Vermelho

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04/12/2017

Vanessa Grazziotin: "Sou contra todas as reformas impostas por Temer"

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) criticou as reformas impostas pelo governo Temer no Congresso, em entrevista à TV Senado, divulgada nesta segunda-feira (4). "Lamentavelmente a gente vê que (...) na realidade todo esse conjunto de reformas é no sentido de concentrar mais a renda e retirar os direitos dos trabalhadores, além do atentado que faz a nossa soberania, a capacidade do Estado se desenvolver por um caminho soberano."

Para a jornalista Tânia Hormann, Vanessa Grazziotin explicou porque não se pode desassociar as reformas promovidas por Temer como a da previdência e trabalhista. Para Vanessa, "uma dialoga com a outra". São reformas estruturais em que o povo trabalhador que pagará a conta. 

A senadora explicou que o governo Temer havia feito um acordo com o Senado que iria vetar alguns pontos, mas que não cumpriu o prometivo. “A primeira palavra ele não cumpriu, porque sancionou a lei sem nenhum veto sequer. Nós tínhamos muita esperança de que o item das mulheres, aquele que prevê possibilidade da gestante e lactante trabalhar em lugares insalubres, fosse vetado, e não foi. Ele deixou de cumprir a palavra não só em relação aos senadores da República, mas perante o Brasil como um todo”.


A senadora explica que a MP que Temer editou dias depois da lei entrar em vigor, piora ainda mais a situação. “Por exemplo, a situação das mulheres gestantes e lactantes. Se a mulher se afastar do trabalho, perderá o adicional de insalubridade, prejudicando o orçamento familiar. Isso é uma barbaridade”.

Regime intermitente

Outro ponto que Vanessa levanta, é a situação previdenciária dos trabalhadores contratados pelo regime intermitente, ou seja, o trabalhador contratado por horas. “A MP diz que se no final do mês o que o trabalhador ganhou não somar o valor do salário mínimo, quem terá que pagar a diferença para a previdência social é o próprio trabalhador”. A MP também diz que o trabalhador intermitente não terá direito a seguro-desemprego.

“Quanto lutávamos contra o golpe, dizíamos que o objeto não era só suspender o mandato de quem foi eleito democraticamente, muito menos de se aprofundar na Lava Jato ou tirar o país da crise. O objetivo era tomarem o poder para fazer exatamente o que estão fazendo! Esse é o verdadeiro golpe! Um colega nosso verbalizou isso de uma forma muito competente e simples, dizendo o seguinte: Era necessário um governo não democrático para encaminhar reformas que jamais um governo eleito poderia encaminhar, como a Reforma da Previdência Social e essas tantas reformas que estamos vendo. É lamentável. O objetivo deles é muito claro, seja de quem está na cadeira da Presidência da República ou da maioria que está aqui no Congresso Nacional”. Questionada como barrar esses retrocessos, Vanessa afirma: Com uma grande mobilização popular.

Assista na íntegra: