América Latina

7 de dezembro de 2017 - 15h30

Povo boliviano com nova composição do Órgão Judicial

   

Ainda que os resultados sejam preliminares, a jornada eleitoral de domingo fortaleceu a democracia na nação andino-amazônica, marcada pela participação e mobilização cidadã, afirmou o ministro de Governo, Carlos Romero.

Argumentou que esta eleição é inédita e particular, já que se vota por advogados com uma carreira sempre vinculada a sua profissão e não por políticos que se candidatam a parlamentos, senadores, deputados, prefeitos, presidentes e vice-presidentes.

O paradoxo nisso - disse - é que alguns deles obtiveram cifras de 42% sobre os votos válidos e em outros casos acima de 20% acima do total do registro eleitoral, porcentagens que antes não conseguiam nem alguns presidentes do país.

Na jornada anterior, mais de 6,4 milhões de votantes foram às urnas para eleger cinco magistrados titulares do Tribunal Agroambiental, nove do Tribunal Supremo de Justiça, a mesma quantidade do Tribunal Constitucional Plurinacional e três conselheiros para o Conselho da Magistratura.

Romero indicou que, desta maneira, os políticos são retirados dessas instâncias e é deixada nas mãos do povo a decisão de confirmar a hierarquia jurídica.

Reconheceu também que houve uma elevada porcentagem de pessoas que votou em branco, algumas porque seguramente não conheciam a pessoa em questão ou não sabiam o que decidir e outros que se equivocaram com a cédula de votação.

Sobre o tema, cabe destacar que 33,31% dos votos foram válidos e cerca de 53,75% nulos, entre mais de 78% dos eleitores habilitados, enquanto 12,94% entregou cédulas em branco, informou o Órgão Eleitoral Plurinacional.

O processo de votação contou com a participação das missões da União de Nações Sul-americanas, da Organização de Estados Americanos, da União Interamericana de Organismos Eleitorais e a Associação Mundial de Organismos Eleitorais, em qualidade de veladores.


Fonte: Prensa Latina 

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