Geral

6 de dezembro de 2017 - 14h51

Ato contra ação da PF na UFMG é marcado para esta quarta em BH

.
Frente do prédio da Polícia Federal (MG) Frente do prédio da Polícia Federal (MG)

Professores, alunos, deputados federais, vereadores e entidades se mobilizaram e agora ocupam a frente do prédio da Polícia Federal contra as ações arbitrárias que a PF realizou na manhã desta quarta. Três reitores e ex-reitores e professores foram conduzidos coercitivamente, entre eles, o reitor, prof. Jayme Ramirez, a vice-reitora, Sandra Goulart, o ex-reitor, prof. Clélio Campolina, a ex-vice-reitora, Heloisa Starling, e outros professores.

As entidades e os presentes aguardam notícias e a liberação da ex-vice reitora, Heloisa Starling, que ainda está dentro do edifício. E o término do depoimento de um dos professores, faz parte do projeto Memorial da Anistia do Brasil.

Segundo Diogo Santos, estudante do Mestrado de Economia da UFMG e membro da sessão mineira da Fundação Maurício Grabois, eles aguardam a saída do último docente que presta depoimento. Mas enquanto isso, as entidades já estão organizando um ato em defesa da universidade e contra o estado de exceção para a noite desta quarta-feira (06), às 20h, no Sindicato dos Jornalistas de Belo Horizonte.

“Nós ainda não conversamos com reitores e professores após os depoimentos, mas todos eles saíram muito abalados com a situação. Logo eles deverão se reunir com a equipe da reitoria para tomar algumas iniciativas”, informou Diogo Santos em entrevista ao Portal Vermelho.

Ainda de acordo com Diogo Santos, o Conselho dos Diretores da UFMG publicarão uma nota após a liberação dos reitores e docentes para que a medida mais justa seja tomada.

Além dessa mobilização, também foi convocada uma Assembleia Geral da Comunidade Universitária para às 16h desta quarta na porta da Reitoria da UFMG.

"Convocamos a comunidade Universitária a comparecer a esta assembleia para que possamos encaminhar ações contra as arbitrariedade e exigir o respeito ao processo legal", informa o evento da assembleia no Facebook.

Mobilização

Estão presentes em frente ao prédio da PF o Sindicato dos Técnicos, a União Nacional dos Estudantes, a UJS, CTB, deputados federias e vereadores, como Gilson Reis, vereador do PCdoB-BH e presidente da Contee.

Em vídeo, Gilson Reis falando sobre a situação complicada porque acontece uma tentativa de desmoralizar a universidade pública brasileira com o objetivo de privatizar essa instituição que tem tanto compromisso com a nação brasileira, com a ciência e tecnologia, com a evolução da nossa sociedade e do nosso país”, disse o vereador do PCdoB.

Para ele há também uma tentativa de impedir a posse de Sandra Regina Almeida, vice-reitora que foi eleita para assumir o lugar do atual reitor Jaime Ramirez.

O presidente estadual do PCdoB-MG, Wadson Ribeiro, também se posicionou sobre a condução coercitiva do reitor da UFMG.

Para o presidente, a polícia continua agindo da mesma forma como agiu com o ex-reitor da UFSC, Luiz Carlos Cancellier. Para além disso, Wadson Ribeiro também chamou atenção para a ação da PF que age contra o Memorial da Anistia do Brasil.

“Todo país que passou por ditaduras militares tem [um Memorial] para que não se possa apagar da memória das novas gerações o absurdo da ditadura”, disse em vídeo.

Ou seja, a Polícia Federal faz um verdadeiro espetáculo. Um verdadeiro espetáculo para constranger a universidade, dá o nome da operação de forma provocativa, fazendo alusão a uma das principais músicas de João Bosco e que foi uma música de resistência à ditadura militar. Ou seja, é mais um passo nessa escalada autoritária que o Brasil vive desde o golpe que tirou a presidenta Dilma e colocou no poder Temer”, afirmou o presidente estadual do PCdoB-MG.

Confira abaixo os vídeos na íntegra:

Gilson Reis, vereador do PCdoB-BH e presidente da Contee fala sobre ação da PF na UFMG:



Presidente estadual do PCdoB-MG, Wadson Ribeiro, se posiciona sobre a condução coercitiva do reitor da UFMG:





*Estagiária no Portal Vermelho

  • VOLTAR
  • IMPRIMIR
  • ENCAMINHAR

Últimas Mais