Brasil

5 de fevereiro de 2018 - 17h31

Manuela: 2018, um palco da construção do debate sobre futuro do Brasil

Foto: Karla Boughoff
   

Acompanhada do secretário nacional de Movimentos Sociais e Juventude e ex-presidente nacional da UJS, André Tokarski, a pré-candidata agradeceu o convite para participar do curso e disse o quanto estava feliz em voltar há um encontro da entidade.

Segundo Manuela, que se filiou à UJS em 1999, esses encontros fazem bem para o espírito, porque “quando a gente encontra pessoas de todo o Brasil com sonhos parecidos com os nossos, temos um pouco da dimensão de que não estamos sozinhos na luta”.

“Existem jovens diferentes da gente, seja fisicamente, culturalmente, na forma como comem ou se vestem. Mas encontrar o diferente que sonha parecido é muito legal. Há um sonho em comum, um sonho que unem os jovens de todo o país, o sonho de um Brasil que respeite nossas diferenças e que faça delas a sua força propulsora, que consiga compreender o fato de que nós somos um país de jovens e mulheres, que precisa defender a liberdade e a livre orientação sexual, um país que precisa respeitar seus índios, mas que esse conjunto de forças precisam fazer parte da ideia de um desenvolvimento nacional”, falou.



A pré-candidata explicou que muitas pessoas dizem que a luta das mulheres não é a luta por um desenvolvimento do Brasil, mas Manuela ressaltou que não existe como a luta pelo desenvolvimento do país, não ser a luta das mulheres, pelo simples fato de que não existe como o Brasil se desenvolver se as mulheres, os jovens e os negros não forem a parte mais específica do projeto de desenvolvimento.

“Como é que a gente vai pensar no desenvolvimento da indústria 4.0, por exemplo, se de cada mil jovens, apenas 22 vão para as áreas vinculadas a tecnologia, e desses 22, só um é mulher. Nunca vai existir um Brasil que se desenvolva e desenvolva suas ciências e tecnologias se as meninas desde pequenas são educadas que os foguetes e as brincadeiras de laboratórios são de meninos”.

No encontro, Manuela D’Ávila também falou sobre a luta pelo fim do extermínio dos jovens negros no Brasil. “O país que mata 40 mil jovens negros por ano e que prenderam essa semana, uma mãe de 5 filhos, cujo o mais novo têm um mês de idade, carregando oito gramas de maconha. E a juíza disse que não encontrou razões para que ela cumprisse a prisão domiciliar em casa, sendo ela réu primária”, descreveu Manuela sobre a situação de racismo no Brasil.



De acordo com a pré-candidata, “tem uma frase que diz: Quando Pedro fala de Paulo, Pedro fala mais de Pedro, do que de Paulo. Talvez a juíza fale muito mais sobre o nosso judiciária que tem um lado, que é dos mais ricos, dos poderosos, do que essa mãe com 5 filhos”.

“Estou dizendo tudo isso porque a minha pré-candidatura surge com o espírito da UJS”, afirmou. Para Manuela, a UJS é uma juventude que não se conformou com o golpe que está acontecendo no Brasil. “Nós precisamos fazer 2018 um palco da construção do debate sobre o futuro do Brasil”.

Na opinião da pré-candidata, a UJS é a juventude que historicamente questiona esse sistema de exclusão e luta por um Brasil melhor para todos.

“Todas as pessoas, na sua singularidade e com as suas particularidades tem direito a viver num país que lhes permita sonhar e realizar aquilo que elas são”, concluiu Manuela D’Ávila.

Assista na íntegra:



Do Portal PCdoB

Fotos: Karla Boughoff, Vangli Figueiredo e Giulia Araújo

 

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