A revolucionária Rosa Luxemburg--

 

Zapata, por muralista mexicano--
 
Capa do jornal A Plebe--
7/1/1919: Começa a "Semana Trágica" na Argentina: a polícia mata 7 grevistas e provoca greve geral insurreicional. A repressão, em nome do combate ao "judaico-maximalismo", assassinará 2 mil operários.
15/1/1919: Assassinados pela contra-revolução em Berlim, a coronhadas, os dirigentes comunistas Rosa Luxemburg (47 anos) e Karl Liebknecht (idem), durante a repressão à insurreição espartaquista de 1918. O corpo de Rosa, atirado a um canal, só será encontrado meses depois.
2/3/1919: Começa o 1º Congresso da 3ª Internacional (Moscou): 52 delegados, nenhum do Brasil. Em 4/3, decide formar a Internacional Comunista, ou 3ª Internacional, ou Comintern.
22/3/1919: Operários húngaros formam república bolchevique. Seu líder, Bela Kun, sai da prisão para o poder. Em julho, a revolução será sufocada por tropas romenas.
10/4/1919: Tocaia da reação mata o revolucionário camponês mexicano Emiliano Zapata, até hoje lembrado em incontáveis lendas e baladas populares.
13/4/1919: O poder colonial inglês promove o massacre de Amritsar; 379 mortos. Protestos em toda a Índia.
19/4/1919: Levante da esquadra francesa do Mar Negro, sob a liderança de André Marty, ao som da Internacional.
1º de Maio de 1919: É o maior já visto no Brasil: 50 mil no Rio. Forte influência da Revolução Russa, apoio aos Soviets na Guerra Civil.
4/5/1919: Movimento 4 de Maio, rebelião patriótica estudantil na China. Forte repressão.
17/5/1919: Greve nas docas de Santos alcança a jornada de 8 horas
10/6/1919: Greve geral em Salvador conquista a jornada de 8 hs nas estatais.
21/6/1919: Fundado o 1º Partido Comunista do Brasil, semi-anarquista e de vida curta.
27/7/1919: Assassinato de jovem negro em Chicago atiça o "Verão Vermelho", 25 levantes raciais nos EUA. Só em Chicago, 38 mortos.
11/8/1919: A jovem república alemã aprova a Constituição de Weimar, a 1ª a incluir direitos sociais.
31/8/1919: Greve geral em Porto Alegre, a partir da Light, reprimida a tiros.
7/9/1919: O jornal anarquista A Plebe torna-se diário. Em 28/10 será empastelado, com ajuda ostensiva da polícia.
20/9/1919: A polícia apreende o jornal operário Spártacus. O nome do semanário foi tomado do chefe da grande rebelião de escravos da Roma antiga, 2 mil anos atrás. Voltara à cena em 1915, graças aos revolucionários espartaquistas, como Rosa Luxemburg.
26/10/1919: Banidos do país como agitadores anarquistas mais de 100 líderes sindicais imigrantes, de S. Paulo, Rio, Niterói, S. Bernardo, Santos.