Cultura

8 de janeiro de 2018 - 16h07

A força das mulheres escancarada no Globo de Ouro

   

O preto foi escolhido como cor da solidariedade com as vítimas que tiveram a coragem de falar, e foi a cor predominante no tapete vermelho. O evento foi uma grande discussão sobre o movimento feminista que vem causando uma reviravolta na indústria do cinema, buscando o fim do assédio sexual no setor.

Somou-se ao preto broches com a frase “Time is Up” (“o tempo acabou”) e contundentes declarações para os microfones. Se há uma mensagem nessa edição do Globo de Ouro é que as mulheres de Hollywood já não sorriem e se não calam. Natalie Portman, ao anunciar o prêmio de Melhor Diretor, provocou: "E aqui estão todos os homens indicados". A plateia masculina ficou com sorrisos amarelos frente a falta de representação feminina na disputa, especialmente da aclamada Greta Gerwig, diretora de “Lady Bird”.

O filme da diretora triunfou em comédia, conta a história de uma adolescente que deseja romper com sua família e sua cidade natal. Lady Bird é um dos filmes mais bem avaliados pela crítica popular (leia-se Rotten Tomatoes) na história. Saoirse Ronan, levou o prêmio de melhor protagonista de comédia, como informa o El País. 

Oprah Winfrey, uma lenda não só por ter chegado onde chegou como mulher, mas como mulher negra, recebeu o prêmio Cecil B. De Mille pelo conjunto da carreira. Em um discurso comovente traçou um paralelismo entre o momento em que a comunidade negra decidiu se erguer contra a discriminação institucionalizada e o que está acontecendo em Hollywood com o movimento feminista Time Is Up e Me Too.

“Durante muito tempo as mulheres não eram ouvidas ou não se acreditava nelas quando se atreviam a dizer a verdade ao poder masculino, mas isso acabou”, disse Winfrey. “Quero que todas as meninas que estão me vendo hoje saibam que há um novo dia no horizonte. E quando esse dia finalmente raiar, será graças a muitas mulheres magníficas, muitas delas aqui esta noite, e alguns homens bastante fenomenais se empenhando em serem os líderes que nos levem a uma época em que ninguém mais tenha que dizer: ‘Eu também, nunca mais’”.

Confira também o discurso de Elisabeth Moss, vencedora do prêmio de melhor atriz: 




Do Portal Vermelho 

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