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Militante do PCdoB
Marcos José de Lima, ou José Marcos de Lima
Apelidos: Zezinho, Ari.
Cor: branca Altura: cm Idade: Sexo: masc. Cabelo: cast.escuro/ondulado.
Biografia: ferreiro, natural do Espírito Santo.
Homenagens:
Nome da antiga Rua 13, na Vila Esperança, em Campinas, com início na antiga Rua 01 e término na antiga Rua 12- Lei nº 9497, de 20/11/97.
Dados referentes a prisão, morte e/ou desaparecimento:
Citado no Manifesto dos familiares dos mortos e dasaparecidos na guerrilha do Araguaia, no II Congresso Nacional Pela Anistia, novembro/79 - Salvador/BA, publicado no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro de 11/04/80, ano VI, nº 69, parte II.
Citado apenas como Marcos José, na Relação de pessoas dadas como mortas e/ou desaparecidas devido às suas atividades políticas, da Comissão de Direitos Humanos e Assistência Judiciária da Ordem dos Advogados do Brasil - seção do Estado do Rio de Janeiro - outubro de 1982."
Relatório Arroyo: "J. decidiu enviar Ari [trata-se, provavelmente do Marcos José de Lima] e Mané para apanhar farinha num depósito próximo. Mané ficou aguardando Ari a uma certa distância. Como Ari demorasse, Joca, que havia chegado, foi até o depósito e não encontrou o Ari. No local do depósito estava apenas o saco plástico que Ari havia levado para trazer a farinha. A impressão que se teve é que ele fugiu, pois não apareceu nem no acampamento, nem nas referências.[20/12/73]".
Arquivos do DOPS/SP:
Fichas entregues ao jornal O Globo em 1996: - "Ari Armeiro"
- preso na Transamazônica, em 26 Dez 73, após haver desertado.
- era o armeiro dos Destacamentos e conhece os depósitos e oficinas da CM.
Informações e depoimentos obtidos através da imprensa ou dos familiares:
"Desaparecido em meados de Dezembro de 1973. Segundo moradores da região, sua sepultura encontra-se no antigo poço [fossa]do Ghega com Jeito." 91
"Sinvaldo de Souza Gomes (...) que o declarante tem conhecimento que Dona Albertina , lavradora residente na cidade de Brejo Grande do Araguaia assistiu a morte de um guerrilheiro chamado Zezinho [será o Marcos José?], que foi morto por soldados do Exército e sepultado na porta da casa dela, conhecido como Tabocão; ... " 107
"Sr. Lauro Rodrigues dos Santos, (...) que a partir do ano de 1970 começou a manter contatos com as pessoas conhecidas como guerrilheiras, a saber, Osvaldão (Osvaldo Orlando da Costa), Zé Carlos (André Grabois, Alice (Criméia Alice Schmidt), dona Maria (Elza Monnerat), Joca (Libero Jean Carlo Castiglia), Luis (Guilherme Gomes Lund), seu Mário (Maurício Grabois), Sônia (Lúcia Maria de Souza), Zezinho (Marcos José de Lima), Alandrino (Orlando Momente), Cid (João Amazonas), seu Beto (Lúcio Petit da Silva) e sua companheira Regina (Lúcia Regina de Souza Martins), Goiano (Divino Ferreira de Souza);; (...)".112
"Sr. João Vitório da Silva, (...) que morava próximo do igarapé Fortaleza quando conheceu os guerrilheiros Orlando, Zezinho, Toninho, Piauí, Zé Carlos, Sônia, Dina, Regina, Fátima, Rosinha; (...)". 114
"Sr. Manoel Ferreira, (...)que conheceu Zé Carlos, Piauí, Sônia, Orlando, Zezinho, Luizinho, Fátima, Regina, dona Maria, Mário; que tinha demais amizade com os guerrilheiros, tanto que compartilhava arroz, farinha com eles; que, quando fraturou o braço direito, a Sônia e o Zé Carlos acudiram o declarante, cuidando-o; (...)".
Texto do Dossiê dos mortos e desaparecidos políticos a partir de 1964, editado pelo governo de Pernambuco no governo Arraes
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