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8 de fevereiro de 2018 - 11h07

Metalúrgicos aprovam greve no dia 19 contra a reforma da Previdência

ADONIS GUERRA/SMABC
Trabalhadores decidiram por unanimidade cruzar os braços dia 19, em defesa das aposentadorias Trabalhadores decidiram por unanimidade cruzar os braços dia 19, em defesa das aposentadorias

Os metalúrgicos do ABC aprovaram a realização de greve no próximo dia 19 contra a reforma da Previdência. A decisão foi tomada por unanimidade na noite desta quarta-feira (8) em assembleia popular realizada em frente à sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC), em São Bernardo do Campo, que também contou com a participação de parlamentares, movimentos sociais e outras categorias profissionais.

A decisão é uma reação dos trabalhadores já que, mais cedo, representantes das centrais sindicais se reuniram com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para exigir que Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, de "reforma" da Previdência Social fosse retirada da pauta de votações. Maia reconheceu que a base do governo enfrenta dificuldades para conseguir os votos necessários, mas reafirmou que deve tentar apreciar a proposta em Plenário a partir do dia 19.

"Resistiremos, unidos, à reforma trabalhista, ao processo de terceirização e ao projeto de reforma da Previdência", afirmou o presidente do sindicato, Wagner Santana, o Wagnão.

Para o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, o recado de Maia foi bem claro: quando o governo acreditar que detém os 308 votos que garantam a aprovação, vai colocar a PEC para votar.

Para barrar a proposta, além dos metalúrgicos, outras categorias também devem aderir ao dia nacional de lutas contra a reforma da Previdência no próximo dia 19. Nesta quarta-feira (7), trabalhadores no setor de transporte urbano em São Paulo também realizaram assembleia e reafirmam disposição de parar, em defesa das aposentadorias.

"É greve dia 19. Se a gente não fizer luta em cada canto desse pais eles vão aprovar a reforma da previdência, que não só acaba com a aposentadoria, mas também desampara os trabalhadores e trabalhadoras nos casos de acidente de trabalho", destacou Nobre.

Ele afirmou ainda que o governo estaria ameaçando prefeitos, governadores e vereadores de tirar recursos federais de prefeitos, caso não exerçam pressão sobre os deputados em favor da reforma da Previdência.

O presidente dos metalúrgicos destacou que o que está por trás dessas medidas é a intenção do governo Temer de precarizar o mundo do trabalho e reduzir o acesso a direitos sociais – como saúde, educação e aposentadoria – para privilegiar o sistema financeiro, que é favorecido com bilhões em isenções fiscais.

"Querem nos convencer de que não há saída para o povo coletivamente e que cada um que se arranje. Mesmo sem ter trabalho decente, só trabalho precário, o trabalhador que se vire para dar uma vida digna àqueles que dependem dele", disse Wagnão.



Fonte: Rede Brasil Atual

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