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12 de janeiro de 2018 - 13h47

MP investiga bloco de Carnaval que faz apologia à ditadura militar


   
O evento está sendo divulgado pela página do Facebook "Direita São Paulo" e traz no convite a imagem do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, morto em 2015 e ex-chefe do DOI-Codi, um dos centros de tortura.

O convite foi publicado na página virtual do grupo "Direita São Paulo". Na História da página, o grupo se intitula um movimento e recordam que tiveram como primeiro" ato fora da internet a Manifestação Pró-Bolsonaro realizado no Largo da Batata, em SP". 

Na página, eles informam que mudaram de local de concentração do seu "bloco" e ameaçam com apologia à tortura e defesa da ditadura militar dizendo que poderão fazer a concentração em frente à residência de Guilherme Boulos, do MTST ou na casa de Sâmia Bomfim, jovem vereadora da cidade de São Paulo (Psol) 

O blog Esquerda Diário divulgou a informação com preocupação com o aumento dos grupos fascistas no país. "Este tipo de ameaça não pode ser tolerado. A apologia à tortura é considerado crime hediondo. No entanto, o estado brasileiro, em particular com um governo golpista, nada faz contra estes grupos fascistóides. Já as manifestações de esquerda e as greves de trabalhadores são imediatamente reprimidas pela Polícia, que aliás é "Militar", em memória dos tempos que era usada para torturar trabalhadores e qualquer um que discordasse da ditadura militar brasileira".

Mesmo em momentos que deveria ser de descontração e alegria, grupos fascistas organizam ações para disseminar o ódio e a intolerância. Portanto, é fundamental que a Justiça esteja atenta com a finalidade de previnir ações destes grupos.

No Carnaval de 2017, um inquérito do Ministério Público investigou destruição, vandalismo, pichações e problemas causados pela multidão levada pelos blocos de rua no carnaval de São Paulo e na época, afirmou que proporia medidas para previnir confusão neste ano. Veremos!


Do Portal Vermelho

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