmã Eliana: "Pérfida" e "Relógio". Era uma pessoa tranqüila e muito querida por seus inumeros amigos: Fredinho Silésio, Leonardo Andrade, Didiu e muitos outros. Pedro trabalhou no antigo Banco Hipotecário, hoje Banco do Estado de Minas Gerais e , quando foi transferido para São Paulo, em 1967, lá terminou seus estudos fazendo também um curso de inglês. Retornou a Belo Horiznte em 1969, onde já era procurado e foi preso em dezembro do mesmo ano, denro da casa de irmã Ângela , no bairro Guitierrez, para onde correu quando se sentiu seguido e ameaçado. Na própria casa de Ângela, que se necontrava no trabalho, levou coronhadas na ca beça, pontapés, foi colocado nú e espancado na frente de suas duas sobrinhas, de 3 e 4 anos de idade. Levado para o DOPS/MG, foi torturado com choques elétricos no intestino, " pau de arara", palmatória, enforcamento e outras atrocidades. Quando foi solto, estava surdo de um ouvido e o outro encontrava-se em estado lastimável. Pedro Alexandrino passou o Natal de 1969 com a família, almoçando com todos na casa dos avós. Depois do almoço, foi à residência do casal Mário Silésio e D. Maria Eugênia, pais de seu amigo Fredinho. Saiu da casa dos amigos e nunca mais foi visto. Sem condições de viver como até então, optou pela clandestinidade. Estudante universitário, Pedro já participava ativamente do movimento estudantil em São Paulo. A partir desse período, a família não teve mais paz: a casa onde moravam era frequentemente invadida por policiais à procura d Pedro Alexandrino. D. Diana, não suportando as constantes violências, resolveu mudar-se para o Rio de Janeiro, ond foi tentar encontrar o paradeiro de seu filho tão querido. Bateu em todas as portas possíveis: Igreja, Comissão de Direitos Humanos, Comissão de Justiça e Paz e outras tantas, até que encontrou um casal , Sr Edgar e D. Cirene ( hoje falecidos), que buscava notícias de dois filhos e uma nora, também desaparecidos. Nessa ocasião, a família soube que ele tinha uma namorada, Tuca ( Maria Luiza Garlipe, também desaparecida), enfermeira do Hospital das Clínicas de São Paulo, e que havia ido com ele para o Araguaia. Pedrinho- como era carinhosamente chamado pela família- ou Peri pelos companheiros, ao transferir-se para a região do Araguaia, foi residir na região do Gameleira, incorporando-se depos, como combatente, ao Destacamento B. Desapareceu naquela região, em 1974, quando tinha 24 anos. As cartas escritas por Pedro Alexandrino para a família eram extremamente afetivas e carinhosas. As saudades eram sempre imensas e a vontade de poder abraçar, beijar , sorrir e cantar com as irmãs era seu cuidado constante. Sempre se colocava como um grande amigo e companhiro delas, para o que viessem a precisar algum dia. Perguntava pelos sobrinhos, queria notícias de todos. De seus projetos pessoais e de sua vida, pouco falava. Mas falava de sua caminhada, de seu compomisso com o povo brasileiro, do significado da luta política, da importância da honestidade, da seriedade, do crescimento interior, de atitudes decentes e até da vontade de ter um filho, um dia. Dizia numa das cartas : " Tudo do amanhã está sempre no campo das possibilidades, é de hoje que temos a certeza, é hoje que criamos as condições objetivas para o amnhã." O Relatório do Ministério da Marinha diz que foi morto em 4 de agosto de 1974, em Xambioá. Já o Relatório do Ministério do Exército, afirma que Pedro Alexandrino de Oliveira Filho participou da Guerrilha do Araguaia, usando os codinomes de Moisés, Chico e Peri , sem esclarecer sobre seu paradeiro. Texto do Dossiê dos mortos e desaparecidos políticos a partir de 1964, editado pelo governo de Pernambuco no governo Arraes |