Vermelho

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01/06/2019

Golpistas venezuelanos dialogam em Oslo e são criticados pelo Brasil 

Representantes do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e do golpista Juan Guaidó querem avançar rumo a “uma solução negociada para a crise na Venezuela”, afirmou o governo da Noruega. As delegações dos dois grupos estão em Oslo para conversas mediadas pelos noruegueses.

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro se reúne com delegação do Grupo Internacional de Contato, em Caracas Foto: Reprodução/Twiitter

“As partes mostraram disposição de avançar na busca de uma solução acordada e constitucional para o país, que inclui temas políticos, econômicos e eleitorais”, indicou a chancelaria norueguesa, em comunicado. O governo da Noruega pediu aos dois lados que evitem posições que comprometam o avanço das conversas. “Para preservar o processo, solicita-se às partes tomar a máxima precaução, tanto em comentários como em declarações.”

A mediação norueguesa é criticada pelos golpistas, que querem conversas democráticas. No início, o próprio Guaidó afirmou que todo diálogo deve desembocar na derrubada do presidente eleito democraticamente. “A negociação é aquela que nos leve ao fim da usurpação, transição e eleições livres”, escreveu Guaidó, no Twitter. Ao mesmo tempo, ele pediu a seus aliados que aceitassem o encontro com os enviados do governo. “Não sejam cúmplices da ditadura”, provocou.

Brasil

O golpista afirmou que essa primeira rodada terminou “sem acordo”, mas o diálogo deveria continuar. “Agradecemos ao governo da Noruega pelo esforço. Estamos dispostos a continuar com eles”, disse ele, em comunicado. Ele fala pelo regime dos Estados Unidos, que disseram que qualquer negociação deve focar “até mesmo” no fim da democracia, com a derrubada do governo. “A única coisa que se pode negociar com Maduro é sua saída”, disse esta semana Morgan Ortagus, porta-voz do Departamento de Estado.

As negociações na Noruega também ganharam o apoio de Cuba e Rússia. Moscou, inclusive, se ofereceu para participar. Já no Brasil o chanceler Ernesto Araújo reiterou sua posição negativa com relação à mediação da Noruega. Segundo Araújo, buscar esse tipo de caminho pode ser apenas uma tentativa do “regime chavista” de ganhar tempo.

Com agências