Vermelho

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25/12/2010

Assis Melo lutará pelos trabalhadores na Câmara dos Deputados

O deputado federal eleito pelo Rio Grande do Sul, Assis Melo (PCdoB), chega à Brasília para cumprir seu mandato comprometido com a luta que o levou à vida pública: defesa dos trabalhadores. Ele diz que vai lutar para garantir aprovação de matérias que estão paradas na Câmara há muitos anos e que representam melhorias, como a redução da jornada de trabalho e o fim do fator previdenciário.

Soldador montador por profissão, concluiu o ensino médio aos 43 anos. Liderança reconhecida entre os trabalhadores, se tornou presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e, em 2008, elegeu-se como um dos mais votados vereadores da cidade da Serra Gaúcha.

Assis Melo, que atribui parte do seu sucesso na conquista da vaga para a Câmara Federal, à expressiva votação da colega de Partido, Manuela D´Ávila – reeleita com a maior votação do Rio Grande do Sul – seguiu o mesmo caminho que ela. Ele interrompe o segundo ano de mandato como vereador de Caxias do Sul para assumir o cargo de deputado federal. Manuela também foi eleita pela primeira vez deputada federal quando cumpria o segundo ano do primeiro mandato de vereadora de Porto Alegre.

Ele chega à Brasília, a exemplo dos demais camaradas de bancada, destacando que “devemos nos posicionar no campo da presidente Dilma, que queremos que continue os avanços do Governo Lula e aprofunde as conquistas sociais, principalmente nas questões do trabalho, como a redução da jornada de trabalho e o fim do fator previdenciário.

Ele diz que essa é a expectativa não só dele, como parlamentar de esquerda, mas de todos os trabalhadores. “Devemos buscar isso, mas reconhecer que esses assuntos, que são históricos no mundo do trabalho, precisa de mobilização cada vez maior dos trabalhadores, porque sem essa mobilização, os avanços são limitados”.

União de todos

O parlamentar, líder sindical e trabalhador defende união entre os diversos setores para garantir a aprovação dessas matérias, explicando que os movimentos sociais precisam se organizar para pressionar o Congresso, que precisa ter sensibilidade para atender as essas reivindicações e contar com a ajuda do Executivo para apoio e implementação dessas matérias.

Ele destaca que o apoio da presidente Dilma Rousseff com o avanço das conquistas sociais e melhoras para a classe trabalhadora aliado com uma maioria na Câmara e Senado ajuda, mas destaca que isso não é a determinação exclusiva de resolver as questões pendentes.

“Nós estamos abrindo caminho cada vez mais para os avanços. A base ampla nos dá uma possibilidade, mas isso por si só não garante que vamos avançar. Temos que trabalhar em conexão com o movimento social”, afirma. Para ele, a base governista ampla é uma vantagem, mas também uma incógnita, já que inclui desde partidos reconhecidamente de esquerda, como o próprio PCdoB, PSB e parte do PT como outros partidos de centro-direta como o PMDB. “Temos que ver formar a próxima legislatura para ter condições de avaliar e ver até onde podemos avançar”, avisa.

Assim como todos os demais parlamentares da bancada, Assis Melo lembra que “não devemos pautar nosso mandato só nas questões dos trabalhadores, mas também baseado na implementação do novo projeto de desenvolvimento do País”. Segundo ele, a luta é para que o Estado continue sendo forte, com poder de investimento e indutor do desenvolvimento nacional.

Outras lutas

Para ele é importante que também sejam votadas as reformas política e tributária, alertando que a educação e saúde são áreas que necessitam de uma atenção mais forte do Estado. “Na nossa região – a serra do Rio Grande do Sul – não temos universidade pública. Queremos a extensão da UFRS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) na serra, que tem um apelo muito grande da população.”

Sobre o seu estado de origem, ele avalia o resultado da eleição de 2010 como muito positiva. Alem de expressiva votação de Manuela D´Ávila para o segundo mandato, que permitiu a eleição de mais um comunista para bancada federal, ele comemora a retomada do poder pelas forças de esquerda com a eleição de Tarso Genro para o Governo do Estado, derrotando a tucana Yeda Crucis, e a eleição de cinco deputados estaduais da aliança dos partidos progressistas.

“Conseguimos ganhar o estado com o companheiro Tarso Genro com a aliança PT-PSB-PCdoB e conseguimos compor uma aliança maior que a elegeu. O Rio Grande do Sul pode, em sintonia com o projeto nacional do País, construir desenvolvimento do estado e da nossa região, e construir um caminho mais favorável para os trabalhadores e o povo que mais precisa de políticas pública. Nós acreditamos nisso”, conclui.

De Brasília,
Márcia Xavier