
Telma Regina--
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Militante do PCdoB
Apelido: Lia
Cor: branca Altura: Idade: 27 anos Sexo: fem.
Tipo sangüíneo: Fator Rh:
Data e local de nascimento: 23/07/47, no Rio de Janeiro.
Filiação: Luís Durval Cordeiro/ Celeste Durval Cordeiro
Biografia: "Era estudante de Geografia da Universidade Federal Fluminense. Participou do movimento estudantil. Posteriormente, mudou-se com seu companheiro Elmo para a região do Gameleira.
Com o ataque das Forças Armadas a moradores da região, Telma e Elmo não vacilaram, ingressando ambos no Destacamento B das Forças Guerrilheiras do Araguaia.
Está desaparecida desde 1974."
Homenagens:
" Nome da antiga Rua 08, no Residencial Cosmo, em Campinas, com início na antiga Avenida 03 Cid. Sat. Íris e término na Rua I 48 do Jd. Florence - Lei nº 9497, de 20/11/97.
" Nome de rua em Campinas - Lei nº 9497, de 20/11/97.
Dados referentes a prisão, morte e/ou desaparecimento:
Citada no Manifesto dos familiares dos mortos e dasaparecidos na guerrilha do Araguaia, no II Congresso Nacional Pela Anistia, novembro/79 - Salvador/BA, publicado no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro de 11/04/80, ano VI, nº 69. Parte II.
Citada na Relação de pessoas dadas como mortas e/ou desaparecidas devido às suas atividades políticas, da Comissão de Direitos Humanos e Assistência Judiciária da Ordem dos Advogados do Brasil - seção do Estado do Rio de Janeiro - outubro de 1982.
Relatório Arroyo: 30/12/73 - estava viva.
Relatório do Ministério Exército:- filha de Luiz Durval Cordeiro e de Celeste Durval Cordeiro, nascida em 23 Jul. 47 no Rio de Janeiro/RJ.
Militante do PC do B, deslocou-se em 1970 para a região do Araguaia, onde utilizava os codinomes "Maria", "Bolinha" e "Lia".
Relatório do Ministério da Marinha: - Nov./74 - relacionado entre os que estiveram ligados à tentativa de implantação de guerrilha rural, levada a efeito pelo comitê central do PC do B, em Xambioá.
- Morta em Jan. 74.
Relatório do Ministério da Aeronáutica: Militante do PC do B, guerrilheira no Araguaia. Dada por diversas publicações e por seus parentes como "desaparecida". Neste órgão, não há dados que comprovem essa versão.
Casada com Elmo Corrêa, também guerrilheiro no Araguaia.
Arquivos do DOPS/SP:.
Fichas entregues ao Jornal O Globo, em 1996: - "Maria", "Lia", "Bolinha".
- IPF [ RG do Instituto Pereira Faustino] 2 176 948
- casada com Elmo Corrêa
- segundo depoimento de José Roberto Brun de Luna, estaria em Xambioá, com o marido - não foi localizada
- segundo Tobias Pereira Jr, está na área
Informações e depoimentos
Obtidos através da imprensa ou de familiares:
"José Ferreira Sobrinho, o Zé Veinho, lavrador de idade avançada declarou aos familiares:
.... toda quinta-feira tinha que viajar 3 léguas para assistir a reunião deles (do Exército). E aquilo era sem apelo. Se não fosse, tinha que explicar o motivo que não fui. Se não fosse, daí a pouco chegava 4 a 5 soldados. Lá nessas reuniões tinha o retrato do pessoal. O que eles iam pegando, iam tirando do mapa. Só vi presa a Lia, que se entregou lá no Macário e foi presa. Aí o Macário mandou chamar o Zé Olímpio. Ela dormiu no barraco do Zé Olímpio, que era uma pessoa deles, do Exército. Ela tava sozinha. Disse que tava com um revólver 38 e um facão. Parece que o marido dela era chamado Lourival, esse dizem que tinham matado ele lá no Carrapicho. Isso foi no final. Ela falou que tavam as duas. A Valquíria mais ela. Depois a Polícia foi para ela achar a outra. Ela não achou. Depois eu soube que pegaram essa outra... O Amadeu, um negro, morador, ajudou-as. Foi preso e muito espancado. Perguntaram pra ele, se ele queria apanhar ou morrer. Ele disse que preferia morrer. Deram logo um tapa na cara dele. Ele estava com os olhos inchados, os dedos furados ...
A Lia não sabia que tinham matado o marido dela. Quando ela foi presa o Zé Olímpio, trouxe ela para a base de Xambioá.
Mas de tantas interrogações, uma deixou-nos varados de angústia. Onde estão os que foram presos, vivos? Dina, Áurea, Daniel, Rosinha, Lia, Nelito, Cristina, Josias, Duda, João Araguaia, dezenas talvez, onde estão?" 15
? "Informações colhidas pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) entre a população da região da guerrilha indicam que Telma Regina Cordeiro Correa, Dinalva Oliveira Teixeira, Daniel Callado, Jana Moroni, Áurea Valadão e Maria Célia Correia, seis dos 59 desaparecidos, foram capturados pelo Exército. Há testemunho de que Daniel Callado chegou com um ferimento no pé à cadeia de Xambioá, onde os prisioneiros eram torturados. O último vestígio de Daniel foram seus gritos, ouvidos na noite do mesmo dia, provavelmente quando era torturado."
" "Sr. Pedro Vicente Ferreira, conhecido por Pedro Zuza, (...)que dos guerrilheiros, o declarante conheceu Zé Ferreira, Mariadina, Tuca, Lia, Chica, João Goiano e Osvaldão, que conheceu como mariscador (caçador), e outros cujos nomes não se recorda;(...) ; que a turma que estava com Osvaldão era Mariadina, Tuca, Chica, Lia e o filho do Seu Américo e outras pessoas; (...)".
Texto do Dossiê dos mortos e desaparecidos políticos a partir de 1964, editado pelo governo de Pernambuco no governo Arraes
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