7 de fevereiro de 2018 - 13h33

Cida Pedrosa: Assédio não tem graça 


Divulgação
Manual mostra a conduta desagradável de Zé Mamão, na folia.  Manual mostra a conduta desagradável de Zé Mamão, na folia. 
De olho nessa situação, estamos lançando, na semana pré-carnavalesca, a terceira edição do Pequeno manual de como não ser um babaca no Carnaval, uma parceria entre a Secretaria da Mulher e o Gabinete de Imprensa da Prefeitura do Recife. Usando a mesma linguagem leve e divertida que transformou as edições anteriores em sucesso de público e mídia com repercussão nacional, o manual mostra a conduta de uma dessas personagens desagradáveis da folia, o Zé Mamão. Ele não entende os limites entre flerte e assédio e acaba causando transtornos por onde passa. Essa publicação será distribuída em todos os polos descentralizados do Carnaval recifense.

Para esvaziar o “Bloco do Zé Mamão”, pretendemos estimular as mulheres a denunciar qualquer tipo de agressão sofrida. Essa ação começa no desfile do bloco carnavalesco político Nem com Uma Flor, criado para ser um espaço de prevenção à violência contra as mulheres. Vamos divulgar material informativo com os serviços que estarão funcionando durante o Carnaval para apoiar mulheres vítimas de qualquer tipo de violência, seja física, psicológica, moral ou patrimonial. Mais uma vez, elas poderão contar com a Central da Mulher para fazer denúncias ou, simplesmente, pedir orientação.

A unidade será instalada na Rua do Observatório, no Bairro do Recife, e vai funcionar das 16h às 22h com uma equipe multidisciplinar do Centro de Referência Clarice Lispector, composta por advogadas, assistentes sociais e psicólogas. Este ano, a equipe vai contar com o apoio da recém criada Brigada Maria da Penha. Quem preferir denunciar por telefone poderá discar para o serviço gratuito Liga, Mulher (0800 281.0107).

Todas essas iniciativas fazem parte de um política que vem se intensificando nesses últimos dois anos de combate ao assédio, com ações coordenadas e apoio a iniciativas de movimentos sociais que defendem os direitos das mulheres. Entendemos que é preciso aproveitar esses grandes eventos – quando ficamos mais vulneráveis - para esclarecer as pessoas sobre temas como igualdade de gênero e respeito à diversidade. Pierrôs, arlequins, papangus: abram alas que ela vai passar como quiser e gostar!

Publicado originalmente no Diário de Pernambuco/Opinião.

(*) Cida Pedrosa é secretária da Mulher do Recife, poetisa, advogada e dirigente estadual do PCdoB.



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