Arlindo Valadão (Ari)

Arlindo Valadão--

Arildo Valadão
Militante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB).
Nasceu em Itaici, Espírito Santo, em 28 de dezembro de 1948 e era filho de Altivo Valadão de Andrade e Helena Almochdice Valadão.
Desaparecido da guerrilha do Araguaia desde 1973.
Estudou até a conclusão do 2º grau em Cachoeiro do Itapemirim, ES, e, em 1968, ingressou no Instituto de Física da UFRJ. Aí conheceu Áurea Elisa Pereira Valadão, também desaparecida na Guerrilha do Araguaia, colega de turma com quem se casou em fevereiro de 1970. Moravam num pequeno apartamento no Catete e se mantinham com uma bolsa de estudos do CNPq e com o que ganhava como monitor.
Foi presidente do DA de sua escola em 1968.
Perseguido pelos órgãos de repressão, que invadiram o apartamento onde morava, passou a viver na clandestinidade, juntamente com sua companheira Áurea Elisa, tendo viajado para a região do Araguaia no segundo semestre de 1970 indo morar na região de Caianos - Destacamento C.
Foi morto e decapitado no dia 24 de novembro de 1973, por agentes da repressão, junto a uma grota. No dia seguinte, seu corpo sem cabeça foi visto pelos companheiros. Tinha um ferimento à bala que não era suficiente para matá-lo, o que faz supor que tenha sido decapitado ainda com vida.
No Relatório do Ministério da Marinha lê-se "morto em 24 de novembro de 1974." Observar que dia e mês estão corretos, ma o ano não.

Texto do Dossiê dos mortos e desaparecidos políticos a partir de 1964, editado pelo governo de Pernambuco no governo Arraes