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1 de fevereiro de 2018 - 14h55

Bancários cruzam os braços contra os bancos Itaú e Santander

CTB
   

“Estamos protestando contra o desmonte da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) promovido pelos banqueiros e a precariedade das condições de trabalho dentro das unidades dos bancos”, afirma Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ e dirigente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro.

De acordo com a sindicalista, “o Itaú promove demissões e intensifica o assédio moral, causado pela obrigação de metas além da conta às trabalhadoras e trabalhadores, o que vem provocando o adoecimento das pessoas e o banco não respeita os atestados médicos, alegando que quem deveria escolher o médico para tratamento laboral, seria o próprio médico do trabalho”.

Já o cetebista Alex Livramento, dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, conta que a categoria fechou três centros administrativos na capital paulista, principalmente contra a implantação de pontos da reforma trabalhista.

“Os banqueiros decidiram unilateralmente não homologar mais as demissões de funcionárias e funcionários no sindicato e já querem implantar o parcelamento das férias”, diz. Tudo isso, “sem dialogar com o sindicato, o que pode acarretar prejuízos enormes às bancárias e bancários”. Ele lembra ainda que nesta quarta-feira (31), ocorreu paralisação nas agências bancárias do Santander.

Bahia


A imprensa do Sindicato dos Bancários da Bahia informa que os baianos participaram da paralisação convocada pelo Comando Nacional dos Bancários, nesta quarta-feira, das funcionárias e dos funcionários do Santander em todo o país.

"A paralisação é um aviso. Se necessário, iremos fechar todas as agências", explica Adelmo Andrade, diretor de Comunicação do sindicato. A atitude do banco deixa o funcionário desprotegido e o movimento sindical não abre mão de representar e defender os direitos dos bancários.

Em Irecê, bancárias e bancários também fecharam agências do Itaú na cidade do interior da Bahia, contra os abusos dos banqueiros e em defesa dos direitos trabalhistas.

As trabalhadoras e trabalhadores de instituições financeiras se mobilizam num momento crucial para a categoria, porque, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, os bancos fecharam 17.905 postos de trabalho no país.

“A situação pode piorar muito se não reagirmos a tempo de barrar todas essas medidas contra nossas conquistas de décadas”, acentua Branco. “Quem trabalha em banco sabe a pressão que sofre para o cumprimento de metas extorsivas, além de ser uma das categorias que mais perdeu postos de trabalho os últimos anos”.



Por Marcos Aurélio Ruy no Portal CTB

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