América Latina

5 de dezembro de 2017 - 15h24

Evo Morales realiza sua quinta visita ao Brasil

   

Morales será recebido esta manhã por seu homólogo brasileiro, Michel Temer, no Palácio do Planalto; depois começará um encontro bilateral ampliado e, após o meio-dia, comandará a cerimônia de assinatura de acordos, depois da qual será homenageado com um almoço.

O presidente boliviano visitou Brasília pela primeira vez em janeiro de 2006, em sua condição então de presidente eleito; em fevereiro do ano seguinte viajou em visita de Estado e depois voltou a fazê-lo em 2015, em ocasião da posse da presidenta Dilma Roussef, e em fevereiro de 2016.

Neste ano dois dos integrantes de seu gabinete estiveram aqui: em maio, o ministro de Governo Carlos Romero Bonifaz e, em outubro, o de Relações Exteriores, Fernando Huanacuni.

Inicialmente prevista para 30 de outubro, a viagem de Morales ao Brasil precisou ser adiada por razões de saúde de Temer, que foi submetido repentinamente a uma cirurgia para proceder à desobstrução do canal uretral.

Uma nova data tinha sido fixada, 27 de novembro, porém mais uma vez o ocupante do Palácio do Planalto teve que ser internado, nesta ocasião para se submeter a uma angioplastia de três artérias coronárias com implante de dois stents.

Ao anunciar há uma semana a nova data da visita do chefe de Estado, o Ministério de Relações Exteriores recordou que Brasil e Bolívia compartilham uma extensa fronteira comum (3.423 quilômetros) e a condição de país amazônico e da Bacia da Prata, por isso mantêm uma agenda bilateral ampla e diversificada.

A viagem de Evo Morales - adiantou - tem por objetivo fortalecer a cooperação e a coordenação bilateral em temas como a luta contra o crime multinacional, energia, defesa, desenvolvimento fronteiriço, integração da infraestrutura física, assuntos migratórios e consulares, comércio e investimentos.

A cooperação energética é de grande importância para ambos países ao constituir um insumo para a política brasileira nesta área e uma fonte de renda para a Bolívia, assinala o portal do Itamaraty, segundo o qual os principais eixos da integração econômica são precisamente a energia e os projetos de infraestrutura regional.

A Bolívia, agrega, é o único país da América do Sul que tem constantemente desde 2003 excedentes comerciais com o Brasil, em razão das grandes exportações de gás (98 por cento de suas vendas totais ao exterior).

Sublinha também que as duas nações têm desenvolvido uma importante política de integração fronteiriça, com o fim de converter os limites entre ambos países em um espaço de paz, cooperação e desenvolvimento econômico e social, além de destacar o aumento da cooperação na luta contra os delitos multinacionais, sobretudo o tráfico de drogas.

Atos

Abos os presidentes assinaram dois atos. Um memorando de entendimento, entre os ministérios dos Transportes do Brasil e de Obras Públicas da Bolívia, a respeito do corredor ferroviário bioceânico. O empreendimento prevê a ligação ferroviária entre Brasil, Bolívia e Peru, indo do Oceano Atlântico ao Pacífico.

Também foi assinado um acordo de cooperação policial entre o Ministério da Justiça do Brasil e o Ministério de Governo da Bolívia no combate ao crime organizado transnacional e outros crimes, como terrorismo, roubo de veículos, lavagem de dinheiro, crimes cibernéticos, outros delitos comuns de fronteira e tráfico de pessoas, drogas e de armas de fogo.


Do Portal Vermelho, com informações da Prensa Latina e G1

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