América Latina

5 de dezembro de 2017 - 15h17

Na Venezuela não há crise humanitária, afirma especialista da ONU

Brasil de Fato
   

"Coincido com a FAO e a Cepal que não existe tal crise humanitária na Venezuela, mesmo que em alguns setores haja escassez, desabastecimento, demora na distribuição, etc", declarou Zayas antes de partir rumo a Quito, Equador, depois de uma visita de uma semana à Venezuela para avaliar a situação deste país.

Com essas declarações, o especialista jogou por terra a justificativa da ultradireita para encobrir uma intervenção estrangeira com a suposta abertura de um canal humanitário por supostas violações de direitos humanos.

A respeito, indicou que a comunidade internacional deve conhecer as causas do contrabando, monopólios, armazenamento indevido, corrupção, manipulação da moeda e deslocamento da economia por uma guerra econômica e financeira que inclui sanções e pressões.

Zayas qualificou como teatral a campanha midiática contra a nação sul-americana, o que não resolve os problemas que os venezuelanos enfrentam, afirmou.

De igual modo, sugeriu boa vontade e diálogo como base da proteção e fortalecimento dos direitos humanos e assegurou que emitirá recomendações construtivas e oportunas sobre a Venezuela, no relatório que deverá apresentar ao Conselho de Direitos Humanos da ONU em março de 2018.

Durante sua permanência neste Estado sul-americano, Zayas reconheceu a vontade do governo bolivariano e em especial do presidente Nicolás Maduro para manter um constante diálogo com a oposição, com vistas a conseguir a estabilidade política, social e econômica do país.

De acordo com o chanceler Jorge Arreaza, que realizou ontem um último encontro com o representante da ONU, Zayas manifestou seu desejo por um entendimento entre o governo e a oposição.

"Reconheceu como o presidente Nicolás Maduro tem chamado permanentemente à paz, permanentemente ao diálogo e estimamos que tudo dê certo para as Nações Unidas e para a cooperação internacional, que é um dos temas tratados por este especialista", assegurou o ministro venezuelano de Relações Exteriores.


Fonte: Prensa Latina 

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