Combustíveis: o problema e a solução

A solução que interessa ao Brasil e aos brasileiros seria retornar à política anterior (alterada por Temer) de garantir a participação da Petrobras em no mínimo 30% da extração do óleo cru e total refinamento e distribuição.

Temer entreguista
 * Aluisio Arruda

 

O maior problema é do governo, do atual e dos anteriores, que deixaram o país refém de um só modal, o Rodoviário. E porque isso ocorre? Principalmente porque os nossos governantes, ao invés de cuidar dos interesses do Brasil aceitaram como cordeirinhos as imposições de Americanos, Alemães, e outros estrangeiros que detonaram a nossa FNM (Fabrica Nacional de Motores) que produzia um dos melhores caminhões do mundo o famoso FeNeMe, deixando livre o caminho para a instalação das montadoras multinacionais Ford, Scania, Mercedes-Benz e outras. Para garantir boa produção e vendas impuseram praticamente um único modal, o Rodoviário.

O Brasil é um dos poucos países de dimensões continentais que não tem uma boa estrutura Ferroviária e Hidroviária. Se tivesse seria impossível paralisar o país com está ocorrendo.

Quanto ao Combustível

A Petrobras é uma das maiores e melhores empresas petrolífera do mundo e a única que detém tecnologia para extração de petróleo em águas profundas. Por isso descobriu petróleo no Pré-Sal. A Petrobras é uma empresa completa , extrai óleo cru em grande quantidade, refina e distribui. Por isso é muito lucrativa e muito cobiçada. Os grandes países sonham em comprar a Petrobras, principalmente os Americanos.

A cobiça por ela e pelas riquezas do Brasil foi um dos principais motivos do Golpe, para colocar no poder um capacho como Temer que em dois anos já entregou as principais empresas do Brasil inclusive grande parte dos poços de petróleo e refinarias da Petrobras.

Por isso o combustível foi dolarizado e os preços passaram a subir diariamente.
 

Qual seria a solução?
 
A do governo Temer e do sucessor do “ex-Ministro do Apagão” Pedro Parente, é adiar o problema. Depois de muita briga aceitaram congelar o preço do diesel por 60 dias (nada falam da gasolina, do etanol e do gás de cozinha) e depois reajustes mensais. Mas sem mudar a política de preços, ou seja continua dolarizado. Só vai adiar a cacetada que será mensal.

A solução que interessa ao Brasil e aos brasileiros seria retornar à política anterior (alterada por Temer) de garantir a participação da Petrobras em no mínimo 30% da extração do óleo cru e total refinamento e distribuição.

A outra medida importante seria fortalecer a CIDE (e não eliminar como propõe Temer), fundo que serve como amortecedor das oscilações internacionais do petróleo e garante preços mais estáveis com poucos aumentos. Nos governos Lula e Dilma, em 13 anos, o combustível subiu 15 vezes. Só no governo Temer em 2 anos já subiu 236 vezes.

Quanto ao modal transporte, ou o Brasil implementa com prioridade e agilidade uma malha Ferroviária e Hidroviária em todo território, ou o Brasil vai parar cada vez com mais frequência, causando prejuízos bilionários e irreparáveis ao país, às empresas, ao povo em geral.


Aluisio Arruda – Jornalista, Arquiteto e Urbanista e ex-presidente do PCdoB/MT