Vermelho

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03/08/2018

O FIG venceu a pressão por sectarismo e intolerância, diz Marcelino  

"O FIG se afirma como um grande espaço de confraternização, alegria e prazer genuíno entre as pessoas, bem como um caldeirão gigante que reflete a diversidade da cultura e da alma do povo brasileiro, marca maior do festival", afirmou o secretário de Cultura de Pernambuco, Marcelino Granja, ao avaliar o resultado dos dez dias de realização do 28º Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), encerrado no último final de semana sob o lema Um Viva à Liberdade! 

"Mesmo diante de uma situação econômica e política difícil, o Governo do Estado garantiu, com o mesmo investimento de 2017, uma edição maior em termos de público e programação, que venceu o ambiente político que pressiona a sociedade brasileira para o sectarismo e a intolerância, consagrando o festival como um espaço de luta pela liberdade e pela expressão das mais diversas visões de mundo que conviveram nas ruas, praças, parques e ambientes públicos e privados em paz, alegria e segurança", destacou Marcelino.

O secretário estadual de Cultura ressaltou ainda uma característica marcante desta 28ª edição: “O festival venceu as pressões que marcam o atual momento do país, o oportunismo político-eleitoral de forças opositoras ao FIG, e não refletiu apenas uma visão de mundo, mas, ao contrário, reafirmou-se gigante em sua diversidade, bem como garantiu a livre expressão de artistas e do público em todos os polos e se afirmou como uma necessidade da política cultural do Estado".

Tolerância e diversidade

Na avaliação da presidenta da Fundarpe, Márcia Souto, a edição 2018 do festival entrará para a história do evento como aquela em que os temas da tolerância, da democracia e do respeito à diversidade ganharam mais destaque.


Karol Conca


Banda de rockTitãs

“Vimos isso em todos os polos, em momentos marcantes como o show histórico de Nação Zumbi e Emicida, a Mesa de Glosas com poetisas e a apresentação do grupo Transborda, na Praça da Palavra, a performance do grupo Hip Hop Mulher, no Som na Rural, e o desabafo emocionado do rapper Tiely Queen, em plena Praça Mestre Dominguinhos, além de tantas outras ações que evidenciaram o espaço largo que o FIG abriu para a promoção da liberdade artística e da diversidade do povo brasileiro"comentou.

Ressaltando o grande público presente em todos os polos e a alegria que se viu pelas ruas, praças e parques de Garanhuns, Márcia definiu o FIG como "um espaço plural, participativo, de resistência cultural e de promoção de encontros que enriquecem todos os fazeres artísticos, um evento que precisa acontecer sempre e ser cada vez mais defendido por todos que acreditam na arte e na cultura como promotores do desenvolvimento humano e de transformação social".


Palco Forró


Bumba-Meu-Boi no Palco Cultura Popular

Entre os destaques da programação estão também presentes todas as expressões da cultura popular do estado, além de dez mestres e grupos considerados Patrimônios Vivos de Pernambuco: Cavalo Marinho Estrela de Ouro de Condado, Gonzaga de Garanhuns, Maestros Duda e Ademir Araújo, a Sociedade Bacamarteiros do Cabo, a Banda Curica, Índia Morena, Caboclinho 7 Flexas e o Homem da Meia Noite.

Plataforma FIG

Além das ações de formação cultural que alcançaram 292 pessoas todas as idades e das edições do projeto Outras Palavras, que levaram artistas da música como Silvério Pessoa, Maestro Forró e Quinteto Violado para escolas do Agreste, o coordenador executivo e artístico do FIG, André Brasileiro, destacou ainda a realização da Plataforma FIG 2018. "Foi um encontro muito rico, que reuniu dezenas de músicos e produtores culturais do Estado com curadores, distribuidores e jornalistas especializados do país em momentos de troca de informações sobre o mercado da música, as políticas públicas para o setor e novas tendências nesta área", comemorou.

Do Recife, Audicéa Rodrigues com informações da Secult-PE.