América Latina

8 de fevereiro de 2018 - 17h38

“Beijaço” em Buenos Aires contra a homofobia

Divulgação
Evento foi organizado em decorrência de ação interposta a mulher detida em 2017, em caso que ativistas denunciaram como homofobia Evento foi organizado em decorrência de ação interposta a mulher detida em 2017, em caso que ativistas denunciaram como homofobia

O evento foi organizado em decorrência de uma ação interposta a uma mulher detida em 2017, em um caso que as ativistas denunciaram como homofobia. Mariana Gómez e sua esposa, Rocío Girat, relataram ter sido vítimas de preconceito após se abraçarem e beijarem em público. Na ocasião, Gómez foi detida e acusada de desacatar ordens das autoridades.

Segundo a mídia local, os agentes policiais teriam apreendido a mulher porque ela fumava em um espaço não autorizado, mas em contrapartida Gómez afirma que foi uma represália por ter beijado sua namorada. Girat ainda afirmou que ''ela ficou algemada por cerca de três horas". "Eu até mostrei a nossa certidão de casamento, mesmo assim, o policial a descreveu como solteira. Ficou claro o ato homofóbico''.

No protesto realizado nesta quarta, as duas mulheres estavam acompanhadas por seu advogado e também por várias ativistas com cartazes e bandeiras. A Argentina foi o primeiro país da América Latina a aprovar o casamento igualitário em 2010. Mas ainda assim continuam acontecendo casos de homofobia, como o de Gómez e Girat que estão casadas há dois anos.

O casamento entre pessoas do mesmo sexo também é legal no Brasil e Uruguai (2013), Colômbia (2016). No início deste ano, a Corte Interamericana de Direitos Humanos, com sede em San José, ditou uma sentença em que pedia aos países para reconhecerem o casamento homossexual com plenos direitos.


Fonte: Opera Mundi

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