Cultura

8 de dezembro de 2017 - 11h44

Música Quente: um olhar sobre a pluralidade sonora do Brasil




A proposta desse espaço é falar de música, mas deslocar o olhar para além dos sucessos e dos nomes já estabelecidos, extrapolar o tradicional eixo de interesse da MPB ao rock e buscar compreender como os hits populares emergem nas periferias, sem se perder em ideias preconcebidas e análises superficiais.

“Seria impossível entender a música sem falar de shows, performances, erros e acertos, canções e discos ou sem falar das cenas culturais em que essa música está inserida. É improvável perceber a revolução de um hit sem compreender a origem dos estilos que o compõem, ou mesmo sem falar da forte influência estrangeira na pluralidade sonora do Brasil, quer seja nas raízes tradicionais ou na opressão colonizadora anglo-americana”, diz Patricktor4.

É a partir de muitas destas questões que ele escreve, em busca de aproximar o público de um outro jeito de consumir a música feita e divulgada na contemporaneidade.

Patricktor4 entende do assunto. Já se apresentou em praticamente todo o país, na Europa, na Ásia, na África e nas Américas do Norte e do Sul. O diferencial do DJ tem sido sempre promover as novas sonoridades brasileiras em seus sets, do tecnobrega ao bahia bass, passando por inúmeras novas possibilidades dessa música tão rica e diversificada, desconstruindo a pluralidade étnica que forma a musicalidade do Brasil e conectando estas batidas e melodias a seus equivalentes pelo mundo.

Como radialista, atualmente é coordenador de Programação da Frei Caneca FM, emissora pública do Recife. Já esteve na diretoria da Associação das Rádios Públicas do Brasil (ARPUB) e à frente da Aperipê FM, de Sergipe, e da programação da Cultura FM, do Pará. Nestas rádios, a marca do seu trabalho é a promoção da diversidade de conteúdo musical, dando protagonismo à cultura local e fortalecendo os cenários culturais.


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