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A história do vermelho
Na Revolução Francesa de 1789, a ala mais popular e radical adotou como símbolo o "barrete frígio", vermelho — que, na Grécia e na Roma antigas, indicava um escravo alforriado.

 

O barrete
frígio da
Revolução
Francesa

 
Já a bandeira viria depois. A Revolução Francesa tinha suas contradições: era obra das massas, mas burguesa por seu conteúdo e direção. O governo muitas vezes voltava as armas contra o povo. Nessas ocasiões, impunha a "Lei Marcial". E o sinal da "Lei Marcial" era... a bandeira vermelha.  

Em 10 de agosto de 1792, o clube radical dos Cordeliers convoca um protesto de rua. E nele exibe, por ironia, uma bandeira vermelha com os dizeres: "Lei marcial do povo soberano".
Nas barricadas de 1832, que Victor Hugo retrata em Os miseráveis, a bandeira vermelha já era uma tradição. Logo ela se alastraria para fora da França, como emblema dos povos em luta. De nada adiantava proibi-la, como na França de 1880 a 1914. Quem pode encarcerar um símbolo?

A foice e o martelo
O jovem movimento operário logo assumiu o símbolo. E seus partidos e sindicatos tomaram o hábito de bordar nas bandeiras, às vezes ricamente, emblemas retratando seus instrumentos de trabalho. Veio a Revolução Russa de 1917. No verão de 1918, reuniu-se o Congresso dos Soviets, os conselhos que eram a

base do novo poder. E escolheu um emblema do Estado socialista que seguia esta tradição: a bandeira vermelha, com a foice e o martelo cruzados, representando a união dos trabalhadores da cidade e do campo.
Emblema soviético de 1920, com a espada que não emplacou
No início, houve quem quisesse incluir uma espada, em nome dos soldados. A inclusão não prosperou. O emblema se manteve despojado: foice, martelo, fundo vermelho. Assim ganhou o mundo.

Acompanhe aqui como o símbolo evoluiu no Brasil

1918: despojado

1921: antes do partido

1922: da capa do 1º Estatuto do Partido

1923: da da revista Movimento Comunista


1928: cartaz do Bloco Operário-Camponês


1935: capa de livro


1945, emblema oficial: surge o círculo


1946: posse da bancada


1953: da gravura 1º de Maio, de Di Cavalcanti


1960


1975: edição da Classe Operária no exílio (Portugal)


1982: de um cartaz pró-legalidade do PCdoB


1984: Algumas das versões usadas na Campanha das Diretas

A identidade visual unificada pelo PCdoB a partir de 2001