Vermelho

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24/05/2019

Parlamento Europeu: inesperada vitória trabalhista na Holanda

Matéria da Agence France-Presse informa que os trabalhistas holandeses surpreenderam na quinta-feira (23) no início das eleições para o Parlamento Europeu, que arrancaram também com a votação na Grã-Bretanha e prosseguirão até domingo, sob a perspectiva de um importante avanço dos eurocéticos.



O partido trabalhista holandês (PvdA) conseguiu uma vitória inesperada sobre os populistas e dos liberais (VVD), do primeiro-ministro Mark Rutte, segundo as primeiras estimativas. A maioria dos eleitores votará no domingo. Tchecos e irlandeses comparecerão às urnas na sexta-feira, enquanto no sábado será a vez de letões, malteses e eslovacos. Mais de 400 milhões de eleitores em 28 países estão registrados para comparecer às urnas e escolher 751 representantes, para um mandato de cinco anos que começará em julho e que deve ser marcado por uma ambiciosa reforma para a maior integração política do bloco.

O PvdA, do vice-presidente da Comissão Europeia, Frans Timmermans, deve ficar com cinco das 26 cadeiras que pertencem aos representantes holandeses no Europarlamento, informa o instituto de pesquisas Ipsos para a TV estatal holandesa NOS. O Partido da Liberdade (VVD) deve conquistar quatro cadeiras e os populistas do Foro da Democracia (FvD), de Thierry Boudet, três, de acordo com a mesma pesquisa. Pesquisas anteriores às eleições apontavam como favoritos os liberais e os “populistas”, com cinco cadeiras cada um.

As pesquisas apontam um avanço dos movimentos nacionalistas e “populistas”, que são contrários à maior integração europeia, e a perda de espaço dos dois grandes grupos na Eurocâmara: o Partido Popular Europeu (PPE, direita) e o Partido Socialista Europeu (PSE). As sondagens mais recentes mostram que na França o partido de Marine Le Pen (extrema-direita) supera o do presidente Emmanuel Macron. Na Alemanha, os institutos apontam a vitória dos conservadores da chanceler Angela Merkel (CDU), enquanto a a Liga de Matteo Salvini lidera na Itália com um discurso anti-UE.