América Latina

8 de fevereiro de 2018 - 11h46

Venezuelanos preferem que o presidente resolva a questão econômica

AVN
Nicolás Maduro durante a manifestação em defesa do legado de Hugo Chávez, realizada no domingo (4) Nicolás Maduro durante a manifestação em defesa do legado de Hugo Chávez, realizada no domingo (4)

O levantamento mostra que 69% dos entrevistados desconfiam que setores adversos à Revolução Bolivariana possam aplicar medidas efetivas para superar a atual situação, marcada por manobras contra a produção e o poder aquisitivo dos venezuelanos.

“Diante da falta de alternativa, toda a atenção da sociedade venezuelana está concentrada no que faça ou não Maduro”, disse o presidente da Hinterlaces, Oscar Schémel, acrescentando que as pessoas veem o atual chefe de Estado como o único dedicado a resolver os problemas.

Uma evidência desta preocupação é a entrega de bônus protetores através do Carnê da Pátria, que oferecem subsídio direto aos setores da população mais vulneráveis.

“A maioria dos venezuelanos sabe que não são suficientes, a maioria espera soluções de fundo no terreno econômico, fundamentalmente, mas os bônus significam uma ajuda e, sobretudo, uma demonstração de afeto, de proximidade e de identificação de classe. O Presidente se transforma no protetor”, disse Schémel no programa Vladimir a la 1, transmitido pelo canal privado Globovisión.

Vantagem de 10%

Schémel explicou que Maduro, proclamado candidato para as próximas eleições presidenciais pelas forças chavistas, tem um apoio inicial de 33% do eleitorado. Assim parte com vantagem de 10 pontos percentuais sobre o candidato rival mais próximo.

Estes dados foram obtidos depois que os pesquisadores perguntaram o seguinte: “Quem você elegeria como presidente da República?”, em pesquisa espontânea.

Segundo o estudo, 69% votarão nas próximas eleições pois o voto na Venezuela não é obrigatório. Desse total, 91% disseram que votarão em Maduro.

Esta vantagem se deve, de acordo com Schémel, à capacidade organizativa do chavismo diante das fraturas da oposição. Enquanto a primeira corrente política é capaz de lidar facilmente com os climas emocionais, aspecto decisivo em uma eleição, a segunda perdeu a oportunidade de se articular como estrutura eleitoral.

A oposição tem sido incapaz “de por em um tabuleiro uma ideia, um símbolo e cor, e muito menos uma cara. Por isso, hoje a direita sofre o que sofreu a esquerda durante muitos anos: a atomização, a divisão, a arrogância, a dificuldade de conectar-se com os setores populares”.
Em contraste, Maduro, se bem que tenha o desafio de aperfeiçoar seu desempenho em matéria econômica, está fazendo bom papel do ponto de vista político e social. “Se alguém sabe o que está pensando a sociedade venezuelana é o chavismo”.

De acordo com o presidente da Hinterlaces, na próxima votação será fundamental o adequado manejo da maquinaria eleitoral, a relação com setores populares, o conhecimento da sensibilidade popular e o “voto da fé”, que está movendo os venezuelanos a votar buscando soluções.


Fonte: Resistência

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