12 de janeiro de 2018 - 16h51

Bancários da CEF protestam contra privatização no Recife 


Geraldo Moreira/Rádio Folha
Bancários criticam movimentação do governo para enxugar a CEF e fechar agências Bancários criticam movimentação do governo para enxugar a CEF e fechar agências
Na programação, diálogo com bancários e clientes sobre as consequências de uma possível privatização, esquete teatral, bolo de dez quilos e bolo de rolo de 2,5 metros. O sindicato defende o debate com a população sobre a importância da CEF para evitar a privatização do banco.

Para a presidente do Sindicato dos Bancários, Suzineide Rodrigues, a defesa é para manter a Caixa 100% pública. "O objetivo da nossa mobilização é comemorar o aniversário de 157 anos da Caixa. Esse banco é fundamental e é um banco do povo. Para se ter uma ideia, os escravos juntavam dinheiro quando a Caixa foi aberta para poder alcançar as suas alforrias. Hoje há um papel fundamental para o Bolsa Família, para o Fies e para programas sociais do país".

Entre as críticas, medidas do governo e do próprio banco. "Viemos fazer esse debate. Conseguimos recentemente que a Caixa não abrisse seu capital, para que continuasse 100% público. Estamos vendo a movimentação do Governo para enxugar a Caixa e fechar agências. Os concursados não foram admitidos e recentemente foi lançado um programa de bônus que beneficia somente gerentes e cargos maiores", disse a sindicalista.

A professora Gorete Barbosa, cliente da Caixa, afirma que a privatização não é uma boa saída. "Creio que privatizar nunca foi bom. Então, eu acredito que não vai ser bom no momento de crise que estamos. A gente precisa de um serviço melhor e sabemos que é o governo que deve contribuir para que tudo isso melhore".

Atualmente, a Caixa emprega 88 mil trabalhadores em todo o Brasil e tem um patrimônio líquido anual estimado em R$ 67,3 bilhões, segundo dados divulgados em seu site oficial.

Publicado originalmente no site da Folha de Pernambuco.


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