Vermelho

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23/06/2015

Não haverá avanço sem o enfrentamento aos donos do poder, diz Renato

“A construção de uma alternativa consequente só nascerá através da luta política crescente e radical, que deve estar baseada em confiança mútua. Sem isso, não alcançaremos uma alternativa mais avançada para a etapa atual”, afirmou Renato Rabelo, ex-presidente do PCdoB, durante gravação do seu novo programa na Rádio Vermelho, Diálogos com Renato Rabelo.

Por Joanne Mota

Num formato mais descontraído e leve, a conversa com o ex-presidente do PCdoB, se propõe a debater a conjuntura e reafirmar as principais bandeiras da luta em curso em nosso país e no mundo e além disso, apontar os desafios e o papel dos comunistas na construção de um novo projeto nacional de desenvolvimento. 

Nesta primeira edição, Renato Rabelo examinou os impactos da ideologia dominante, que tem sua maior expressão no pensamento liberal capitalista que toma conta das principais instituições brasileiras.

Renato afirma que "o debate permanente de ideias é necessário". Sem isso, diz, não haverá avanço e nem a construção de ideias avançadas.

"E por que digo isso? porque vivenciamos hoje uma forte crise de alternativa. A alternativa ao capitalismo é uma questão de fundo, a etapa atual exige respostas mais firmes, que deem conta das necessidades de uma parcela do povo que sempre esteve refém de uma elite dominante. Para o PCdoB esse caminho é a realização das reformas estruturais", destaca.

Renato indica que "o caminho para a revolução brasileira é a reflexão, a construção e a convicção de uma proposta que rompa com a ordem atual. Ou seja, deve-se levar em conta não só o progresso social, que é fundamental, mas, sobretudo, a soberania da nação e sua autonomia de construção econômica, questões fundamentais em um mundo globalizado".

Ele lembrou que um passo importante na luta de ideias do Partido foi situar o PCdoB como uma sigla patriota e internacionalista.

“O comunista é patriótico, mas ele é antes de tudo internacionalista. E que fique claro, superar o capitalismo só será possível com solidariedade de classe e de luta. Uma postura que deverá ter como referência uma visão transformadora e revolucionária que é essência da classe trabalhadora internacional”, afirmou.

“A transformação tem que ser radical. Nós não acreditamos em grandes mudanças sem rupturas. Daí nossa diferença entre a clássica ou a atual social-democracia. Eles têm uma incompreensão do processo revolucionário, nós temos a obrigação de remar contra isso. Ou seja, eles pensam que através de reformas sem rupturas conseguiremos avanços. Não haverá avanço sem o enfrentamento dos donos do poder”, ressaltou Renato.